<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112</id><updated>2012-02-16T21:50:50.539-03:00</updated><category term='Conto'/><category term='Política'/><category term='Conto de Waldir Pedrosa Amorim publicado in: Palheiro Cotidiano - Contos e Crônicas - Ed. Manufatura - 2007.'/><category term='transcrição'/><category term='Crônica'/><category term='Mini-conto'/><category term='Resenha'/><title type='text'>Blog do Waldir Pedrosa</title><subtitle type='html'>Blog do Waldir Pedrosa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>158</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-7528818810995190901</id><published>2011-11-18T18:06:00.001-03:00</published><updated>2011-11-18T18:12:23.731-03:00</updated><title type='text'>Leis criam Comissão da Verdade e abrem Estado.</title><content type='html'>&lt;h1&gt;18 de novembro de 2011 - um dia histórico.&lt;/h1&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tUn43-sf-UM/TsbKFLyqo4I/AAAAAAABFEg/BywFr9hx5Zc/s1600/foto_mat_31674.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://1.bp.blogspot.com/-tUn43-sf-UM/TsbKFLyqo4I/AAAAAAABFEg/BywFr9hx5Zc/s320/foto_mat_31674.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&amp;nbsp;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Crimes de tortura e morte cometidos por razões políticas vão ser investigados por comissão que terá dois anos de prazo. Foco deve ser ditadura militar. Nenhum documento oficial poderá passar mais de 50 anos escondido da população. Em seis meses, órgãos públicos terão de divulgar gastos e contratos na internet. 'Cidadão ganha mais poder perante o Estado', diz Dilma Rousseff.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="headline-link"&gt;André Barrocal&lt;/div&gt;&lt;div class="headline-link"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="headline-link"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18991"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="headline-link"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto"&gt;BRASÍLIA – 18 de novembro de 2011 tem tudo para ser encarado pelas gerações futuras como uma data histórica na jovem democracia brasileira, ainda que alguns setores da sociedade, com razão, vejam insuficiências a limitar o alcance da definição. Nesta data, a abertura das estranhas do Estado torna-se uma regra. O passado cinzento que violentou quem reclamava democracia será devassado. O presente semitranslúcido avançará rumo a uma transparência quase total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição intestina do Estado é uma imposição de duas leis sancionadas nesta sexta-feira. Uma cria a Comissão Nacional da Verdade para trazer a público tudo o que conseguir reunir, em dois anos, sobre violação de direitos humanos cometida por agentes públicos motivados politicamente. A outra é a Lei de Acesso à Informação, que inverte a lógica de que dados e documentos públicos são confidenciais, podem ficar escondidos para sempre e só vêm à luz por decisões individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a seis meses, todos os órgãos públicos estarão obrigados a divulgar na internet informações sobre o que fazem com seus recursos – para quem repassam, por exemplo –, quais as licitações em curso e quais os contratos assinados. Vale para ministérios, secretarias estaduais e municipais, Congresso Nacional, assembléias legistalativas estaduais, câmaras de vereadores, tribunais, procuradorias de justiça. Só escapam prefeituras de cidades com menos de 10 mil habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papéis de conteúdo sensível poderão ser taxados de “reservados”, “secretos” ou “ultrassecretos”, mas nenhum poderá passar mais de 50 anos longe do público. Em algum momento no futuro, será possível conhecer, por exemplo, detalhes de negociações diplomáticas, registros de reuniões presidenciais ou decisões de segurança nacional em casos que estiveram perto de um conflito armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso”, diz a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trecho da nova legislação vai ajudar a jogar luz sobre fatos que serão trazidos à tona com a outra lei sancionada nesta sexta-feira (18), a que cria a Comissão Nacional da Verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão vai investigar atentados aos direitos humanos praticados no país, mas não punirá do ponto de vista judicial, o que é motivo de reclamação de que a data histórica está "incompleta". O foco deve ser a ditadura militar (1964-1985), apesar de a comissão ter um raio de ação maior (1946 a 1988). Todos os papéis, registros, qualquer coisa que ainda esteja com Forças Armadas e revele tortura e assassinato terá de ser entregue à Comissão, se requisitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com a vigência destas duas leis, o cidadão ganha mais poder perante o Estado, mais poder de controle e fiscalização, o que reverterá em benefício para a toda a sociedade com o fortalecimento da democracia”, disse a presidenta Dilma Rousseff, ao assinar os dois textos, em evento no Palácio do Planalto. “É uma data histórica para o Brasil. É o dia que a partir de agora iremos comemorar a transparência e celebrar a verdade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão presidencial ecoara também nos dois discursos anteriores a Dilma, proferidos pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, Marco Antonio Rodrigues Barbosa. “Nós estamos vivendo um outro momento. O Estado de direito veio para o Brasil para nunca mais nos abandonar”, disse o ministro. “É inequívoco que estamos a vivenciar um fato histótico na sanção destas duas leis”, afirmou Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas leis serão publicadas no Diário Oficial da próxima segunda-feira (21). A da Comissão da Verdade não recebeu nenhum veto. A de Acesso à Informação deverá ter ao menos um veto, para impedir que indicados do Congresso e da Justiça participem da classificação de documentos sensíveis pertencentes ao governo federal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="headline-link"&gt;Fotos: &lt;span class="headline"&gt;Wilson Dias/ABr&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-7528818810995190901?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/7528818810995190901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=7528818810995190901&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7528818810995190901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7528818810995190901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/11/leis-criam-comissao-da-verdade-e-abrem.html' title='Leis criam Comissão da Verdade e abrem Estado.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tUn43-sf-UM/TsbKFLyqo4I/AAAAAAABFEg/BywFr9hx5Zc/s72-c/foto_mat_31674.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1736514098730526116</id><published>2011-11-17T14:01:00.001-03:00</published><updated>2011-11-17T14:01:01.656-03:00</updated><title type='text'>Ditadura brasileira foi cérebro da repressão na América Latina</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-xOFZYKE7pZA/TsU9yW09AYI/AAAAAAABFEM/PwW4A3hObA8/s1600-h/Castelo%252520Branco%252520e%252520Costa%252520e%252520Silva%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Castelo Branco e Costa e Silva" border="0" alt="Castelo Branco e Costa e Silva" src="http://lh4.ggpht.com/-K-Iyyihg9K8/TsU9zON-qSI/AAAAAAABFEU/JEG0E-NZCsU/Castelo%252520Branco%252520e%252520Costa%252520e%252520Silva_thumb.jpg?imgmax=800" width="244" height="129"&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18982"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;A verdade sem rasuras. Na medida em que se tem acesso aos papéis da ditadura brasileira, mesmo àqueles com nomes cobertos por tarjas pretas, fica exposta a falsa história oficial sobre sua participação supostamente secundária e breve na Operação Condor. Documentos mostram que Brasil serviu como cérebro logístico da repressão na América Latina. Militares brasileiros espionaram, prenderam e entregaram cidadãos de outros países para "ditaduras amigas".  &lt;p&gt;Dario Pignotii - Página/12 - Especial para Carta Maior  &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 17/11/2011&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;Documentos secretos obtidos pelo jornal Página 12 mostram que o regime militar iniciado em 1964 e concluído em 1985 no Brasil, um dos mais longevos da região, participou e propiciou a caçada perpetrada nos anos 70 contra todo foco de resistência, na América Latina e na Europa, ao terrorismo de Estado sul americano. Nos arquivos da inteligência brasileira há relatórios sobre as atividades do escritor Juan Gelman em Roma e sobre uma viagem que supostamente realizouem Madri "junto com Bidegain, Bonasso M. e outros dirigentes…no dia 17 de junho de 1978", descreve a nota incluída num dossiê do Estado Maior do Exército do Brasil, intitulado &lt;i&gt;"Movimiento Peronista Montonero en el exterior, Accionar, Contactos, Conexiones con Grupos Terroristas, Antecedentes"&lt;/i&gt;.&lt;br&gt;"Soube que fui espionado até pela Stasi (polícia política da Alemanha Oriental), mas ignorava que meu nome estivesse nos arquivos da ditadura brasileira, como você está me informando agora" se surpreende Juan Gelman do México, no começo da conversação telefônica.&lt;br&gt;Mais adiante, depois de conhecer outras informações escondidas durante décadas nos armários de Brasília, Gelman pondera: "enfim, a verdade é que não parece ser tão assombroso que meu nome figure nos documentos brasileiros que você citou, porque houve montoneros importantes seqüestrados aí, Horacio Campliglia foi um".&lt;br&gt;Ele se refere ao guerrilheiro desaparecido após ser capturado em março de 1980 por agentes de ambos os países no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para posteriormente ser transladado ao calabouço do Campo de Mayo.&lt;br&gt;"No Arquivo do Terror paraguaio estava guardado um telegrama enviado do Brasil falando sobre a coordenação com a Argentina e os raptos em 1980, isso foi descoberto por Stella Calloni, autora de um grande trabalho sobre a operação Condor", assinala o premio Nobel da Paz alternativo Martín Almada.&lt;br&gt;No dossiê do Exército brasileiro também existem detalhes sobre as tarefas dos exilados argentinos no México para conseguir o exílio do ex-presidente Héctor Cámpora, recluso em Buenos Aires, assim como dados sobre um encontro em Beirute, no dia 21 de junho de 1978, entre "chefes do Ejército Peronista Montoneros (com) os serviços especializados da resistência palestina".&lt;br&gt;&lt;b&gt;Cruzados&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Outras comunicações reservadas, estas procedentes da embaixada em Roma, falam das atividades desenvolvidas por religiosos brasileiros perante organismos internacionais de direitos humanos, operações que contavam com o aval da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no seio da qual houve cardiais como Paulo Evaristo Arns que acolheu refugiados argentinos em São Paulo.&lt;br&gt;Pode-se observar nas notas elaboradas pelos diplomatas e agentes da Operação Condor brasileira uma preocupação recorrente com os religiosos ligados à Teologia da Libertação, tanto pelas pressões que esta realizava no Vaticano quanto pelo suposto "financiamento internacional" que receberiam as comunidades eclesiásticas radicadas em zonas rurais onde atuava a guerrilha do Partido Comunista de Brasil.&lt;br&gt;A obsessão sobre os efeitos "subversivos" dos padres "terceiro-mundistas" reaparece em uma ficha onde está escrito que os "Montoneros são a única organização guerrilheira que têm em seu seio, de forma oficial, sacerdotes com hierarquia de capelão".&lt;br&gt;Mais adiante o mesmo texto, por momentos apagado, traz informações do padre argentino Jorge Adur, que ostentava "o grau de capitão do Exército Montonero… organização que em julho de 78 enviou uma notificação ao Vaticano sobre sua designação".&lt;br&gt;O relatório, com carimbo do Exército brasileiro e supostamente escrito pelos serviços argentinos, está datado em setembro de 1978, quase dois anos antes da desaparição de Adur, ocorrida em junho de 1980, pouco depois de ter sido visto no estado do Rio Grande do Sul para onde viajara para apresentar denúncias diante da comitiva do papa João Paulo II.&lt;br&gt;&lt;b&gt;(In)Segurança Nacional&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Uma nota "confidencial", gerada pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) e o Ministério do Exército, aborda a presença "de terroristas do ERP e Montoneros no Brasil", divaga sobre os motivos da "infiltração" argentina e ordena aos membros das forças armadas e da polícia que intensifiquem os esforços para capturá-los.&lt;br&gt;E em outro escrito restrito de 4 de abril de 78, o SNI, máximo organismo de espionagem subordinado diretamente à Presidência, indica que os Montoneros "voltariam a intensificar suas operações (na Argentina) durante a realização da Copa do Mundo, buscando afetar entidades governamentais …e interferir nas estações de rádio e televisão".&lt;br&gt;O balanço provisório surgido da leitura de centenas de telegramas e informes reservados é que o aparato repressivo dos ditadores, particularmente de Ernesto Geisel (que governou entre 1974 e 1979) e João Baptista Figueiredo (1979-1985), tipificava a guerrilha argentina como uma ameaça à "segurança nacional" brasileira (tal como comparece textualmente em algumas mensagens).&lt;br&gt;Daí se infere que a repressão ilegal contra os guerrilheiros dos Montoneros e do ERP e aqueles que fossem suspeitos de lhes dar apoio, respondia a uma política de Estado, com o qual fica desterrada a versão, muito divulgada até hoje aqui, de que os grupos de tarefas foram grupos desencaminhados, o que leva a crer na falsa tese de que a guerra suja ocorreu sem o aval dos altos comandos e foi o resultado da "desobediência indevida" de um punhado de oficiais.&lt;br&gt;A estratégia de espionar, informar, capturar e, eventualmente, eliminar estrangeiros no Brasil e compatriotas no exterior, foi aplicada sistematicamente pelo aparato militar-diplomático montado pouco depois do golpe contra o presidente democrático João Goulart em 1964, sustenta Martín Almada, descobridor dos Arquivos do Terror, o maior acervo de documentos da Operação Condor.&lt;br&gt;"Os brasileiros viam os demais países do cone sul como seu pátio dos fundos, e o queriam disciplinado dentro de seu plano de guerra ao comunismo, e em função dela seqüestraram e assassinaram dissidentes paraguaios, a pedido de (Alfredo) Stroessner, que lhes retribuiu fazendo a mesma coisa, colaborando na perseguição de brasileiros no Paraguai; vi vários telegramas vindos do Brasil pedindo a captura de Carlos Marighella (líder guerrilheiro)".&lt;br&gt;"O Brasil foi bem dissimulado, trabalhou com eficácia, sem deixar pistas dentro da Operação Condor, se articulou muito com as ditaduras do Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, é lógico que deve haver bastante por descobrir sobre sua colaboração com a Argentina" declarou Almada em entrevista ao Página12, depois de oferecer uma coletiva diante de parlamentares em Brasília.&lt;br&gt;"Falta descobrir muita coisa, espero que esta Comissão da Verdade deslanche, acho que há vontade, a presidenta Dilma Rousseff mostrou coragem impulsionando-a, os brasileiros são responsáveis do que eu chamo de Pré-Condor, e disso não se sabe quase nada", sustenta Almada.&lt;br&gt;Certamente o "know how" da coordenação repressiva não surgiu em novembro de 1975, com a formalização da Operação Condor durante a cúpula secreta das forças repressivas estatais sul americanas em Santiago do Chile, encabeçada pelo coronel Manuel Contreras naquele país.&lt;br&gt;É provável que algumas das primeiras ações terroristas binacionais tenham ocorrido em Buenos Aires, em 1970 e 1971, quando, em duas operações coordenadas com o Brasil, foram seqüestrados, primeiro, o ex-coronel nacionalista Jefferson Cardim e, mais tarde, o guerrilheiro Edmur Péricles Camargo, até hoje desaparecido.&lt;br&gt;Segundo um telegrama com data de Buenos Aires em 1971, obtido pelo Página 12 no Arquivo Nacional, a captura de Péricles Camargo foi monitorada pela Embaixada brasileira, cujo titular era Antonio Francisco Azeredo da Silveira.&lt;br&gt;Houve outros brasileiros seqüestrados em 1973, sempre com o provável, para não dizer seguro, consentimento de Azeredo da Silveira, que depois de sua condescendência com o terrorismo regionalizado ascendeu a chanceler da ditadura e estabeleceu um vínculo extraordinariamente próximo com outro funcionário acusado de propiciar o genocídio sul americano: Henry Kissinger.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Alfredo Astiz&lt;/b&gt;&lt;br&gt;A ditadura brasileira sabia que Alfredo Astiz era procurado pela justiça francesa pelo assassinato de duas freiras, mas ainda assim realizou operações junto à Grã Bretanha para sua repatriação em 1982, revelou a &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt;.&lt;br&gt;"Acho importante que se tenha publicado a informação sobre como o Brasil&lt;br&gt;intercedeu a favor de Astiz, e é fantástico que eu saiba disso no mesmo dia que aguardamos sua sentença em Buenos Aires" pela causa da ESMA, disse Juan Gelman por telefone, do México, na quarta-feira passada, quando em Brasília o Congresso, motivado pela presidenta Dilma Rousseff, aprovava a Comissão da Verdade, 26 anos depois que João Batista Figueiredo, o último ditador, deixara o poder.&lt;br&gt;O Palácio do Itamaraty foi informado por sua embaixada em Londres que Astiz era requerido pelos juízes da França e da Suécia, mas isso não freou a pressão para que fosse libertado, o que finalmente aconteceu em um avião que antes de decolar em Buenos Aires fez escala no Rio, e a bordo do qual viajou um diplomata brasileiro.&lt;br&gt;Telegramas do Serviço Exterior de 1982 tornados públicos pelo governo de Rousseff refletem o empenho com que o embaixador brasileiro em Londres, Roberto Campos, amigo do então chanceler argentino Nicanor Costa Mendes, trabalhou pela liberdade/impunidade de Astiz, prisioneiro das forças britânicas após se render na Geórgia do Sul.&lt;br&gt;Até hoje o relato oficial sobre a solidariedade brasileira com os generais e almirantes argentinos durante a guerra das Malvinas escondeu que sob o repentino antiimperialismo do ditador Figueiredo, que durante anos comandou os serviços de inteligência, se encontrava a solidariedade entre os camaradas da guerra suja transnacional.&lt;br&gt;Como explica Martín Almada, a partir dos anos 80 entrou em ação uma "nova fase da Operação Condor" que entre outras tarefas se atreviu a dar cobertura aos assassinos requeridos pela Justiça, e assim vários repressores argentinos fugiram para o Brasil e para o Paraguai nos anos 80, alguns alegando serem perseguidos políticos da democracia.&lt;br&gt;A recompilação de uma dezena de comunicados secretos gerados pela Embaixada do Brasil em Buenos Aires entre 1975 e 1978, ilustra sobre os contatos com os altos mandos militares em que se exibem coincidências na necessidade de atuar conjuntamente contra a "subversão".&lt;br&gt;Observa-se nesses documentos, até há pouco tempo secretos, uma recorrente menção à Marinha e considerações elogiosas sobre Eduardo Massera, como demonstra o "telegrama confidencial urgente" do dia 27 de julho de 1977.&lt;br&gt;Ali se fala de uma suposta viagem de Massera ao Rio de Janeiro como parte de sua agenda diplomática pessoal e da influência do marinheiro na política externa da ditadura, que esteve marcada pela aproximação com Brasília.&lt;br&gt;&lt;b&gt;"Essa mulher"&lt;/b&gt;&lt;br&gt;O ex-prisioneiro da ESMA, Victor Basterra, declarou ao Página 12 que teve conhecimento do enlace entre esse centro de detenção clandestino da Armada e os serviços brasileiros.&lt;br&gt;Basterra,que realizou um extraordinário trabalho de contra inteligência sobre a repressão durante seus anos de cativeiro, lembra que na ESMA foi obrigado a montar cartazes com as fotos de Juan Gelman e do padre Jorge Adur, desaparecido em 1980, que foram enviados à fronteira com o Brasil.&lt;br&gt;A cooperação entre a ESMA e os organismos repressivos brasileiros se prolongou pelo menos até novembro de 1982, "isto me consta, tenho certeza de que foi assim", afirma o ex-prisioneiro político depois de citar datas e nomes com uma precisão que assombra.&lt;br&gt;O testemunho de Basterra e os telegramas enviados da Embaixada de Londres não deixam dúvidas de que Brasília esteve envolvida na Operação Condor, no plano repressivo e diplomático até 1982. O conluio começou poucos dias antes do golpe, no dia 18 de março de 1976 quando foi seqüestrado o pianista Francisco Tenório Cerqueira Santos, que havia participado em um espetáculo oferecido por Vinicius de Moraes e Toquinho no teatro Gran Rex.&lt;br&gt;A historiadora Janaína Teles conta com provas incontestáveis, datadas nos dias 20 e 25 de março de 1976 (teriam sido apresentadas perante a Justiça argentina), sobre a cumplicidade entre o regime brasileiro e a ESMA nesse crime.&lt;br&gt;Trata-se de duas notas enviadas à Embaixada do Brasil, assinadas por Jorge "Tigre" Acosta, que fazem referência à detenção e posterior morte do pianista.&lt;br&gt;Um dia depois do comunicado que a Marinha dirigiu à Embaixada em Buenos Aires, em 26 de março de 1976, a Sociedade Musical Brasileira requereu ao ditador Ernesto Geisel informações sobre Cerqueira Santos, e o Itamaraty respondeu que estava realizando "esforços" para dar com seu paradeiro, mas carecia de qualquer informação ao respeito.&lt;br&gt;Em 1979 a mítica Elis Regina dedicou seu disco "Essa Mulher" à memória do pianista assassinado.&lt;br&gt;&lt;i&gt;(*) Versão especial produzida para a Carta Maior. &lt;a href="http://http//www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-181376-2011-11-17.html"&gt;Leia aqui o texto publicado no Página/12&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;i&gt;Tradução: Libório Junior&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1736514098730526116?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1736514098730526116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1736514098730526116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1736514098730526116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1736514098730526116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/11/fonte-carta-maior-verdade-sem-rasuras.html' title='Ditadura brasileira foi cérebro da repressão na América Latina'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-K-Iyyihg9K8/TsU9zON-qSI/AAAAAAABFEU/JEG0E-NZCsU/s72-c/Castelo%252520Branco%252520e%252520Costa%252520e%252520Silva_thumb.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-4394557305543307325</id><published>2011-11-15T02:13:00.000-03:00</published><updated>2011-11-15T02:33:35.364-03:00</updated><title type='text'>Fidel Castro: Cinismo genocida (Primeira parte) | Jornal Correio do Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/fidel-castro-cinismo-genocida-primeira-parte-2/327850/"&gt;Fidel Castro: Cinismo genocida (Primeira parte) | Jornal Correio do Brasil&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-4394557305543307325?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://correiodobrasil.com.br/fidel-castro-cinismo-genocida-primeira-parte-2/327850/' title='Fidel Castro: Cinismo genocida (Primeira parte) | Jornal Correio do Brasil'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/4394557305543307325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=4394557305543307325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4394557305543307325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4394557305543307325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/11/fidel-castro-cinismo-genocida-primeira.html' title='Fidel Castro: Cinismo genocida (Primeira parte) | Jornal Correio do Brasil'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-98847868337029721</id><published>2011-11-15T02:06:00.000-03:00</published><updated>2011-11-15T02:35:30.520-03:00</updated><title type='text'>Fidel Castro: Cinismo genocida (Segunda e última parte) - Portal Vermelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=168605&amp;amp;id_secao=9"&gt;Fidel Castro: Cinismo genocida (Segunda e última parte) - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-98847868337029721?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=168605&amp;id_secao=9' title='Fidel Castro: Cinismo genocida (Segunda e última parte) - Portal Vermelho'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/98847868337029721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=98847868337029721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/98847868337029721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/98847868337029721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/11/fidel-castro-cinismo-genocida-segunda-e.html' title='Fidel Castro: Cinismo genocida (Segunda e última parte) - Portal Vermelho'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-699096917215189528</id><published>2011-10-21T00:45:00.001-03:00</published><updated>2011-10-21T00:45:10.631-03:00</updated><title type='text'>Kadafi foi assassinado para que não fosse levado a nenhum tribunal, onde poderia contar tudo o que sabia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a&gt;21/10/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18762&amp;amp;editoria_id=6"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Titulo da Matéria:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os gangsters imperialistas &lt;p&gt;Kadafi foi assassinado para que não fosse levado a nenhum tribunal, onde poderia contar tudo o que sabia sobre as relações entre seu governo e a CIA, o governo e os serviços de inteligência britânicos, Sarkozy e seus “barbudos”, Berlusconi e a máfia, e poderia também lembrar quem são Jibril e Jalil, principais líderes atuais do Conselho Nacional de Transição e, até bem pouco tempo, seus fieis agentes e servidores. O artigo é de Guillermo Almeyra.  &lt;p&gt;Guillermo Almeyra (*) &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 20/10/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Um vídeo, publicado pelo &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, mostra Muammar Kadafi capturado vivo e lichado por seus inimigos. Ele não morreu, portanto, em um bombardeio da OTAN quando fugia em um comboio nem em consequência das feridas recebidas quando o levavam em uma ambulância. &lt;br&gt;Ele foi simplesmente assassinado para que não fosse levado a nenhum tribunal porque aí poderia contar tudo o que sabia sobre as relações entre seu governo e a CIA, o governo e os serviços de inteligência britânicos, Sarkozy e seus “barbudos”, Berlusconi e a máfia, e poderia também lembrar quem são Jibril e Jalil, principais líderes atuais do Conselho Nacional de Transição e, até bem pouco tempo, seus fieis agentes e servidores.&lt;br&gt;A lista dos limões espremidos é longa: o panamenho Noriega, agente da CIA convertido em um estorvo, salvou-se do bombardeio ao Panamá que tentava assassiná-lo e jamais foi apresentado em um tribunal legítimo. Saddam Hussein, agentes dos EUA durante a longa guerra de oito anos contra os curdos e contra o Irã, teve sim um processo em um tribunal, mas composto por funcionários dos EUA e carrascos, nada de sua defesa política ganhou repercussão e terminou enforcado de modo infame. &lt;br&gt;Bin Laden, agente da CIA junto com os talibãs durante toda a guerra contra os soviéticos no Afeganistão e sócio do presidente George Bush na indústria petroleira, foi assassinado desarmado em uma grande operação típica de gangsters e foi lançado ao mar para que não falasse em um processo e para que nem sequer sua tumba pudesse servir como ponto de encontro a todos os que no Paquistão e no Afeganistão repudiam o colonialismo dos criminosos imperialistas.&lt;br&gt;Agora, os imperialistas franco-anglo-estadunidenses acabam de utilizar a barbárie e o ódio inter-tribal para se livrar de Kadafi que, como prisioneiro, era um perigo para eles. O novo governo líbio que surgirá depois de uma luta feroz entre os diversos clãs e interesses que integram o atual CNT, poderá renegociar assim a relação de forças entre as diferentes regiões e tribos sem o kadafismo e sob a tentativa imperialista de submetê-lo, mas afogou o passado em um banho de sangue e nasce coberto de horror e de infâmia perante o mundo.&lt;br&gt;&lt;i&gt;Tradução: Marco Aurélio Weissheimer&lt;/i&gt;&lt;br&gt;Kadafi não será lembrado pelos líbios como um novo Omar Mukhtar, o líder da resistência ao imperialismo italiano enforcado pelos fascistas, porque antes de ser assassinado por seus ex-sócios e servidores também foi responsável por inúmeros crimes e enormes traições. Mas seu linchamento cairá como uma mancha a mais sobre seus executores e sobre os mandantes da turba feroz que o despedaçou aplicando-lhe a pena de morte selvagem que os imperialistas decretam contra seus agentes que precisam despachar.&lt;br&gt;&lt;i&gt;(*) Professor de Relações Sociais da UNAM ( Universidade Autônoma do México) e colaborador do jornal mexicano La Jornada.&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;i&gt;Tradução: Marco Aurélio Weissheimer&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-699096917215189528?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/699096917215189528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=699096917215189528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/699096917215189528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/699096917215189528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/10/kadafi-foi-assassinado-para-que-nao.html' title='Kadafi foi assassinado para que não fosse levado a nenhum tribunal, onde poderia contar tudo o que sabia'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1778913208771245119</id><published>2011-10-21T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-10-21T00:10:51.256-03:00</updated><title type='text'>Cristina Kirchner faz um chamado à integração no encerramento de sua campanha presidencial na Argentina</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a&gt;21/10/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18753&amp;amp;boletim_id=1032&amp;amp;componente_id=16560"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Cristina Fernández faz um chamado à integração no encerramento de sua campanha &lt;p&gt;“Somos orgulhosamente sulamericanos. Somos gente da Unasul. Se conseguirmos uma integração inteligente, podemos ser protagonistas do século XXI”, disse a presidenta Cristina Fernández de Kirchner no ato de encerramento de sua campanha, quarta-feira à noite, em Buenos Aires. Ela é favorita para vencer a eleição presidencial no próximo domingo. A reportagem é de Francisco Luque, direto de Buenos Aires.  &lt;p&gt;Francisco Luque - Correspondente da Carta Maior em Buenos Aires &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 20/10/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;A presidenta Cristina Fernández de Kirchner encerrou na noite de quarta-feira sua campanha para as eleições presidenciais do próximo domingo em um ato realizado no Teatro Coliseu, em Buenos Aires. Vestida de preto, a presidenta fez um chamado a todos os setores para trabalhar por uma Argentina com “mais liberdade, mais democracia, mais direitos humanos e pluralidade, por essa Argentina que estamos conseguindo construir com tanto esforço e pela qual Néstor Kirchner deu sua vida”. &lt;br&gt;Entre aplausos de seus apoiadores, a presidenta afirmou ainda que “somos orgulhosamente sulamericanos” e que “somos gente da Unasul&lt;i&gt; [União Sul-Americana de Nações]&lt;/i&gt;”. “Se conseguirmos uma integração inteligente, podemos ser protagonistas do século XXI”.&lt;br&gt;O teatro, localizado perto do Obelisco, estava lotado por funcionários do governo, candidatos e militantes. Do lado de fora, centenas de jovens militantes da Frente para a Vitória aplaudiam as palavras de sua líder. A presidenta sustentou que o objetivo de seu governo é a construção de um país com inclusão social. &lt;br&gt;“Os 40 milhões de argentinos merecem isso, aqueles que já não estão conosco merecem isso, ele (Néstor Kirchner) merece isso, nossa própria história merece. Força Argentina. Vamos em frente por mais pátria, mais liberdade e mais igualdade”, acrescentou, muito aplaudida. “Temos que conseguir a unidade nacional que nos foi negada em nossos 200 anos de história”, disse ainda a presidenta, enquanto passava em revista os aspectos mais importantes de seu governo e de suas propostas.&lt;br&gt;“Ninguém perde sua identidade se colabora e coopera com o que a sociedade democraticamente elege para construir um país melhor e uma sociedade com maior solidariedade e inclusão”. Cristina fez um chamado para os responsáveis pelas instituições e aqueles que se sentem identificados com o atual modelo de governo, para que deixem de lado as “questões menores” e atuem com “maior inteligência”. &lt;br&gt;“Hoje li uma frase que me impactou: é do maio francês e definia os estúpidos como aqueles que, quando alguém aponta para a lua com o dedo, olham o dedo. Não olhemos mais para o dedo, olhemos para a lua”, disse com emoção.&lt;br&gt;Entre as principais diretrizes de seu futuro governo, a presidenta indicou: “mais trabalho argentino, mais indústria argentina e queremos também agregar mais valor à produção de nosso país que se converteu na mais competitiva do mundo”. “Felizmente temos superado etapas e estou disposta a desenvolver todas as políticas que ajudem o desenvolvimento e o crescimento. É preciso ter claro que isso será feito sempre com políticas de inclusão social e de defesa dos setores mais vulneráveis”. Cristina Fernández disse também que “essa é uma convocação para todos, para essa unidade nacional que sempre nos foi negada em nossos 200 anos de história, e que foi uma das principais causas do fracasso argentino”. “Eu não sou neutra”, enfatizou. “Estarei sempre contra a desigualdade”.&lt;br&gt;Os outros candidatos também realizaram atos de encerramento de campanha em diversos lugares do país. Cristina Fernández é favorita para as eleições de domingo. Reeleita, levará o movimento “Frente para a Vitória” a conduzir o país pelos próximos quatro anos.&lt;br&gt;&lt;i&gt;Tradução: Marco Aurélio Weissheimer&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1778913208771245119?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1778913208771245119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1778913208771245119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1778913208771245119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1778913208771245119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/10/cristina-kirchner-faz-um-chamado.html' title='Cristina Kirchner faz um chamado à integração no encerramento de sua campanha presidencial na Argentina'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-6149684018096950295</id><published>2011-10-20T13:54:00.001-03:00</published><updated>2011-10-20T14:01:22.076-03:00</updated><title type='text'>A ética da Globo, segundo Jô Soares | Conversa Afiada</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/video/2011/09/29/a-etica-da-globo-segundo-jo-soares/#.TqBN84fTh58.blogger"&gt;Clic aquí&lt;/a&gt; e assista o vídeo depoimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade não muda, as pessoas, sim!  O ideário da Globo é o mesmo. Esta deve ao povo brasileiro boa parte do atrazo que o país vivenciou e vivencia, tendo-a como meio de comunicação anti-ético, manipulador, destrutor da cultura, mitificador da verdade e do senso crítico. Não está a serviço do Brasil e do seu povo. As pessoas podem até ser venais, mas a relação é a mesma que se dá entre os grandes traficantes de droga, os pequenos traficantes e o usuário final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/video/2011/09/29/a-etica-da-globo-segundo-jo-soares/#.TqBN84fTh58.blogger"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-6149684018096950295?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.conversaafiada.com.br/video/2011/09/29/a-etica-da-globo-segundo-jo-soares/#.TqBN84fTh58.blogger' title='A ética da Globo, segundo Jô Soares | Conversa Afiada'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/6149684018096950295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=6149684018096950295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/6149684018096950295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/6149684018096950295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/10/etica-da-globo-segundo-jo-soares.html' title='A ética da Globo, segundo Jô Soares | Conversa Afiada'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-238726646271136686</id><published>2011-09-23T16:14:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T16:14:48.415-03:00</updated><title type='text'>As consequências para o mundo do declínio dos Estados Unidos</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Autor: Immanuel Wallerstein - Esquerda.net&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje, a opinião de que os Estados Unidos estão em declínio, em sério declínio, é uma banalidade. Todos o dizem, excepto uns poucos políticos norte-americanos que temem ser recriminados pelas más notícias da decadência se forem discuti-la. O fato é que hoje quase todos acreditam na realidade do declínio.&lt;br&gt;Mas o que se discute muito menos é quais têm sido e serão as consequências mundiais deste declínio. Este tem, evidentemente, raízes econômicas. Mas a perda de um quase-monopólio do poder geopolítico, que os Estados Unidos já exerceram, tem as mais importantes consequências políticas em todo o lado.&lt;br&gt;Comecemos com uma pequena história contada na secção de negócios do The New York Times de 7 de agosto. Um gerente financeiro de Atlanta “carregou no botão pânico” devido a dois clientes que lhe ordenaram que vendesse todas as suas ações e investisse o dinheiro num isolado fundo mútuo. O gerente disse que, em 22 anos como agente de negócios, nunca tinha recebido uma ordem como esta. “Isto não tinha precedentes”. O jornal observou que a ordem era o equivalente à “opção nuclear”. Ia contra o santificado conselho tradicional de uma “abordagem ponderada” às reviravoltas do mercado.&lt;br&gt;A Standard &amp;amp; Poor's reduziu o rating dos Estados Unidos de AAA para AA+, o que também é “sem precedentes”. Mas tratou-se de uma ação bastante suave. A agência equivalente na China, a Dagong, já tinha reduzido a notação financeira, em novembro passado, para A+, e agora reduziu-a para A-. O economista peruano Oscar Ugarteche declarou que os Estados Unidos são uma “República das bananas”. Disse que os EUA “optaram pela política da avestruz, esperando com isso não afugentar as esperanças [de melhoria].” Reunidos em Lima, os ministros das Finanças da América do Sul tiveram um debate urgente sobre como se protegerem melhor dos efeitos do declínio econômico dos EUA.&lt;br&gt;O problema de todos é que é muito difícil isolar-se destes efeitos. Apesar da severidade do seu declínio econômico e político, os Estados Unidos permanecem um gigante na cena mundial, e qualquer coisa que lá aconteça ainda provoca grandes ondas em todo o lado.&lt;br&gt;É certo que o maior impacto do declínio dos EUA é e continuará a ser sofrido nos próprios Estados Unidos. Políticos e jornalistas estão a falar abertamente da “desfuncionalidade” da situação política dos EUA. Mas o que mais poderia ser, além de desfuncional? O fato mais elementar é que os cidadãos dos EUA estão atordoados pela simples existência do declínio.&lt;br&gt;Não se trata apenas de os cidadãos dos EUA estarem sofrendo materialmente com o declínio, e terem um temor profundo de virem a sofrer ainda mais com o tempo. A questão é que acreditavam profundamente que os Estados Unidos são a “nação escolhida”, designada por Deus ou pela história para ser a nação modelo do mundo. Ainda estão a receber a garantia do presidente Obama de que os Estados Unidos são um país AAA.&lt;br&gt;O problema para Obama e para todos os políticos é que muito pouca gente ainda acredita nisso. O choque para o orgulho nacional e a auto-imagem é formidável, e também é muito abrupto. O país está lidando muito mal com esse choque. A população está à procura de bodes expiatórios e a fustigar feroz e não muito inteligentemente os presumíveis culpados. A última esperança parece ser a de alguém ser culpado, e o remédio mudar as pessoas que têm autoridade.&lt;br&gt;Em geral, as autoridades federais são vistas como as únicas responsáveis –o presidente, o Congresso, os dois maiores partidos. A tendência é muito forte no sentido de haver mais armas a nível individual e uma redução do envolvimento militar fora dos Estados Unidos. Culpar de tudo os políticos de Washington leva à volatilidade política e a lutas intestinas locais cada vez mais violentas. Eu diria que os Estados Unidos são hoje uma das menos estáveis entidades políticas no sistema-mundo.&lt;br&gt;Isso faz dos Estados Unidos não só uma nação cujas lutas políticas são desfuncionais, mas também um país incapaz de exercer muito poder real no cenário mundial. Assim, há uma grande queda na credibilidade dos Estados Unidos e do seu presidente por parte de tradicionais aliados externos, e por parte da base política doméstica do presidente. Os jornais estão cheios de análises dos erros políticos de Barack Obama. Quem pode contradizê-los? Eu poderia fazer facilmente uma lista de dezenas de decisões de Obama que, na minha opinião, estavam errados, foram covardes, e às vezes francamente imorais. Mas pergunto-me: se ele tivesse decidido de acordo com o que pensa a sua base, o resultado teria sido muito diferente?&lt;br&gt;O declínio dos Estados Unidos não é o resultado de más decisões do seu presidente, mas de realidades estruturais no sistema-mundo. Obama pode ser ainda o indivíduo mais poderoso do planeta, mas nenhum presidente dos Estados Unidos é ou poderia ser hoje tão poderoso quanto os presidentes do passado.&lt;br&gt;Entrámos numa era de agudas, constantes e rápidas flutuações – nas taxas de câmbio da moeda, nos índices de emprego, nas alianças geopolíticas, nas definições ideológicas da situação. A extensão e a rapidez destas flutuações leva à impossibilidade de previsões a curto prazo. E sem alguma estabilidade razoável das previsões de curto prazo (três anos ou mais), a economia-mundo paralisa-se. Todos terão de ser mais protecionistas e virados para dentro. E os padrões de vida vão cair. Não é uma imagem bonita. E, embora haja muitos, muitos aspectos positivos para muitos países devido ao declínio dos EUA, não é certo que, com o barco do mundo a balançar ferozmente, outros países sejam de facto capazes de lucrar aquilo que esperam desta nova situação.&lt;br&gt;É tempo de fazer análises de longo prazo muito mais sóbrias, de fazer julgamentos morais muito mais claros sobre o que a análise revela, e de realizar uma ação política muito mais eficaz no esforço de, nos próximos 20-30 anos, criar um sistema-mundo melhor do que aquele em que estamos todos enredados hoje.&lt;br&gt;(*) Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o &lt;a href="http://www.esquerda.net"&gt;Esquerda.net&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-238726646271136686?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/238726646271136686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=238726646271136686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/238726646271136686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/238726646271136686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/09/as-consequencias-para-o-mundo-do.html' title='As consequências para o mundo do declínio dos Estados Unidos'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-2376285866838869500</id><published>2011-09-22T00:47:00.000-03:00</published><updated>2011-09-22T00:47:26.809-03:00</updated><title type='text'>Íntegra do discurso da presidente Dilma na abertura da Assembleia da ONU em Nova York</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NPyaXIQqHcc/TnqvSq5CqeI/AAAAAAAA6Os/UR50peWQxG0/s1600/Dilma+na+assembleia+da+ONU.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-NPyaXIQqHcc/TnqvSq5CqeI/AAAAAAAA6Os/UR50peWQxG0/s1600/Dilma+na+assembleia+da+ONU.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Senhor presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores chefes de Estado e de Governo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste Planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo vive um momento extremamente delicado e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade histórica. Enfrentamos uma crise econômica que, se não debelada, pode se transformar em uma grave ruptura política e social. Uma ruptura sem precedentes, capaz de provocar sérios desequilíbrios na convivência entre as pessoas e as nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, menos importante é saber quais foram os causadores da situação que enfrentamos, até porque isto já está suficientemente claro. Importa, sim, encontrarmos soluções coletivas, rápidas e verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as conseqüências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte do mundo não encontrou ainda o equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos fiscais corretos e precisos para a demanda e o crescimento. Ficam presos na armadilha que não separa interesses partidários daqueles interesses legítimos da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo. Enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise – a do desemprego – se amplia. Já temos 205 milhões de desempregados no mundo. 44 milhões na Europa. 14 milhões nos Estados Unidos. É vital combater essa praga e impedir que se alastre para outras regiões do Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É significativo que seja a presidenta de um país emergente, um país que vive praticamente um ambiente de pleno emprego, que venha falar, aqui, hoje, com cores tão vívidas, dessa tragédia que assola, em especial, os países desenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como outros países emergentes, o Brasil tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada. Queremos – e podemos – ajudar, enquanto há tempo, os países onde a crise já é aguda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo tipo de cooperação, entre países emergentes e países desenvolvidos, é a oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo se defronta com uma crise que é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá a retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e as demais instituições multilaterais, como o G-20, o Fundo Monetário, o Banco Mundial e outros organismos. A ONU e essas organizações precisam emitir, com a máxima urgência, sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas fiscais e monetárias, por exemplo, devem ser objeto de avaliação mútua, de forma a impedir efeitos indesejáveis sobre os outros países, evitando reações defensivas que, por sua vez, levam a um círculo vicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a solução do problema da dívida deve ser combinada com o crescimento econômico. Há sinais evidentes de que várias economias avançadas se encontram no limiar da recessão, o que dificultará, sobremaneira, a resolução dos problemas fiscais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que a prioridade da economia mundial, neste momento, deve ser solucionar o problema dos países em crise de dívida soberana e reverter o presente quadro recessivo. Os países mais desenvolvidos precisam praticar políticas coordenadas de estímulo às economias extremamente debilitadas pela crise. Os países emergentes podem ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Países altamente superavitários devem estimular seus mercados internos e, quando for o caso, flexibilizar suas políticas cambiais, de maneira a cooperar para o reequilíbrio da demanda global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urge aprofundar a regulamentação do sistema financeiro e controlar essa fonte inesgotável de instabilidade. É preciso impor controles à guerra cambial, com a adoção de regimes de câmbio flutuante. Trata-se, senhoras e senhores, de impedir a manipulação do câmbio tanto por políticas monetárias excessivamente expansionistas como pelo artifício do câmbio fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma das instituições financeiras multilaterais deve, sem sombra de dúvida, prosseguir, aumentando a participação dos países emergentes, principais responsáveis pelo crescimento da economia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protecionismo e todas as formas de manipulação comercial devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está fazendo a sua parte. Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas, sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda e inovação tecnológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelo menos três anos, senhor Presidente, o Brasil repete, nesta mesma tribuna, que é preciso combater as causas, e não só as consequências da instabilidade global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos insistido na interrelação entre desenvolvimento, paz e segurança; e  que as políticas de desenvolvimento sejam, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que agimos em nosso compromisso com o Haiti e com a Guiné-Bissau. Na liderança da Minustah, temos promovido, desde 2004, no Haiti, projetos humanitários, que integram segurança e desenvolvimento. Com profundo respeito à soberania haitiana, o Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos aptos a prestar também uma contribuição solidária, aos países irmãos do mundo em desenvolvimento, em matéria de segurança alimentar, tecnologia agrícola, geração de energia limpa e renovável e no combate à pobreza e à fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o final de 2010, assistimos a uma sucessão de manifestações populares que se convencionou denominar “Primavera Árabe”. O Brasil é pátria de adoção de muitos imigrantes daquela parte do mundo. Os brasileiros se solidarizam com a busca de um ideal que não pertence a nenhuma cultura, porque é universal: a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiamos o Secretário-Geral no seu esforço de engajar as Nações Unidas na prevenção de conflitos, por meio do exercício incansável da democracia e da promoção do desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo sofre, hoje, as dolorosas consequências de intervenções que agravaram os conflitos, possibilitando a infiltração do terrorismo onde ele não existia, inaugurando novos ciclos de violência, multiplicando os números de vítimas civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala sobre a responsabilidade de proteger; pouco se fala sobre a responsabilidade ao proteger. São conceitos que precisamos amadurecer juntos. Para isso, a atuação do Conselho de Segurança é essencial, e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões. E a legitimidade do próprio Conselho depende, cada dia mais, de sua reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do Conselho de Segurança, o que corrói sua eficácia. O ex-presidente Joseph Deiss recordou-me um fato impressionante: o debate em torno da reforma do Conselho já entra em seu 18º ano. Não é possível, senhor Presidente, protelar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. Temos promovido com eles bem-sucedidos processos de integração e de cooperação. Abdicamos, por compromisso constitucional, do uso da energia nuclear para fins que não sejam pacíficos. Tenho orgulho de dizer que o Brasil é um vetor de paz, estabilidade e prosperidade em sua região, e até mesmo fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero estender ao Sudão do Sul as boas vindas à nossa família de nações. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia – como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil defende um acordo global, abrangente e ambicioso para combater a mudança do clima no marco das Nações Unidas. Para tanto, é preciso que os países assumam as responsabilidades que lhes cabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos uma proposta concreta, voluntária e significativa de redução [de emissões], durante a Cúpula de Copenhague, em 2009. Esperamos poder avançar já na reunião de Durban, apoiando os países em desenvolvimento nos seus esforços de redução de emissões e garantindo que os países desenvolvidos cumprirão suas obrigações, com novas metas no Protocolo de Quioto, para além de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos a honra de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano que vem. Juntamente com o Secretário-Geral Ban Ki-moon, reitero aqui o convite para que todos os Chefes de Estado e de Governo compareçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente e minhas companheiras mulheres de todo mundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. E que uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as pessoas, entre as regiões e entre os gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil avançou política, econômica e socialmente sem comprometer sequer uma das liberdades democráticas. Cumprimos quase todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, antes 2015. Saíram da pobreza e ascenderam para a classe média no meu país quase 40 milhões de brasileiras e brasileiros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu país, a mulher tem sido fundamental na superação das desigualdades sociais. Nossos programas de distribuição de renda têm nas mães a figura central. São elas que cuidam dos recursos que permitem às famílias investir na saúde e na educação de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o meu país, como todos os países do mundo, ainda precisa fazer muito mais pela valorização e afirmação da mulher. Ao falar disso, cumprimento o secretário-geral Ban Ki-moon pela prioridade que tem conferido às mulheres em sua gestão à frente das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúdo, em especial, a criação da ONU Mulher e sua diretora-executiva, Michelle Bachelet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Presidente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do meu querido Brasil, sinto-me, aqui, representando todas as mulheres do mundo. As mulheres anônimas, aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos; aquelas que padecem de doenças e não podem se tratar; aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego, na sociedade e na vida familiar; aquelas cujo trabalho no lar cria as gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigada.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-2376285866838869500?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/2376285866838869500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=2376285866838869500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2376285866838869500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2376285866838869500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/09/integra-do-discurso-da-presidente-dilma.html' title='Íntegra do discurso da presidente Dilma na abertura da Assembleia da ONU em Nova York'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NPyaXIQqHcc/TnqvSq5CqeI/AAAAAAAA6Os/UR50peWQxG0/s72-c/Dilma+na+assembleia+da+ONU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-8751475181933662858</id><published>2011-08-27T15:49:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T15:49:51.118-03:00</updated><title type='text'>Paz no Oriente Médio–a história verdadeira.</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:e83a3be1-ba0f-405e-ad3f-ef3021c0c0d5" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="bfc556e5-b099-4485-b565-6ea270208c12" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=r7E6dlxlyK0&amp;amp;feature=player_embedded" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/-hr7m5FXkCOs/Tlk8Ta6igPI/AAAAAAAA5WU/5khh2xRJKVE/video9af5d82b26d8%25255B10%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('bfc556e5-b099-4485-b565-6ea270208c12'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;448\&amp;quot; height=\&amp;quot;252\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/r7E6dlxlyK0?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/r7E6dlxlyK0?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;448\&amp;quot; height=\&amp;quot;252\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="width:448px;clear:both;font-size:.8em"&gt;RECONHECIMENTO PARA A PALESTINA&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Fonte: Avaaz.org&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Caros amigos,&lt;br&gt;Hoje &lt;b&gt;o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o apelo da Palestina para se tornar o 194º país do mundo&lt;/b&gt;. No entanto, governantes de países de destaque ainda estão em cima do muro. &lt;b&gt;Somente um esforço gigantesco da opinião pública pode mudar a situação.&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;b&gt;A Avaaz fez um pequeno, mas emocionante vídeo&lt;/b&gt; mostrando que essa proposta legítima é de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Clique para assistir o vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe para todos:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?cl=1241392547&amp;amp;v=10083"&gt;www.avaaz.org/mepeacepo&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Enquanto a violência se espalha novamente e as tensões sobem no Oriente Médio, &lt;b&gt;uma nova proposta de independência da Palestina ganha fôlego em todo o planeta&lt;/b&gt;. Se conseguirmos a aprovação dessa proposta na ONU, ela poderá significar um novo caminho para a paz.&lt;br&gt;Porém, &lt;b&gt;os chefes de governo de países de destaque ainda estão em cima do muro&lt;/b&gt; e para convencê-los a apoiar a independência da Palestina precisamos reforçar a pressão da opinião pública. Muita gente acha que não entende a situação suficientemente bem para se mobilizar. Para ajudar, a Avaaz fez &lt;b&gt;um novo vídeo de curta duração contando a verdade sobre o conflito&lt;/b&gt;. Se uma quantidade suficiente de pessoas assistir ao vídeo, assinar a petição e a encaminhar a todos os seus contatos, &lt;b&gt;nossas lideranças serão forçadas a nos ouvir&lt;/b&gt;.&lt;br&gt;Quase 10 milhões de membros da Avaaz estão recebendo este e-mail. Vamos mudar o teor da conversa sobre o Oriente Médio e criar um maremoto de apoio à independência da Palestina. &lt;font size="4"&gt;&lt;b&gt;Clique no link abaixo para assistir ao vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos os seus contatos&lt;/b&gt;:&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?cl=1241392547&amp;amp;v=10083"&gt;&lt;font size="4"&gt;http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?vl&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Enquanto &lt;b&gt;a maioria dos palestinos e israelenses querem uma solução para o conflito baseada em dois Estados&lt;/b&gt;, o governo extremista de Israel continua aprovando a construção de assentamentos em áreas contestadas, alimentando ódio e massacres. Apesar dos esforços, décadas de negociações para a paz lideradas pelos EUA fracassaram na tentativa de refrear os inimigos da paz e chegar a um acordo.&lt;br&gt;Hoje, essa proposta de independência poderia ser a &lt;b&gt;melhor oportunidade em vários anos para sair do impasse, evitar outra espiral da violência&lt;/b&gt; e equilibrar o campo de ação entre as duas partes em favor das negociações.&lt;br&gt;No mês passado, os palestinos apresentaram sua proposta ao Conselho de Segurança. &lt;b&gt;Mais de 120 países a apoiam&lt;/b&gt;, mas os Estados Unidos não só a rejeitam como estão enviando um claro sinal a seus aliados europeus de que qualquer apoio à proposta legítima dos palestinos dificultaria as relações bilaterais. Cabe a nós dizer às lideranças de países europeus de destaque que a opinião pública apoia esse avanço não-diplomático e não-violento e que a opinião dos cidadãos é que deveria influenciar as decisões estratégicas, e não as preferências do governo americano.&lt;br&gt;Nossa campanha está explodindo em todo o mundo -- mais de 830.000 membros se juntaram ao apelo nos primeiros dias! Ela foi mencionada na primeira página de grandes veículos de notícia, citada no Conselho de Segurança da ONU e tuitada pelo próprio presidente da Palestina! Agora vamos fazer com que ela ressoe nos ouvidos das lideranças de países europeus de destaque, cujo apoio é crucial. &lt;b&gt;Clique no link abaixo para assistir ao vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos os seus contatos – nossa meta é conseguir 1 milhão de assinaturas&lt;/b&gt;:&lt;br&gt;&lt;a href="http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?cl=1241392547&amp;amp;v=10083"&gt;http://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?vl&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Há muita falta de informação sobre o conflito entre Israel e Palestina e muita gente não se sente segura para se engajar. Mas este pequeno vídeo explica claramente os detalhes e pode nos munir de informações para uma mobilização. Por sermos uma sólida rede global reforçada por quase 10 milhões de membros em todos os países do mundo, temos a oportunidade de provocar uma votação capaz de reverter décadas de violência.&lt;br&gt;Com esperança,&lt;br&gt;Alice, Pascal, Emma, Ricken, David, Rewan e a equipe da Avaaz&lt;br&gt;MAIS INFORMAÇÕES:&lt;br&gt;EUA declaram que novos assentamentos de Israel na Cisjordânia são 'preocupantes’ (UOL)&lt;br&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/08/15/eua-novos-assentamentos-judeus-sao-profundamente-preocupantes.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/08/15/eua-novos-assentamentos-judeus-sao-profundamente-preocupantes.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Palestinos pedirão entrada na ONU como Estado-membro em setembro (Folha.com)&lt;br&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/959322-palestinos-pedirao-entrada-na-onu-como-estado-membro-em-setembro.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/mundo/959322-palestinos-pedirao-entrada-na-onu-como-estado-membro-em-setembro.shtml&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Presidente irá pedir reconhecimento do Estado Palestino na ONU (R7 Notícias)&lt;br&gt;&lt;a href="http://noticias.r7.com/internacional/noticias/presidente-ira-pedir-reconhecimento-do-estado-palestino-na-onu-20110816.html"&gt;http://noticias.r7.com/internacional/noticias/presidente-ira-pedir-reconhecimento-do-estado-palestino-na-onu-20110816.html&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Quarteto 'preocupado' com novos assentamentos de Israel (Veja)&lt;br&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/quarteto-preocupado-com-novos-assentamentos-de-israel"&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/quarteto-preocupado-com-novos-assentamentos-de-israel&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-8751475181933662858?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/8751475181933662858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=8751475181933662858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8751475181933662858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8751475181933662858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/08/paz-no-oriente-medioa-historia.html' title='Paz no Oriente Médio–a história verdadeira.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-hr7m5FXkCOs/Tlk8Ta6igPI/AAAAAAAA5WU/5khh2xRJKVE/s72-c/video9af5d82b26d8%25255B10%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1024964219393637281</id><published>2011-08-26T00:12:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T00:12:47.596-03:00</updated><title type='text'>Gregório Bezerra – Feito de Ferro e de Flor.</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;h1&gt;&lt;em&gt;História de um valente&lt;/em&gt;&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;" Valentes, conheci muito&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;e valentões, muito mais&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;uns só valente no nome&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;uns outros só de cartaz&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;uns valentes pela fome&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;outros para comer demais&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;sem falar dos que são homens&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;só com capangas atras.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;Mas existe nesta terra&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;muito homem de valor&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;que é bravo sem matar gente&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;mas não teme matador&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;que gosta da sua gente&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;e que luta ao seu favor&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;como Gregório Bezerra&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;feito de ferro e de flor ".&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;Ferreira Gullar/Poeta Maranhense.  &lt;h3&gt;---------------------------------&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;a title="http://www.dhnet.org.br/memoria/mercia/ditadura/gregorio_bezerra/gregorio_alegfinais.html" href="http://www.dhnet.org.br/memoria/mercia/ditadura/gregorio_bezerra/gregorio_alegfinais.html"&gt;Alegações finais em favor de Gregório Bezerra pela advogada Mércia de Albuquerque Ferreira.&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Mércia de Albuquerque Ferreira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Disse o Senhor: – Sabeis qual o jejum que eu apresento? É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, repartir alimentos com os famintos, mandar embora, livres, os oprimidos e quebrar toda espécie de servidão.” (Profeta Isaias).  &lt;p&gt;Doutos Julgadores:  &lt;p&gt;Antes de entrar no exame do processo a que responde nesse Juízo Gregório Lourenço Bezerra, desejo utilizar algum espaço desta Defesa para situar-me, como sua advogada. Como mulher e mãe, sinto-me à vontade para funcionar em causas que dizem respeito à Liberdade Individual. Não funciono, aqui, como “inocente inútil”, mas com a consciência plena de haver assumido a defesa de um grande, embora discutido líder popular. Sei das enormes restrições que se fazem à pessoa do acusado, do ponto de vista político e ideológico. Mas sei, também, da sua grandeza moral da sua responsabilidade, numa época em que a coerência e a firmeza de atitudes são confundidas com fanatismo e obstinação.  &lt;p&gt;Acompanhei o processo desde o início, nestes dois anos e meio de prolongadas audiências, de idas e vindas e essa Auditoria Militar, sem me descurar, um instante sequer, da grave responsabilidade histórica de defender Gregório Bezerra. Outros, de minha profissão, ficaram no caminho – intimidados ou atônitos. Eu resolvi prosseguir, embora enfrentando dissabores, comentários mesquinhos, acerbas críticas e aleivosias diversas. Fiz juramento de não transigir no exercício de minha atuação de advogada. E não transigirei, quaisquer que venham a ser as dificuldades e ameaças. Maior do que a minha resistência física, é o meu grande amor – de mulher, de mãe, de simples criatura humana – ao Homem, que é o templo de Deus, segundo os evangelhos. E o Homem é uma criatura una, indivisível – quaisquer que sejam as contingências da vida, as crenças, o modo de encará-las, a fé e a própria negação da fé. Há mil formas de acreditar na vida. Como existem mil formas de destruí-las – pelo medo, pela covardia, pelo individualismo, pela vaidade. Bem aventurados os que sabem dignificá-la, em atos e práticas que somente a História julgará em definitivo, depois das paixões ocasionais, depois das lutas, depois das controvérsias.  &lt;p&gt;O tempo é a dimensão histórica do Homem. E a maneira de julgá-lo só é lícito e completa, quando esquadrinhadas todas as suas atitudes. E as consequências sociais dessas atitudes.  &lt;p&gt;“A moral política – já disse Beccaria, no seu famoso livro &lt;i&gt;Dos Delitos e das Penas&lt;/i&gt; – não pode proporcionar à sociedade nenhuma vantagem durável, se não for fundada sobre sentimentos indeléveis do coração do Homem.”  &lt;p&gt;Aceitamos a defesa de Gregório Lourenço Bezerra, reencontro-me com os fundamentos da vida, na essencialidade de seus magnos princípios. E posso, daqui, na humildade de meus atos, repetir as súplicas de Davi, no Livro dos Salmos:  &lt;p&gt;“Ouve-me, quando eu clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia me deste largueza. Tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.”  &lt;p&gt;Do processo  &lt;p&gt;Sob todos os aspectos, esse processo é uma monstruosidade jurídica. Há, nele, graves nulidades, tanto de forma como de conteúdo. Sua peça informativa – o inquérito policial-militar – tem manchas de sangue. Do sangue de espancamentos de réus e de testemunhas. Muitos dos denunciados sofreram os piores suplícios – que a Nação conheceu, em detalhes. Gregório quase foi morto. Suas torturas foram filmadas e rodadas nos vídeos das televisões do Recife, num espetáculo de circo romano.  &lt;p&gt;Das nove testemunhas de acusação ouvidas – em juízo – nove testemunhas, apenas, para um processo de mais de trinta réus! – a maioria delas é confessadamente integrada de agentes do serviço secreto das Forças Armadas. As que não são agentes secretos, são militares da ativa da Polícia Estadual. Todas, enfim, com interesse na causa, na apuração unilateral da causa.  &lt;p&gt;Réus há, nesse processo – Doutos Julgadores – que, sendo funcionários públicos, nunca foram requisitados à repartição de origem. Outros que, revés, não tiveram o direito de constituir advogados. Outros que respondem a dois e três processos pelos mesmos crimes. Ainda outros que, já condenados, estão sob ameaças de novas condenações, pelos mesmos fatos. Ainda outros que, tendo sido considerados isentos de culpa, em processos arquivados na Justiça Civil, se acham, agora, nas vésperas de um julgamento ou de uma possível condenação pelos mesmos motivos que foram tidos como insubsistentes, do ponto de vista penal, em juízos competentes.  &lt;p&gt;Um ex-Secretário de Estado do Governo Miguel Arraes foi excluído do processo pelo justo reconhecimento de foro especial. Dois outros, porém, nele permanecem, sem motivo plausível.  &lt;p&gt;Testemunhas houve que, sendo funcionários públicos, não foram requisitados à repartição competente. Outras que, residindo fora da jurisdição dessa Auditoria, não foram ouvidas por precatória, indeferindo-se, nesse sentido, requerimentos expressos e fazendo-se constar de ata tal cerceamento ao direito de defesa.  &lt;p&gt;O cabeça ou co-réu principal no processo, o ex-Governador Miguel Arraes de Alencar, também foi excluído de julgamento, respondendo, hoje, a processo em separado, numa aberração flagrante à unidade do feito, desde que se trata de crime de concurso necessário, de co-delinquência. Corremos o risco de assistir a uma estranha cissiparidade: a cabeça de um lado e o resto do corpo de outro, num esquartejamento que encheria de satisfação aos sádicos espancadores dos acusados.  &lt;p&gt;Eis, Doutos Julgadores, o quadro real deste processo.  &lt;h4&gt;DA INÉRCIA DA DENÚNCIA&lt;/h4&gt; &lt;p&gt;Com a devida ressalva que devo fazer, por dever de justiça, ao digno representante do Ministério Público Militar, a denúncia dos autos é inepta. Nela conta-se uma história que não se coaduna nem se ajusta às provas do processo. Enquanto a denúncia se refere ao delito de atentado à segurança interna do País, com auxílio ou subsídio de Estado estrangeiro (Art. 2º, inciso III, da Lei de Segurança do Estado), nos autos nenhuma testemunha alude a tal crime, absolutamente. Das testemunhas de acusação ouvidas, nada há, em seus depoimentos, que se reporte ao delito de atentado à segurança interna do País, nem se fala, mesmo de longe, de nenhum Estado ou País estrangeiro. E, no entanto, a Promotoria Militar insiste na classificação inicial, quando das razões finais.  &lt;p&gt;A denúncia caracteriza-se pela vagueza de expressões e pelo amontoado de palavras que nada têm a ver com a situação de cada um dos denunciados. Dois terços da denúncia são gastos numa espécie de “prolegômenos da subversão”, no mundo e no Brasil, com situações duvidosas de Lênin, de Marx e de Fidel Castro.  &lt;p&gt;Quanto ao crime de cada um dos réus, propriamente dito; quanto as circunstâncias do fato delituoso; quanto ao lugar e ao tempo da perpetração do delito – nada se diz. Os acusados foram amontoados no mesmo processo sem o menor critério de co-delinquência. Há réus que, neste processo, vieram a conhecer-se no curso das audiências. Antes, não se conheciam. Acredito que tudo isso adveio do grande acúmulo de serviço da Promotoria Militar, no princípio da fase punitiva da Revolução. Mas o fato é que o processo não tem as características que a lei exige, para produzir efeitos.  &lt;p&gt;Se a Promotoria Militar insiste na classificação do crime, como sendo o de atentado à segurança interna, com auxílio de potência estrangeira, é de perguntar-se: qual é essa potência estrangeira? Quem foi o intermediário dessa potência estrangeira com os acusados? Onde estes se reuniram para tentar ou consumar o crime? Em que dia e em que ano esse crime foi perpetrado? As testemunhas de acusação não o dizem, Doutos Julgadores. E se, no IPM, se faz referência a alguns fatos dessa natureza, no processo, em Juízo, nada disso foi apurado. E testemunhas que não comparecem a Juízo não são testemunhas. São fantasmas.  &lt;p&gt;Quanto a Gregório Lourenço Bezerra, comete-se a inverdade – permita-se-me a expressão – de afirmar que ele foi incendiário do 15º Regimento de Infantaria, da Paraíba, aí pelos idos de 1947.  &lt;p&gt;Ora, Doutos Julgadores, nessa mesma Auditoria, Gregório foi absolvido por unanimidade! E quem pediu a absolvição de Gregório, por falta absoluta de provas, foi o hoje Procurador Geral da Justiça Militar, o doutor Eraldo Gueiros Leite. Como, pois, insistir nessa aleivosia, a não ser com o intuito de fazer confusão no seio do Conselho Permanente de Justiça, tão digno, hoje, como o era nos idos de 1947.  &lt;p&gt;No que diz respeito ao processo ora em exame, nada existe que possa incriminar Gregório pelo delito previsto no art. 2º, inciso III, da Lei de Segurança do Estado. Seu maior crime, Doutos Julgadores, é o de pensar diferente. É o chamado delito de opinião, crime que os códigos não condenam. Crime de impunidade democrática. Crime dos homens livres e das Nações soberanas.  &lt;p&gt;Peço aos ilustrados membros do Conselho Permanente de Justiça que levem em conta a bravura moral desse homem, digno do nosso maior respeito. Hoje, injustiçado. Amanhã, quem sabe? Glorificado. A um homem desses não se deve apontar as grades da prisão. Nela, o homem poderá fisicamente tombar; mas o ideal do homem ressurgirá por cima de suas fraquezas materiais, continentes.  &lt;p&gt;Faça-se justiça a esse homem do povo, absolvendo-o, exculpando-o das penas da lei.  &lt;p&gt;A Justiça Militar, por ser militar, não é desumana ou insensível aos dramas sociais. No fundo, ela se integra ao aparelho judiciário do País, vivendo os mesmos sentimentos de Justiça e as mesmas tradições de independência.  &lt;p&gt;Seu horizonte são os horizontes da lei e não o descampado das paixões humanas. Sua meta é o bem comum e não a tábula do ódio e das vontades ilimitadas.  &lt;p&gt;O dever dessa Justiça é o mesmo das outras Justiças, togadas ou não. É o dever que se origina da consciência.  &lt;p&gt;Contra Gregório há, somente, a alegação de ser comunista. Ele o é, confessadamente. Mas isso é, porventura, crime?  &lt;p&gt;Os Tribunais brasileiros, tanto civis como militares, consideram que o fato de ser comunista não constitui crime.  &lt;p&gt;Por isso, Doutos Julgadores, peço a absolvição de Gregório Lourenço Bezerra. E o faço como mulher, como mãe e como advogada – cônscia do meu dever perante a civilização humana.  &lt;p&gt;Mércia de Albuquerque Ferreira.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1024964219393637281?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1024964219393637281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1024964219393637281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1024964219393637281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1024964219393637281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/08/gregorio-bezerra-feito-de-ferro-e-de.html' title='Gregório Bezerra – Feito de Ferro e de Flor.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-2684548769022360528</id><published>2011-07-31T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-07-31T11:03:14.108-03:00</updated><title type='text'>68 a geração que queria mudar o mundo Relatos</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-kM20KZEtiCA/TjTFfKvpDpI/AAAAAAAA5PY/o-Y79hoGS2A/s1600-h/68%252520a%252520gera%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520que%252520queria%252520mudar%252520o%252520mundo3%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="68 a geração que queria mudar o mundo3" border="0" height="294" src="http://lh5.ggpht.com/-hRIKCtAfscE/TjTFgJT4_SI/AAAAAAAA5Pg/F9EilSloTu0/68%252520a%252520gera%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520que%252520queria%252520mudar%252520o%252520mundo3_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="68 a geração que queria mudar o mundo3" width="374" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Cópia em PDF clic no link &lt;/span&gt;&lt;a href="http://portal.mj.gov.br/services/DocumentManagement/FileDownload.EZTSvc.asp?DocumentID=%7BC41C82BE-5C68-48B1-B36B-0F3AC3F94232%7D&amp;amp;ServiceInstUID=%7B59D015FA-30D3-48EE-B124-02A314CB7999%7D" title="http://portal.mj.gov.br/services/DocumentManagement/FileDownload.EZTSvc.asp?DocumentID={C41C82BE-5C68-48B1-B36B-0F3AC3F94232}&amp;amp;ServiceInstUID={59D015FA-30D3-48EE-B124-02A314CB7999}"&gt;Livro PDF&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:DocumentProperties&gt;   &lt;o:Version&gt;12.00&lt;/o:Version&gt;  &lt;/o:DocumentProperties&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;    &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;    &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;    &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;    &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;    &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;    &lt;w:CachedColBalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;m:mathPr&gt;    &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;    &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;    &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;    &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;    &lt;m:dispDef/&gt;    &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;    &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;    &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;    &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"  LatentStyleCount="267"&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em qualquer modalidade das relações do homem, entre si e com a natureza, a verdade assumida como atitude sempre será a via para a evolução e facilitação da vida. É consequentemente aprimoramento e motor para a evolução e progresso da humanidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A premissa de que as gentes do povo não possuem discernimento para entender a realidade dos fatos, é uma falácia e uma forma de exercer poder e dominação, pela supressão da informação verdadeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O acobertamento de pessoas vivas, que, no exercício do poder, cometeram crimes contra ativistas e presos políticos, corresponde a postar-se de forma antiética e favorecedora do esquecimento. Essa e outras feições do que chamo de &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;mentiras cotidianas e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;contorcionismos éticos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, peca por não exercitarem a justiça equânime, a exemplaridade necessária e por manterem pessoas espúrias com alguma força de influência sem a mais leve restrição ou estigma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em que pesem os avanços ocorridos nos dois governos Lula, e, no governo da presidente Dilma, há algo que aprendi na militância do movimento social; urge &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;as organizações sociais tornaren-se complementaridade para o avanço dos direitos e aperfeiçoamento democrático. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em uma democracia a sociedade civil precisa organizar-se para pressionar o conjunto de atores integrantes do executivo, legislativo e judiciário não só com justas demandas críticas e reivindicativas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;É papel legítimo desta sociedade encorajar, dar força a gestores possuidores de visão e capacidade para construir com estas ações sinérgicas em empreitadas e reivindicações de toda natureza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Este também um papel da imprensa comprometida com a verdade, isenta e independente. Contudo os podres poderes e os interesses retrógrados e reacionários de direita solaparam a informação e cooptaram jornalistas como mercadoria vil. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Enquanto a imprensa dos &lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dinossauros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; (Folha de SP, JB, O Globo, Veja etc. e redes de rádio e televisão) escamoteia e furta à verdade e a isenção, a sociedade tem que engendrar suas alternativas através da internet, além de praticar seu boicote ao indesejável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A história demonstra que todo tempo, é tempo de aprimorar estratégias contra os renitentes reacionários. Todo tempo, é tempo de mirar a verdade como atitude, e, que essa busca é um requisito ético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O papel exercido pelo cidadão, com o propósito de ser artífice do mundo que deseja, não tem idêntico significado numa ditadura e num sistema democrático. (mesmo num estado capitalista).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Participo do grupo virtual &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Os&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Amigos de 68&lt;/b&gt;, criado em junho de 2006, promovendo o encontro dos que sob diversos matizes e formas de resistência, lutaram por uma sociedade mais justa, enfrentando a Ditadura Militar instaurada através do golpe inconstitucional de 1º de abril de 1964. Há cerca de 10 dias recebo um telefonema de Eliete que me pede a atualização do meu endereço e acena que me enviará o livro. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Hoje (29-07-2011) recebi pelo correio o livro &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;68 a geração que queria mudar o mundo,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; organizado e sob a editoria de Eliete Ferrer, ou Eli, como carinhosamente chamamos. Obra que é fruto de um trabalho coletivo em que cerca de cem personagens vivos descrevem relatos sofridos durante esse período de trevas da história brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Àquela época a pecha de comunista e subversivo a qualquer pessoa, ou a ameaça de assim ser considerado podia ter consequências funestas. Aquela geração, (hoje tenho 62 anos) especialmente composta por jovens estudantes, intelectuais, artistas, membros do denominado clero progressista, mas também por operários e camponeses; ofereceu resistência ao regime militar das mais variadas formas. Muitos sucumbiram e outros tantos foram dados como desaparecidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ao desembrulhar o livro, beijei-lhe a capa, como expressão da alegria de haver sido um desses jovens, filho desse tempo. Um outro significado marcante emergiu; dentro dessas 690 páginas e 100 depoimentos, certamente não se identificará sequelas e tristezas que não sejam a dos fatos relatados. E mais, neste volume o perfume das utopias, dos ideais, da perseverança, continua a exalar e ser história para os pósteros. O seu conteúdo exercerá também a função de sinalizador, para que essas histórias não se repitam jamais. É uma peça fundamental em cada instante e condiz com o aprimoramento na história brasileira da busca da verdade como atitude. Uma dialética da vida e do fazer político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;É uma obra de suma importância não apenas para pesquisadores e historiadores como para ser dada a conhecer nas escolas, bibliotecas públicas e grupos de discussão. A obra é uma realização da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Faz parte de um projeto chamado &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;MARCAS DA MEMÓRIA&lt;/b&gt;, do qual extrai para desfechar o significativo trecho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 150%; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;“Este projeto permite que todos conheçam um passado que temos em comum e que os olhares históricos anteriormente reprimidos adquiram espaço junto ao público para que, assim, o respeito ao livre pensamento e o direito à verdade disseminem-se como valores imprescindíveis para um Estado plural e respeitador dos direitos humanos.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Waldir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-2684548769022360528?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/2684548769022360528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=2684548769022360528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2684548769022360528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2684548769022360528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/68-geracao-que-queria-mudar-o-mundo.html' title='68 a geração que queria mudar o mundo Relatos'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-hRIKCtAfscE/TjTFgJT4_SI/AAAAAAAA5Pg/F9EilSloTu0/s72-c/68%252520a%252520gera%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520que%252520queria%252520mudar%252520o%252520mundo3_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-3650900497212390048</id><published>2011-07-20T21:45:00.001-03:00</published><updated>2011-07-20T21:45:49.886-03:00</updated><title type='text'>Política e opinião na crise global–por Tarso Genro</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-feki5MRoCvc/Tid2uYfyFGI/AAAAAAAA5Is/FPPJW1_JQwQ/s1600-h/Foto%252520Tarso-Carta%252520Maior%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Foto Tarso-Carta Maior" border="0" alt="Foto Tarso-Carta Maior" src="http://lh3.ggpht.com/-nbpwcoRcZzs/Tid2vLmbACI/AAAAAAAA5Iw/1wcIXaxe47Y/Foto%252520Tarso-Carta%252520Maior_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="246" height="180"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;h4&gt;É interessante observar que os que tem, hoje, a presumida honra de serem colunistas ou editorialistas dos jornais e revistas mais tradicionais do país, precisem dizer todos os dias, a quem lhes paga: “não sou mais comunista”, “não sou mais esquerdista” , ”não sou petista” e, no casos mais típicos, “longe de mim a quarta internacional...” Especializam-se, assim, entrincheirados em espaços nobres, não somente em propagar um ódio incontido ao seu passado, mas também em diluir a atenção sobre a falência do modelo e modo de vida neoliberal -escolhido por eles como opção política- que depreda economicamente e ambientalmente o planeta. &lt;/h4&gt; &lt;h4&gt;&amp;nbsp;&lt;/h4&gt; &lt;h4&gt;O artigo é de Tarso Genro.&lt;/h4&gt; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18085&amp;amp;editoria_id=6"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A crise da zona do euro, combinada com a radicalização da crise americana, põe a nu tudo que os liberais e os neoliberais construíram como “saídas” ou “reformas”, para a economia mundial, depois da queda do chamado socialismo real.&lt;br&gt;A devastação dos direitos sociais, as “petroguerras”, apelidadas - desde o enforcamento de Sadam - como ocupações em defesa da democracia, a continuidade ou estratificação da pobreza em vastas regiões do globo, a destruição dos direitos sociais na Europa, supostamente para promover a “recuperação” da economia, não tem gerado na esquerda européia mais do que perplexidades, combinadas com reações fragmentárias. A ausência de proposições alternativas, capazes de mobilizar os protestos de indignação para, com exceção da Itália, vencer os processos eleitorais em curso, só aprofunda o sentido da crise.&lt;br&gt;Aqui no Brasil, onde as coisas andam razoavelmente bem graças às políticas anticíclicas organizadas pelo presidente Lula, é importante acompanhar as colunas de economia e política dos principais jornais do país, porque elas mimetizam a tática da direita “moderada” ou “radical” na luta política nacional. É preciso acompanhar, também, as informações que circulam na internet e nas edições virtuais destes principais periódicos, lendo os comentários de leitores a respeito das informações que envolvem Lula, o PT, a crise do capitalismo e as movimentações da esquerda em geral.&lt;br&gt;As colunas continuam, na sua maioria, as mesmas: recheadas daquelas poses de quem sabe tudo, sempre soube tudo e pôde falar sempre sem contraditório, sobre qualquer assunto. Esquecem as suas defesas apaixonadas do mercado financeiro desregulado, as suas opiniões sobre a incompetência e a “grossura” de Lula, as suas previsões catastróficas sobre o Brasil e sobre a democracia, os seus prognósticos “refinados” sobre a economia mundial (“bombando”), e mantém os seus esforços em tributar a FHC a regeneração do Brasil pelo Plano Real.&lt;br&gt;Como sempre, as colunas prosseguem na desconstituição da política democrática, pela identificação desta com a corrupção. Tratam-na como uma propriedade muito brasileira omitindo, sempre, que o governo que mais combateu a corrupção no estado, seja através da Controladoria Geral da União, do Ministério da Justiça via Polícia Federal e do acionamento dos demais órgãos de controle, foi precisamente o governo Lula. Nos seus dois períodos, após a chamada crise do mensalão, nunca se atacou tanto os velhos esquemas de quadrilhas que assolavam e ainda assolam o estado brasileiro.&lt;br&gt;Para respeitar os velhos e coerentes colunistas conservadores é bom notar que os que mais se escondem em ironias, com estilos - poderia se dizer “maneirismos”- sempre dirigidos contra Lula e a esquerda, sem qualquer fundamentação que não seja a repetição da dogmática reacionária (ou do Departamento de Estado nos anos 60 ou do “tatcherismo” dos anos 70), são os que foram, ou de esquerda ou levemente progressistas algum dia.&lt;br&gt;É interessante observar que os que tem, hoje, a presumida honra de serem colunistas ou editorialistas dos jornais e revistas mais tradicionais do país, precisem dizer todos os dias, a quem lhes paga: “não sou mais comunista”, “não sou mais esquerdista” , ”não sou petista” e, no casos mais típicos, “longe de mim a quarta internacional...” Especializam-se, assim, entrincheirados em espaços nobres, não somente em propagar um ódio incontido ao seu passado, mas também em diluir a atenção sobre a falência do modelo e modo de vida neoliberal -escolhido por eles como opção política- que depreda economicamente e ambientalmente o planeta.&lt;br&gt;São preocupantes, neste contexto de intolerância, as tentativas de forçar a ilegitimação ideológica de qualquer proposta de esquerda com vocação de poder. Para esta intolerância convergem as manifestações de ódio fascista, que exalam de comentários de “leitores” através da “internet”, repetidos à exaustão, que não são críticas normais na democracia, mas ofensas graves e duras manifestações de ódio de classe, contra personalidades e partidos de esquerda.&lt;br&gt;O próprio PSOL, que radicalizou um discurso tipicamente moralista na época do mensalão, foi homenageado todos os dias pela grande imprensa, pelo simples fato que ele batia em Lula e promovia o desgaste do governo. Tudo porque Lula foi, como é Dilma atualmente -com todas as nossas imperfeições- a esquerda concreta no poder. A esquerda que retirou o país da crise, com políticas que transitaram da ortodoxia monetarista para o desenvolvimentismo com perspectivas de sustentabilidade.&lt;br&gt;Hoje, o aguçamento e a radicalização da luta de classes, que caracterizou os grandes confrontos do século XX, migrou dos partidos de esquerda, integrados no Estado Democrático de Direito, para os colunistas e “blogs” dos grandes diários e revistas do país. Alguns deles estão desesperados pelo naufrágio do modelo rentista sem trabalho, cuja sustentação, no espaço mundial, é feita pelas agências e consultorias privadas. Outros, estão sendo apenas mais realistas do que seus próprios reis, com a sua virulência provocativa, para dissolver (como se precisasse) o seu passado de esquerda ou “esquerdista”.&lt;br&gt;Tal estratégia midiática dá a impressão que, fraudados pela decomposição econômica do festim neoliberal -promovido pela especulação financeira global- estes cérebros que apoiaram e promoveram a propaganda contra a economia produtiva e o rendimento com trabalho, agora precisam purgar, no ódio contra alguém, a evidência do seu fracasso. Assim, passam a promover uma espécie de “espírito de bolsonaro” na política, contra os seus adversários de esquerda. Estes, agora, inimigos que devem ser eliminados da cena pública, no momento que a crise se aprofunda e que a regência do capital financeiro prepara o assalto final ao que restou do Estado Social de Direito.&lt;br&gt;No romance &lt;i&gt;“Um campo vasto”&lt;/i&gt; de Günter Grass, que tem como pano de fundo a reunificação da Alemanha, um padre num sermão de casamento, ao defender a fé católica faz a pergunta: “E, por outro lado, a nova fé -desta vez a fé na onipotência do dinheiro- não é barata e mesmo assim de alto valor cambial?” . Um dos convidados exclama: “Estamos fartos de assuntos desagradáveis”. Deve ser por isso que os liberais e neoliberais não estão nos brindando com as suas profundas análises das benesses do capitalismo globalizado, como expressão do humanismo e do progresso. Deve ser, para eles, um assunto muito desagradável!&lt;br&gt;&lt;b&gt;Mensalão e formação da opinião &lt;/b&gt;&lt;br&gt;Não é correto dizer que o chamado “mensalão” foi um artifício engendrado pela mídia para derrubar Lula. Aliás, a sua “metodologia” começou em Minas, com o PSDB e provavelmente foi a expressão mais completa da decadência do sistema político, ainda em vigência, que envolve o financiamento privado das campanhas e a formação de alianças não programáticas, fundadas nas necessidades imediatas de governabilidade.&lt;br&gt;É de notar, porém, que o PSDB não padece de nenhum desgaste em relação ao “mensalão” –seu desgaste é originário de outros motivos- pois os males do mesmo ficaram totalmente concentrados no petismo.&lt;br&gt;Contudo é correto afirmar que, independentemente de que tenham ocorrido ilegalidades que não são novas em qualquer processo eleitoral - as quais devem ser apuradas e punidas, se provadas- o chamado “mensalão” abriu a possibilidade de um golpe político. Ele seria feito através do “impedimento” presidencial, aventura que teve acolhida de uma parte da mídia, dos setores mais obscurantistas no Congresso Nacional e que transitou, fortemente, pela direita da OAB Federal. O namoro com o golpismo seduziu uma boa parte dos Conselheiros vinculados ao PFL, na época, e ao PSDB. Felizmente, para o Brasil, a maioria do Conselho não embarcou no confronto.&lt;br&gt;A tentativa de destruição do PT naquela oportunidade, com a incriminação em abstrato de toda a comunidade partidária, a tentativa de responsabilizar diretamente o Presidente - o que, diga-se de passagem não foi feito contra FHC na mais grave sabotagem à Constituição depois do golpe de 64, a compra de votos para a reeleição -, gerou uma pesada sectarização da luta política.&lt;br&gt;Observemos agora as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes – DNIT. Provavelmente sejam misturadas pela mídia denúncias verdadeiras, conclusões pessoais de jornalistas e equívocos a respeito da correção nos preços dos contratos, que, de resto, são previstas em lei e são comuns em todas as administrações públicas.&lt;br&gt;O que se vê, porém, é uma incriminação geral de todas as pessoas que passaram ou que estão no Ministério dos Transportes – DNIT, sem qualquer tipo de preocupação de separar aquilo que é ilegal, irregular, ou corrupção, do que é um procedimento normal feito em todos os governos, pelo menos ao longo dos últimos trinta anos.&lt;br&gt;É muito importante a denúncia de atos de corrupção feita por qualquer órgão de imprensa independentemente da sua maior ou menor adversidade com o governo. Mas estas denúncias, em nosso país, transformam-se , na verdade, em denúncias aos políticos em bloco, o que surte dois efeitos: ajuda os corruptos a se abrigarem numa comunidade indeterminada e intimida as pessoas de bem, que estão no poder público, para colaborarem na apuração dos fatos, porque todos são colocados como suspeitos. Quem já passou pelo poder público sabe, também, que algumas denúncias às vezes são falsas. São feitas por empresas “perdedoras” de licitações, utilizando, de boa ou má fé, os órgãos de imprensa que também agem de boa ou má fé.&lt;br&gt;O tipo de cruzada moral que tem sido feita no país tem gerado uma profunda sectarização do debate político, como ocorreu durante todo o governo Lula e como está ocorrendo no governo Dilma, contra o PT e contra a esquerda. E como não foi feito no governo FHC, contra o PSDB, contra a direita e a centro-direita.&lt;br&gt;Esta sectarização, portanto, reflete em todo o processo político: de uma parte, na perda de credibilidade de alguns órgãos de imprensa importantes para o país, que já são vistos “in limine”, com suspeição pela maioria da sociedade, em qualquer denúncia, “quente” ou “fria” que fazem; e, de outra, na formação de um ódio antipetista, em parte da classe média brasileira, que reage com uma irracionalidade fascista ao Partido, lembrando os momentos mais duros da “guerra fria”. Isso pode ser observado pelos comentários através da “internet”, do que chamei atrás de “espírito de bolsonaro”, onde o apelo à violência física contra petistas - incitação ao crime, portanto - são frequentes.&lt;br&gt;O verdadeiro “concurso” de denúncias que cerca cada ilegalidade imputada aos políticos do país, numa espiral ascendente que chega ao paroxismo, por um lado é subproduto do mensalão, como impulso da disputa pelo mercado de leitores na grande mídia e, de outro, é a perda de certos parâmetros éticos do jornalismo investigativo.&lt;br&gt;Para a maioria destes profissionais, não importa as eventuais injustiças ou graves lesões pessoais ou familiares que as denúncias infundadas causam. O que interessa é a espetaculosidade. É a desmoralização de políticos, que rende muitos leitores e prestígio pessoal para quem “descobre” o escândalo, verdadeiro ou não, e que está se lixando para os efeitos destrutivos das suas acusações.&lt;br&gt;Luis Gushiken que o diga, depois de oito anos de exposição brutal na mídia, como corrupto, agora é finalmente inocentado pelo próprio Ministério Público. Nenhuma indenização pagará as humilhações sofridas por ele e pela sua família, ao longo do calvário midiático a que ele foi impiedosamente submetido.&lt;br&gt;Inclusive a Procuradoria Geral da Republica não ficou imune a esta sectarização. O dr. Gurgel, a quem reputo qualidades morais e saber jurídico destacado, ao apresentar suas razões ao Supremo Tribunal Federal, no processo do mensalão - recentemente - imputa delitos ao ex-ministro José Dirceu, que ele teria cometido em favor de um “projeto de poder partidário”. Assim, os eventuais delitos de José Dirceu são um projeto de poder para o PT, no âmbito da formação de uma quadrilha, que promoveu tais delitos, representando toda a comunidade partidária. Esta acusação, que atinge em abstrato toda a comunidade política do petismo e a ofende gravemente, está inoculada pelo vírus da radicalização midiática, que lastimavelmente envolveu, neste particular, o mais importante e digno fiscal da lei no país.&lt;br&gt;Todos sabem das divergências de fundo e de forma que tenho com o ex-ministro José Dirceu, ao longo do nosso convívio no interior do partido. Suponho, porém, que com este arroubo acusatório generalizado ao PT, de parte do Procurador Gurgel - não encontrei ninguém no Partido que não se sentisse gravemente ofendido - o que fica de conclusivo é que o Ministério Público não reunindo provas suficientes para condenar o ex-Ministro transita, agora, para a incriminação de toda a comunidade partidária. Como se não bastasse o que já foi feito por grande parte da mídia tradicional.&lt;br&gt;Para terminar, novamente Günter Grass. No mesmo livro já citado, o grande escritor narra o relatório de um espião da Stasi, cujo conteúdo referia que um certo cidadão fora visto remando nas águas do Elba, “dizendo poemas não-revolucionários”. É mais ou menos como nós, do PT, ficamos em relação ao projeto de “poder partidário”, analisado pelo Procurador Gurgel. À semelhança do cidadão “contra-revolucionário”, incriminado pela Stasi através de uma uma dialética negativa (dizer poemas “não-revolucionários”), vamos ser absolvidos ou condenados juntos com o ex-Ministro José Dirceu. Mesmo não participando do processo penal e não usufruindo do sagrado direito de defesa.&lt;br&gt;Nós, como comunidade petista indeterminada, vamos ser absolvidos “por tabela”, se ele não cometeu o delito, mesmo “não” estando juntos (no caso da sua absolvição); ou vamos ser condenados também “por tabela” por “não” impedi-lo de cometer o delito (no caso da sua condenação), também mesmo não estando juntos.&lt;br&gt;O que não deixa de ser dolorosamente kafkiano e amargamente antidemocrático.&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;(*) Tarso Genro é governador do Rio Grande do Sul.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-3650900497212390048?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/3650900497212390048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=3650900497212390048&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3650900497212390048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3650900497212390048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/politica-e-opiniao-na-crise-globalpor.html' title='Política e opinião na crise global–por Tarso Genro'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-nbpwcoRcZzs/Tid2vLmbACI/AAAAAAAA5Iw/1wcIXaxe47Y/s72-c/Foto%252520Tarso-Carta%252520Maior_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-5707415398285478682</id><published>2011-07-20T00:06:00.001-03:00</published><updated>2011-07-20T00:06:31.909-03:00</updated><title type='text'>A SELEÇÃO DA CBF</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: Amálgama&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Autor: André Egg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;img title="Mano Menezes e Ricardo Teixeira" alt="" src="http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/mano-ricardo.jpg" width="300" height="300"&gt; &lt;p&gt;Chamar esse amontoado que anda vestindo a camisa amarela de Seleção Brasileira é uma falta de respeito com o torcedor, com o país e com nossa história. &lt;p&gt;É preciso lembrar que somos o país que teve a hombridade de organizar uma Copa do Mundo mesmo sem condições para tal, quando o mundo estava destruído pela guerra (1950). E que neste mesma Copa nos calamos diante do imponderável que foi perder a final de virada para o Uruguai, quando só precisávamos do empate. &lt;p&gt;Parece que aprendemos a lição, pois no tempo em que o Brasil tinha uma coisa que se podia chamar de Seleção Brasileira, ganhamos soberbamente às copas de 1958, 62 e 70. A Seleção de 70 é tida por 10 entre 10 especialistas como a melhor de todos os tempos a pisar num gramado. &lt;p&gt;Curiosamente, em 1970 já tínhamos essa coisa que hoje nos faz penar: uma tentativa de subordinar o futebol brasileiro à ditadura da política suja. Tempos de governos militares, quando já começava a se impor uma desbrasileirização do nosso alegre futebol. Quando treinadores formados nas casernas tentavam impor um esporte de predomínio da força física e de uma pseudo-organização tática, apagando o brilho e a alegria do drible, da ginga, da malandragem. Características que fizeram do futebol uma linguagem brasileira, conforme demonstra o &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5301&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8535912282"&gt;fantástico estudo&lt;/a&gt; de José Miguel Wisnik.  &lt;p&gt;Aquela Seleção de 1970 conseguiu, até hoje não se sabe como, resistir ao massacre cultural dos milicos. Foi preparada por um comunista louco, um tal de João Saldanha, que criou uma marca que iria perdurar: Seleção mesmo, de verdade, só poderíamos ter quando algum técnico bastante teimoso tivesse culhões para peitar o esquemão corrupto que passava a dominar a administração do futebol no país. &lt;p&gt;Telê Santa montou novamente um selecionado à altura da tradição tricampeã, que infelizmente voltou derrotado em 1982. Sem conseguir renovar aquela geração, levando Zico e Sócrates já sem condição física de jogar no mesmo nível, novamente Telê voltou derrotado em 1986. &lt;p&gt;As duas derrotas de Telê no comando da Seleção pareciam confirmar a tese de que não adiantava jogar bom futebol – isso não garantia vitória. Uma primeira tentativa foi feita em 1990 com a esquadra de Lazzaroni. Mas não seria daquela vez, pois a mágica de Maradona era capaz de superar um time talhado para se defender. &lt;p&gt;Em 1994 viria a desgraça total: uma vitória em Copa do Mundo, comandada por Carlos Alberto Parreira, o queridinho dos militares, o “professor” do método que abandonava tudo o que significa o futebol brasileiro. Que montou uma Seleção para não jogar futebol. Dispensou Raí, o grande craque do meio campo da época, para manter o Zinho, que era conhecido pela especialidade de girar em torno de um eixo imaginário o maior número possível de vezes. Que tinha em Dunga sua marca – o volante raçudo, que marcava muito e sabia dar passes. O pouco de parecido com futebol vinha duma dupla de ataque muito acima da média da época (Bebeto e Romário). Mas o título de tetracampeão veio da incompetência alheia – uma Copa com equipes horríveis de todos os grandes países tradicionais, que o Brasil venceu após um zero a zero na final com a Itália, com pênalti desperdiçado por Baggio nas cobranças decisivas. &lt;p&gt;Em 1998 viemos com Zagalo-vocês-vão-ter-que-me-engolir, e com um time que era escalado pelo patrocinador. A Nike obrigou Ronaldo Nazário a entrar em campo mesmo após ter sofrido convulsão. Fato que virou até alvo de CPI no Congresso Nacional. &lt;p&gt;Em 2002, um novo teimoso, Scolari, chamado às pressas para salvar uma Seleção que sequer iria se classificar para a Copa, tendo perdido pela primeira vez na história para a &lt;del datetime="2011-07-18T20:31:42+00:00"&gt;Venezuela&lt;/del&gt; Bolívia nas eliminatórias. Scolari deu padrão de jogo à equipe, recusou interferências em seu trabalho, e montou um time vitorioso – apesar de ter chegado desacreditado à primeira Copa disputada na Ásia. &lt;p&gt;Em 2006 devolvemos as cores da nação ao comando de Parreira, que desta vez adotou a tática de deixar a imprensa esportiva escalar o time (leia-se Galvão-empresário-de-jogador-Bueno). O tal “quadrado mágico” com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano era um esquema que apenas parecia ofensivo, e tentava limpar a barra de um técnico com fama de retranqueiro. Não deu certo. &lt;p&gt;Tendo que mandar o preferido Parreira embora, a CBF queria trazer Scolari de volta. Ele tinha dito pra si mesmo que nunca mais entrava para aquela máfia que era a CBF do Ricardo Teixeira. Então convocaram o Dunga, que nunca tinha sido técnico de time nenhum. A ideia era queimá-lo, e depois chamar Scolari em condições que ele não poderia recusar. Não deu certo, porque mesmo não sendo técnico de futebol, Dunga tinha a hombridade de fazer o que acreditava, e mostrou entender alguma coisa de Seleção Brasileira, montando um time com ótimo aproveitamento. &lt;p&gt;As pressões sobre ele foram tantas, que o treinador chegou à África do Sul sem o mínimo de equilíbrio emocional, transmitindo insegurança à equipe. Isso ficou claro no jogo contra a &lt;a href="http://andreegg.opsblog.org/2010/06/20/brasil-e-costa-do-marfim-sobre-a-arbitragem/"&gt;Costa do Marfim&lt;/a&gt;, e foi decisivo na derrota para a &lt;a href="http://andreegg.opsblog.org/2010/07/02/brasil-se-despede-da-copa/"&gt;Holanda&lt;/a&gt; nas quartas-de-final.  &lt;p&gt;Era óbvio que Dunga seria demitido após a Copa, inda mais depois de ter comprado briga com a TV Globo. Na hora de escolher o substituto, a CBF acertou com &lt;a href="http://andreegg.opsblog.org/2010/07/23/muricy-na-selecao/"&gt;Muricy Ramalho&lt;/a&gt;, o homem que levaria a Seleção a um rumo certo, se conseguisse ficar no cargo. Acabou nem assumindo para honrar o compromisso com o Fluminense, que levou ao título nacional em 2010. Depois disso ainda conquistou o continental com o Santos em 2011, comprovando que é o grande técnico brasileiro do momento.  &lt;p&gt;Na falta de Muricy, vai o Mano Menezes. Que mostrou que não tem cacife para comandar uma Seleção. Por que deixa CBF, TV Globo e patrocinadores escalarem seu time. O que obviamente só pode dar besteira. O goleiro Julio Cesar que o diga. &lt;p&gt;&lt;img title="Julio Cesar contra o Equador" alt="" src="http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/JCesarEquador700.jpg" width="400" height="222"&gt; &lt;p&gt;Na derrota para o Paraguai, Mano mostrou que, além de não saber convocar, não saber treinar e não saber escalar uma Seleção decente, também não sabe fazer substituições. Colocou Fred no lugar de Neymar, ao invés de sacar Pato. Colocou Lucas no lugar de Ganso, quando deveria novamente ter sacado Pato. E finalmente tirou Pato, mas para colocar Elano, o que não adiantaria nada, pois o Brasil não precisava de um volante para vencer o jogo – apesar da expulsão de Lucas Leiva. &lt;p&gt;Mas o principal é que Mano Menezes não sabe organizar uma relação de cobradores de pênalti. Colocou um volante (Elano), um zagueiro (Thiago Silva) e um lateral esquerdo (André Santos) para bater os primeiros três pênaltis. Não é pedir para perder? &lt;p&gt;O negócio é que não adianta reclamar dos jogadores quando o técnico não sabe o que faz. Mas também não adianta reclamar do técnico quando ele é um marionete de Ricardo Teixeira. Enquanto ele estiver no comando dos negócios mais lucrativos do país, o futebol brasileiro continuará sendo uma coisa que dará muito dinheiro para Ricardo Teixeira e para a FIFA. Mas não será capaz de trazer nada de bom para o Brasil e para o torcedor. &lt;p&gt;A esperança é que as &lt;a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-58/figuras-do-futebol/o-presidente"&gt;investigações e denúncias que se agigantam&lt;/a&gt; sejam capazes de demover Ricardo Teixeira do cargo de dirigente máximo do esporte nacional por excelência. Aproveitando o embalo, já que a presidenta da república resolveu demitir aqueles que são pegos em investigações. Quem sabe a moda pega, e chegamos a Orlando Silva e Ricardo Teixeira. Afinal de contas, a organização da Copa é uma questão central do país em muitos aspectos. É importante demais para ficar nas mãos de alguém com este currículo.  &lt;p&gt;E certamente, a continuar nessa toada, a Seleção da CBF (ia dizer “nossa Seleção”, mas o termo é falso) será uma vergonha, e a Copa do Brasil será um grande problema, ao invés de uma coisa positiva para o país.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-5707415398285478682?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/5707415398285478682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=5707415398285478682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5707415398285478682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5707415398285478682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/selecao-da-cbf.html' title='A SELEÇÃO DA CBF'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-7956302592617860250</id><published>2011-07-14T01:22:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T01:22:14.401-03:00</updated><title type='text'>Liberdade para mentir</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a&gt;Colunista:&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a&gt;Izaías Almada&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a&gt;14/07/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;DEBATE ABERTO &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;h3&gt;Liberdade para mentir&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5109&amp;amp;alterarHomeAtual=1"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A liberdade de opinião e a liberdade de imprensa que se defende no Brasil, essas que continuam a favorecer umas tantas “famiglias”, trazem hipócrita e cinicamente escondidas em sua defesa um único e insofismável propósito: a liberdade para mentir.  &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 30/06/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Naquilo que foi considerada a primeira crise política do governo Dilma Roussef, com o defenestramento de um ministro, muito se discutiu sobre moral e ética. Opiniões, as mais diversas e desencontradas, pipocaram por quase três semanas em jornais, revistas, televisões e boa parte da blogosfera.&lt;br&gt;Para uma sociedade que, pelo menos na aparência, se mostra paradoxalmente mais preocupada com a corrupção e ao mesmo tempo mais corrupta a cada dia que passa, ativa ou passivamente, não importa, a proporção do debate quase atingiu as raias do paroxismo. &lt;br&gt;Contudo, e não estamos apontando nenhuma novidade, no quesito corrupção, a volúpia acusatória tem pendido sempre mais para um lado da balança do que para outro, sendo o Partido dos Trabalhadores o alvo preferencial da mídia. Entende-se: é a luta pelo poder político, dirão muitos. &lt;br&gt;Não só, ouso dizer, é também a luta de classes. E é também o entendimento atual daquilo que muitos brasileiros conhecem ou mesmo aprenderam sobre o pensar e o fazer político. É provável que muitos até já se esqueceram, é verdade, seja pelo vazio de ideias e pela repressão causada pelo golpe de 64, seja pelo canto do cisne das políticas neoliberais dos anos 80/90 ou mesmo do emblemático desaparecimento da União Soviética, onde muitos acreditaram que uma ideologia e um modelo de organização econômico social haviam chegado ao fim.&lt;br&gt;Lembrei-me, em meio a essas calorosas discussões sobre ética e moral, da leitura que fiz já há alguns bons anos de um livro intitulado &lt;i&gt;“Marxismo e Moral”&lt;/i&gt;, de autoria do professor William Ash, norte americano que se mudou para a Inglaterra, cujo original foi publicado na Monthly Review Press em 1964 e editado no Brasil em 1965.&lt;br&gt;O livro, de linguagem fluente e fácil, procura discutir os conceitos morais dentro das condições materiais em que vivemos em sociedade ou, em outras palavras, o que nos leva a emitir juízos de valores morais numa sociedade capitalista, por exemplo, como essa que nos é dado viver.&lt;br&gt;Nos quatro longos capítulos em que procura sistematizar o seu pensamento, o autor faz referências a algumas obras e pensamentos de Marx, alguns dos quais nunca é demais lembrar. Por exemplo: “As ideias da classe dominante são, em qualquer época, as ideias predominantes”. Simples e cristalino. Só não entende quem não quer ou não se dá ao trabalho de pensar.&lt;br&gt;Na atual situação política brasileira, a ética tem sido usada como arma de combate entre adversários políticos de quase todos os partidos, sem exceção, sendo que os representantes desses partidos, seja no âmbito federal, estadual ou mesmo municipal, em sua grande maioria, representam interesses em sua maior parte, da classe dominante, mesmo que seus programas partidários e sua militância, quando ela existe, apontem noutra direção.&lt;br&gt;Contudo, nessa troca de acusações, muitas delas sem provas, o que tem vergonhosamente caracterizado uma quebra do princípio jurídico da inocência presumida, a quase totalidade da imprensa tem – sempre que pode – tentado fazer a balança pender para um dos lados. &lt;br&gt;Diz William Ash em sua obra acima citada: “Os moralistas que se identificam com uma classe que tenha desfrutado o poder e é ameaçada pelas bases têm uma compreensível tendência para ressaltar a obediência ou o dever como de primordial significação ética.”&lt;br&gt;Como já surgem indícios aqui e ali de que se torna cada vez mais tênue a linha que divide situação e a oposição no Brasil atual, pelo menos essa que coloca de um lado partidos como o PT e o PMDB, e de outro legendas como o DEM, o PSDB e o PPS, começa haver um vácuo de representatividade no país. Pergunta-se: obediência a quem? Dever para com quem?&lt;br&gt;A reforma política adquire cada vez mais importância e urgência, pois o poder político não admite o vácuo. Em momentos de indecisões, recuos ou mesmo de reflexões para novos avanços, há sempre alguém (grupos eu diria) que se aproveita para reconquistar ou manter posições conservadoras ou mesmo inibidoras de políticas econômicas menos ortodoxas. E nisso, contam com o apoio de uma imprensa que defende a sua liberdade ou a liberdade de opinião (a sua) sempre em proveito próprio ou de grupos a quem tradicionalmente se alia.&lt;br&gt;E nesse jogo de interesses, as ideias predominantes continuam sendo as ideias da classe dominante, dos que detêm o poder econômico, porque a liberdade por esses defendida é a liberdade de continuarem no poder a qualquer custo, mesmo que para isso usem da chantagem, da mentira, dos fatos sem comprovação, da intriga.&lt;br&gt;Diz William Ash, lembrando Marx mais uma vez: “A ‘livre empresa’, não é senão a liberdade de explorar o trabalho dos outros. Tal como a ‘liberdade de imprensa’ é a liberdade que os capitalistas têm de comprar jornais e jornalistas no interesse de criar uma opinião pública favorável à burguesia”.&lt;br&gt;Palavras que ainda encontram ressonância nos dias em que vivemos. A burguesia brasileira, que se formou logo ao receber da Coroa portuguesa as capitanias hereditárias, até hoje não as devolveu. E continua a agir como se estivéssemos no século XIX. &lt;br&gt;Basta acompanhar o que acontece no setor agropecuário, onde a violência tem mão única. Quantos trabalhadores rurais foram assassinados no Brasil nos últimos anos? E quantos donos de terras? Ou acompanhar a vergonhosa defesa do crime de colarinho branco pelo poder judiciário. A justiça brasileira é uma justiça de classe. E quanto à mídia? O que dizer das inúmeras denúncias irresponsáveis ou matérias fabricadas, manipuladas, para servirem a interesses particulares e não aos interesses do país?&lt;br&gt;A liberdade de opinião e a liberdade de imprensa que se defende no Brasil, essas que continuam a favorecer umas tantas “famiglias”, trazem hipócrita e cinicamente escondidas em sua defesa um único e insofismável propósito: a liberdade para mentir. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-7956302592617860250?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/7956302592617860250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=7956302592617860250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7956302592617860250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7956302592617860250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/liberdade-para-mentir.html' title='Liberdade para mentir'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-5157758053957967560</id><published>2011-07-14T00:54:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T00:54:13.405-03:00</updated><title type='text'>Decisão inédita: crime de tortura não prescreve</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-slLSxp5uICI/Th5oYO4CsMI/AAAAAAAA5IE/F2a2AvBBlDI/s1600-h/Foto%252520Cais%252520da%252520Aurora%252520Recife%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Foto Cais da Aurora Recife" border="0" alt="Foto Cais da Aurora Recife" src="http://lh5.ggpht.com/-ZnTN_m5FGlM/Th5oZH9qUbI/AAAAAAAA5II/cgUPNkutjHQ/Foto%252520Cais%252520da%252520Aurora%252520Recife_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="483" height="379"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17733"&gt;Amálgama&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;Tribunal de Justiça gaúcho condenou Estado do RS ao pagamento de R$ 200 mil a torturado durante a ditadura militar. Desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto considerou que crime de tortura não prescreve. "A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, e a tortura o mais expressivo atentado a esse pilar da República, de sorte que reconhecer imprescritibilidade dessa lesão é uma das formas de dar efetividade à missão de um Estado Democrático de Direito, reparando odiosas desumanidades praticadas na época em que o país convivia com um governo autoritário e a supressão de liberdades individuais consagradas", disse ele em sua decisão.&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Redação &lt;p&gt;A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça gaúcho condenou o Estado do Rio Grande do Sul ao pagamento de R$ 200 mil, por danos morais, a torturado durante o regime militar. Então com 16 anos, Airton Joel Frigeri foi buscado em casa em 9/4/1970 e levado algemado à Delegacia Regional da Polícia Civil de Caxias do Sul, depois ao Palácio da Polícia em Porto Alegre e detido na Ilha do Presídio, situado no rio Guaíba em frente a capital. Foi posto em liberdade em agosto do mesmo ano.&lt;br&gt;O autor da ação narrou que, com o objetivo de conseguir informações sobre outros participantes da VAR-Palmares, foi interrogado várias vezes por meio de tortura por choques elétricos nas orelhas, mãos e pés, por meio de um telefone de campanha, chamado Maricota. Permaneceu longos períodos com algemas nos braços. Recebeu golpes com o Papaléguas, pedaço de madeira preso a uma tira de borracha de pneu com cerca de 40 cm de comprimento por 4 cm de largura. No Palácio da Polícia, escutava a tortura sendo aplicada a outras pessoas.&lt;br&gt;Na Ilha do Presídio, ´Pedras Brancas´, descreve o autor: (&lt;i&gt;...) não havia chuveiro elétrico, os banhos eram tomados em uma lata de tinta furada, de onde escorria a água de um cano. Os banheiros eram abertos sem paredes e com uma abertura gradeada dando direto para as águas do rio. As celas não possuíam janelas e as grades davam para um corredor, sem porta ou vidro algum, onde o vento gelado do inverno gaúcho soprava diuturnamente. O chão era de puro concreto. &lt;/i&gt;&lt;br&gt;Saindo da prisão, foi proibido de voltar a estudar tanto em escolas públicas como em particulares. Continuou sendo visitado por elementos do SNI, DOPS e Polícia Civil, que o procuravam no local de trabalho, em casa, ou até mesmo na rua. A última visita ocorreu no final de 1978, mais de um ano depois de ser absolvido pelo Superior Tribunal Militar. Afirmou também que passou os anos posteriores se tratando de uma gastrite de fundo emocional, com crises de depressão e insônia, utilizando tranquilizantes e outros remédios.&lt;br&gt;Na época da detenção, Airton estudava no Ginásio Noturno para Trabalhadores, no prédio do Colégio Presidente Vargas, e trabalhava de dia como auxiliar de escritório no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul.&lt;br&gt;Em dezembro de 1974, o Conselho Permanente de Justiça do Exército absolveu Airton por falta de provas de acusações com base na Lei de Segurança Nacional, decisão confirmada em Brasília pelo Superior Tribunal Militar.&lt;br&gt;Em outubro de 1998, a Comissão Especial criada pelo Estado do RS acolheu o pedido de indenização realizado com base na Lei Estadual RS nº 11.042/97 e fixou o seu valor em R$ 30 mil, quantia entregue a Airton em dezembro do mesmo ano. A Lei prevê a concessão de indenizações a pessoas presas ou detidas, legal ou ilegalmente, por motivos políticos entre os dias 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, que tenham sofrido sevícias ou maus tratos que acarretaram danos físicos ou psicológicos, quando se encontravam sob guarda e responsabilidade ou sob poder de coação de órgãos ou agentes públicos estaduais.&lt;br&gt;Em 2008, considerando que a indenização já deferida foi insignificante frente aos danos causados, requereu na Justiça do valor, em cifra significativamente maior. Em setembro de 2009, o Juízo da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública de Caxias do Sul julgou extinta a ação. Dessa sentença, o autor recorreu ao Tribunal de Justiça.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Decisão&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Para o Desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, relator, não há dúvidas quanto à ilicitude dos atos praticados pelos agentes públicos, nem quanto ao nexo causal ou dever de reparar, insculpidos no art. 186 do Código Civil, nem ao menos da responsabilidade objetiva que cabe ao Estado em função da prática de tortura comprovada no feito e realizada por aqueles.&lt;br&gt;Ele avaliou que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, e a tortura o mais expressivo atentado a esse pilar da República, de sorte que reconhecer imprescritibilidade dessa lesão é uma das formas de dar efetividade à missão de um Estado Democrático de Direito, reparando odiosas desumanidades praticadas na época em que o país convivia com um governo autoritário e a supressão de liberdades individuais consagradas.&lt;br&gt;O juiz considerou ainda que é inaplicável o prazo prescricional previsto no Decreto nº 20.910/32 e reconheceu a imprescritibilidade da ação de indenização referente a danos ocasionados pela tortura durante a ditadura militar. A respeito da indenização já deferida com base em Lei estadual, afirmou o julgador, o autor foi contemplado com o valor máximo estabelecido na Lei.&lt;br&gt;No entanto, entendeu que foi comprovado durante o processo que o martírio experimentado pelo autor foi em muito superior à ínfima reparação deferida. O desembargador afirmou que causa repugnância a forma covarde com que o autor foi tratado, um adolescente que pouca ou nenhuma ameaça poderia produzir ao regime antidemocrático instaurado, denotando-se que as agressões mais se prestaram a satisfazer o caráter vil dos agressores, do que assegurar a perpetuação do regime, atitudes que eram incentivadas - ou ao menos toleradas - pelas autoridades competentes.&lt;br&gt;Assim, votou no sentido de fixar a indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil, quantia que não se mostra nem tão baixa - assegurando o caráter repressivo-pedagógico próprio da indenização por danos morais - e nem tão elevada a ponto de caracterizar um enriquecimento sem causa. O valor deverá ser corrigido monetariamente pelo IGP-M, a partir da decisão, e aplicados juros moratórios a partir do pedido administrativo dirigido à Administração Pública.&lt;br&gt;O Estado do RS ainda foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários dos Advogados do autor, fixado em 20% do valor da condenação.&lt;br&gt;O Desembargador Romeu Marques Ribeiro Filho e a Desembargadora Isabel Dias de Almeida acompanharam as conclusões do voto do relator.&lt;br&gt;&lt;i&gt;(*) As informações são do &lt;a href="http://www1.tjrs.jus.br/site/imprensa/noticias/#../../system/modules/com.br.workroom.tjrs/elements/noticias_controller.jsp?acao=ler&amp;amp;idNoticia=140913"&gt;Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-5157758053957967560?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/5157758053957967560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=5157758053957967560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5157758053957967560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5157758053957967560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/decisao-inedita-crime-de-tortura-nao.html' title='Decisão inédita: crime de tortura não prescreve'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-ZnTN_m5FGlM/Th5oZH9qUbI/AAAAAAAA5II/cgUPNkutjHQ/s72-c/Foto%252520Cais%252520da%252520Aurora%252520Recife_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-4251646997859458695</id><published>2011-07-09T17:13:00.001-03:00</published><updated>2011-07-09T17:13:14.259-03:00</updated><title type='text'>A vida só é suportável porque acaba</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;por Ana Sesarino&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre a autora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Formada em Psicologia e especialista em Psicologia Clínica pela PUC-PR. Em Curitiba, trabalha como psicanalista e professora universitária&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;As coisas mais excitantes da vida são justamente aquelas que não se sabe quanto tempo vão durar, ou que estão programadas para durar pouco. É isso que faz uma viagem de férias ser tão divertida, mas uma mudança definitiva de cidade ser tão difícil. É isso que faz as “ficadas” serem tão empolgantes, e muitos casamentos tão entediantes.  &lt;p&gt;Sim, promessas de eternidade tendem a ser brochantes. Já nos anuncia o ditado que “tudo o que é bom dura pouco”. E assim se torna. Você pode fazer cara feia pra o que estou dizendo, até porque uma boa parte das pessoas diz querer amor eterno, mas sejamos práticos. Pense numa comida que você gosta. Agora imagina que você irá comê-la em todas as refeições, para sempre. Não dá. Não há quem agüente nada, eternamente. (Nem que seja Nutella!)  &lt;p&gt;Talvez por isso muita gente que se ama precise, de vez em quando, ficar longe um do outro, para lembrar o quanto se gostam. Daí os casais ioiôs, que terminam e voltam compulsivamente.  &lt;p&gt;E talvez, ainda, por isso, o casamento seja algo que gera tanta controvérsia entre os sexos. Diz o clichê que as mulheres querem casar, e os homens, não. Chamam, inclusive, o casamento de morte. E não deixa de ser, de certa forma. Casar significa que você encontrou a pessoa com quem quer passar toda a sua vida. (Estão fadados à separação os casamentos onde a pessoa pretende se separar no mês seguinte, certo?) Assumir que você conseguiu algo, de certa forma, é lidar com uma morte simbólica. A morte da busca.  &lt;p&gt;As pessoas reclamam compulsivamente da faculdade, no entanto, muitos sentem a falta dela (ambiente universitário, colegas, professores) ao se formarem. Aliás, as pessoas choram muito em formaturas, como em casamentos. São choros de alegria (na maior parte das vezes), de alívio, mas ainda assim, são choros.  &lt;p&gt;Os franceses usam a expressão “&lt;em&gt;La petit mort&lt;/em&gt;” (a pequena morte) para se referirem ao orgasmo. Daí, talvez, o fato de algumas pessoas (mulheres, normalmente) chorarem após as relações sexuais.  &lt;p&gt;Então estou dizendo que as coisas boas da vida acabam, e que ainda bem que é assim. Porque pior do que aquilo que acaba é aquilo que não termina.  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/07/2011/a-vida-so-e-suportavel-porque-acaba/"&gt;Amálgama&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-4251646997859458695?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/4251646997859458695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=4251646997859458695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4251646997859458695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4251646997859458695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/vida-so-e-suportavel-porque-acaba.html' title='A vida só é suportável porque acaba'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-2312077694924108731</id><published>2011-07-06T21:20:00.001-03:00</published><updated>2011-07-06T21:20:47.445-03:00</updated><title type='text'>A leveza sem roupas da fotografia de Kazuo Okubo</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Fonte : &lt;a href="http://obviousmag.org/archives/2011/07/a_leveza_sem_roupas_da_fotografia_de_kazuo_okubo.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29"&gt;Obvious&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;publicado em &lt;a href="http://obviousmag.org/archives/fotografia/"&gt;fotografia&lt;/a&gt; por &lt;a href="http://obviousmag.org/archives/colaboradores/michellilorenzi/"&gt;Michelli&lt;/a&gt; |  &lt;p&gt;Talvez poucas coisas sejam tão estigmatizadas e carregada de conceitos — e preconceitos — como um corpo nu. Mas o nu não precisa necessariamente estar carregado de significados para ser belo – ou contemplativo. &lt;p&gt;&lt;img alt="fotografia, Kazuo, nu, nudez, Okubo" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/06/26/Kazuo_Okubo_contornos_20060626_02_bo.jpg" width="475" height="319"&gt;&lt;br&gt;&lt;small&gt;© Kazuo Okubo, "Contornos".&lt;/small&gt; &lt;p&gt;Nada mais natural ou simples que o corpo sem roupas, que são muito mais um disfarce do corpo que uma identidade — ou individualidade. No entanto, e talvez justamente por isso, nada mais difícil de ser aceito — ou compreendido — como o corpo assim, desnudo e sem vergonha. Mas estar nu é, também, um destino inevitável do ser humano. &lt;p&gt;“Eu acho mágico morar em Brasília”. Kazuo Okubo, fotógrafo e publicitário, parece ser daquelas almas cosmopolitas que não perdem a capacidade de criar apego. É um apaixonado por Brasília e o seu céu. Há os que dizem que Brasília é assim, um lugar de predestinados. Talvez seja verdade e Kazuo Okubo seja mesmo um predestinado da vida. &lt;p&gt;Nascido em Brasília, quando pequeno seu pai abriu um cine foto. E um dia, por esses acasos — ou quem sabe coisas do destino —, Kazuo Okubo resolveu se aventurar a atender um cliente quando seu pai estava fora em uma pescaria. Daí começou sua experiência com fotografia. &lt;p&gt;&lt;img alt="fotografia, Kazuo, nu, nudez, Okubo" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/06/26/Kazuo_Okubo_imersao_20060626_03_bo.jpg" width="492" height="332"&gt;&lt;br&gt;&lt;small&gt;© Kazuo Okubo, "Imersão".&lt;/small&gt; &lt;p&gt;E sabe-se lá por que motivos ou razões do destino — ou seriam do coração? —, seu trabalho voltado à publicidade começou a rumar para a fotografia artística. Logo estaria a fotografar pessoas desavergonhadamente sem roupa. Sim, porque mesmo em nosso momento mais sozinho, em frente ao espelho do quarto, o nosso primeiro olhar ao corpo desnudo é sempre o mais crítico. Desejamos uma perfeição que — quase sempre — não corresponde ao reflexo do espelho. É quando maldizemos o nosso destino e sentimos vergonha de nossa nudez. &lt;p&gt;&lt;img alt="fotografia, Kazuo, nu, nudez, Okubo" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/06/26/Kazuo_Okubo_passagem_20060626_04_bo.jpg" width="491" height="332"&gt;&lt;br&gt;&lt;small&gt;© Kazuo Okubo, "Passagem".&lt;/small&gt; &lt;p&gt;Mas sem ocultar as imperfeições — serão mesmo imperfeições? — do corpo assim tão despido, Kazuo Okubo fotografa a delicadeza ingênua da nudez, em uma das infinitas possibilidades de beleza do corpo humano. Desavergonhadamente, fotógrafo e fotografados — artista e seu trabalho — parecem se divertir com a nudez. Afinal, é preciso também se despir de culpas, críticas e pecados. &lt;p&gt;&lt;img alt="fotografia, Kazuo, nu, nudez, Okubo" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/06/26/Kazuo_Okubo_manequins_20060626_05_bo.jpg" width="475" height="709"&gt;&lt;br&gt;&lt;small&gt;© Kazuo Okubo, "Manequins".&lt;/small&gt; &lt;p&gt;Essa é a sensação ao observar o trabalho de Kazuo Okubo: uma sensualidade suave e quase que inocente, dessas que ousam desvelar o corpo como algo muito natural — e naturalmente belo, descaradamente belo.  &lt;p&gt;Coisas desses predestinados que insistem em enxergar mágica no meio da arquitetura de concreto. Mas estar nu é um destino inevitável do ser humano. Fatalidades — ou brincadeiras — desse destino arteiro, ou artista. &lt;p&gt;&lt;img alt="fotografia, Kazuo, nu, nudez, Okubo" src="http://obviousmag.org/archives/uploads/2011/06/26/Kazuo_Okubo_me_toque_20060626_06_bo.jpg" width="487" height="251"&gt;&lt;br&gt;&lt;small&gt;© Kazuo Okubo, "Me Toque".&lt;/small&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.acasadaluzvermelha.com/"&gt;Galeria do Autor&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Leia mais: &lt;a href="http://obviousmag.org/archives/2011/07/a_leveza_sem_roupas_da_fotografia_de_kazuo_okubo.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29#ixzz1RNFKy0Cl"&gt;http://obviousmag.org/archives/2011/07/a_leveza_sem_roupas_da_fotografia_de_kazuo_okubo.html?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29#ixzz1RNFKy0Cl&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-2312077694924108731?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/2312077694924108731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=2312077694924108731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2312077694924108731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2312077694924108731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/07/leveza-sem-roupas-da-fotografia-de.html' title='A leveza sem roupas da fotografia de Kazuo Okubo'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-935358848689909559</id><published>2011-06-18T22:16:00.001-03:00</published><updated>2011-06-18T22:16:33.317-03:00</updated><title type='text'>As surpresas e a força de Dilma</title><content type='html'>&lt;p&gt;DEBATE ABERTO &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;Autor: &lt;a&gt;Maurício Thuswohl&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a&gt;18/06/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5085"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt; &lt;p&gt;As mesmas forças políticas conservadoras que perderam as três últimas eleições presidenciais no Brasil têm usado sua ascendência sobre a mídia com muita habilidade para criar uma sensação de que Dilma teria perdido o controle de seu governo. Nada mais falso, como mostraram as últimas decisões da presidente. &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 11/06/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Passado o momento mais agudo da crise que culminou nas mudanças ministeriais determinadas pela presidente Dilma Rousseff, agora é chegada a hora de as forças progressistas que sustentam seu projeto político desarmarem a bomba propagandística de parte da grande imprensa que tenta sugerir ao país a existência de um governo fraco. As mesmas forças políticas conservadoras que perderam as três últimas eleições presidenciais no Brasil têm usado sua ascendência sobre a mídia com muita habilidade para criar uma sensação de que Dilma teria perdido o controle de seu governo. Nada mais falso, como mostraram as últimas decisões da presidente.&lt;br&gt;Após a longa hesitação que antecedeu a saída do ex-ministro Antonio Palocci, Dilma compensou ao acertar duas vezes. Ao convocar a senadora Gleisi Hoffmann para a Casa Civil e afirmar que a pasta voltará a ter funções mais voltadas ao gerenciamento e execução de políticas públicas, a presidente repete o gesto feito há seis anos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando convocou a ela própria para substituir o então chefe da Casa Civil, José Dirceu. Sem entrar no mérito dos motivos que levaram à substituição de Dirceu, o fato, já histórico, é que a chegada de Dilma ao principal ministério deu início a um ciclo virtuoso do governo que propiciou a Lula um segundo mandato muito melhor do que o primeiro.&lt;br&gt;Lula acertou em 2005 e agora Dilma acerta também. Em que pesem os comentários preconceituosos sobre uma suposta falta de estofo político de Gleisi para o cargo ou até mesmo sobre seu jeito de “trator”, “durona” e “esquentadinha” (alguém lembra desse filme?), a senadora paranaense tem o exato perfil para recolocar a Casa Civil em um caminho muito bem trilhado sob o comando da própria Dilma no governo Lula. Além da competência administrativa comprovada em Itaipu ou quando foi secretária de governo no Mato Grosso do Sul, Gleisi parece ter a independência política necessária para cumprir o papel que dela espera a presidente. A surpresa causada por sua nomeação é fruto dessa independência e isso é um bom sinal.&lt;br&gt;A segunda surpresa - e o segundo acerto - foi o desfecho dado por Dilma para a substituição do ministro Luiz Sérgio na Secretaria de Relações Institucionais. Esse acerto, entretanto, não se dá tanto em função da substituta, que ainda terá de provar competência na nova função, mas sim pelo fato de a presidente ter jogado um balde de água gelada na crise de histeria em que já começava a se transformar a atuação da bancada do PT na Câmara dos Deputados. A ex-senadora catarinense Ideli Salvatti tem todos os predicados para obter sucesso em sua missão na articulação política do governo, mas isso dependerá fundamentalmente de uma mudança de postura do principal partido governista no Congresso Nacional.&lt;br&gt;Após essas duas movimentações acertadas feitas pela presidente no tabuleiro ministerial, é hora de os parlamentares do PT relegarem a um segundo plano a disputa mais imediata por espaço e começarem a atuar como esteio político para as duas novas ministras. No Senado, origem de Gleisi e Ideli, tudo parece mais fácil. Na Câmara, um maior esforço de coesão dos petistas é necessário. Foi a falta dessa coesão que minou Luiz Sérgio, muito mais do que uma suposta fraqueza do deputado fluminense, como apregoa parte da mídia. O excelente trânsito do agora ministro da Pesca (cargo que trocou com Ideli) entre seus colegas no Congresso já havia sido comprovado no governo Lula, mas Luiz Sérgio esbarrou na divisão da bancada petista na Câmara e também no papel centralizador assumido por Palocci.&lt;br&gt;A presidente Dilma quer se dedicar a mudar essa realidade e, a exemplo de seu antecessor, passará a acompanhar cotidianamente as negociações políticas com os partidos que apóiam o governo. Mesmo que tenha encontrado em Ideli Salvatti uma figura mais próxima na articulação política e em Gleisi Hoffmann a “Dilma da Dilma”, caberá à presidente conduzir pessoalmente esse momento de reafirmação da força política de seu governo. Dilma deverá ser a partir de agora o “Lula de si mesma” e ninguém que a conhece duvida de que tenha plenas condições de exercer esse papel.&lt;br&gt;Em sua edição de 8 de junho, o jornal carioca &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; trazia como manchete: “Palocci cai e enfraquece Dilma com apenas cinco meses de governo”. Pelo que me lembro, é a primeira vez em que um desejo dos donos do jornal, misturado a uma notícia, ganha destaque na primeira página. Enfraquecer o governo Dilma é o maior desejo das forças conservadoras que perderam com José Serra e Geraldo Alckmin as últimas eleições, pois isso significaria uma maior possibilidade da volta dessas forças ao poder. Para quem está do outro lado, para quem apóia o projeto de transformação do Brasil que começou com Lula e tem em Dilma a força de 56 milhões de votos, é tarefa primordial evitar que esse falso enfraquecimento se torne verdade.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-935358848689909559?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/935358848689909559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=935358848689909559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/935358848689909559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/935358848689909559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/06/as-surpresas-e-forca-de-dilma.html' title='As surpresas e a força de Dilma'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-344219475415010711</id><published>2011-06-16T10:31:00.002-03:00</published><updated>2011-06-16T10:46:57.609-03:00</updated><title type='text'>Battisti foi escolhido para ser um bode expiatório, diz Tarso Genro à Carta Maior.</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4a4O29Y-Dds/TfoIMnJow4I/AAAAAAAAsBA/QDvQ3MtdVrM/s1600/Foto+Tarso-Carta+Maior.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-4a4O29Y-Dds/TfoIMnJow4I/AAAAAAAAsBA/QDvQ3MtdVrM/s320/Foto+Tarso-Carta+Maior.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tarso Genro, atual Governador do RGS e&amp;nbsp; ex-Ministro da Justiça no Governo Lula&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o ex-ministro da Justiça do governo Lula e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, faz uma avaliação sobre o desfecho e o significado do caso Battisti. Para Tarso, que concedeu refúgio político ao italiano, esse caso é "o maior exemplo de manipulação midiática que ocorreu no Brasil nos últimos tempos". O governador gaúcho também relaciona o caso à atual situação política na Itália e sustenta que Battisti acabou servindo de bode expiatório de uma aliança entre a extrema-direita italiana, a direita não democrática e a antiga esquerda italiana que "não só ficou isolada durante o reinado de Berlusconi, como também capitulou ideologicamente em questões de fundo". &lt;br /&gt;Autor da matéria: Marco Aurélio Weissheimer &lt;br /&gt;&lt;a href=""&gt;Data: 14/06/2011&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17915&amp;amp;boletim_id=933&amp;amp;componente_id=15113"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;O ex-ministro da Justiça e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), estava na Espanha quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na semana passada, rejeitar a reivindicação da Itália contra a decisão do ex-presidente Lula, que se negou a extraditar o italiano Cesare Battisti. Como ministro da Justiça do governo Lula, Tarso Genro concedeu refúgio político a Battisti por entender, entre outras coisas, que ele era acusado de crimes de natureza política e que não existiam provas consistentes de que ele cometera os assassinatos dos quais é acusado. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Tarso Genro faz uma avaliação do caso Battisti e dispara: "esse é o maior exemplo de manipulação midiática que ocorreu no Brasil nos últimos tempos".&lt;br /&gt;O governador gaúcho também relaciona o caso à atual situação política na Itália e sustenta que Battisti acabou servindo de bode expiatório. "Battisti foi escolhido para ser um bode expiatório da extrema-direita italiana, da direita não democrática e dos partidos da antiga esquerda italiana que não só, ficaram isolados politicamente durante o reinado de Berlusconi, como também capitularam em termos ideológicos em questões de fundo".&lt;br /&gt;"A grande síntese deste processo", acrescenta, "foi feita pelo ministro da Defesa da Itália que, olhando o Brasil como uma colônia, disse que nosso país era muito bom em bailarinas, mas não em juristas".&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carta Maior: Qual sua avaliação sobre o desfecho do caso Battisti?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tarso Genro: &lt;/b&gt;Em primeiro lugar gostaria de salientar, como tenho feito de maneira reiterada, que o caso Battisti é o maior exemplo de manipulação midiática da informação que ocorreu no Brasil nos últimos tempos. Digo isso por vários motivos. Primeiro, porque jamais se informou que o Supremo Tribunal Federal já tinha tomado posição em caso semelhante, concedendo refúgio. Em segundo lugar, não se informou que o Supremo, por decisões que foram tomadas no curso do processo de deferimento do refúgio, tinha violado diretamente texto de lei. A lei que regula o refúgio no Brasil é expressa: quando é concedido o refúgio, interrompe-se o processo de extradição. Em terceiro, não se informou – pelo contrário, desinformou-se – que o conteúdo do processo não revela nenhuma prova contra Battisti. Não há nenhuma prova testemunhal e nenhuma prova pericial de algum assassinato que ele tenha cometido. Em quarto lugar, omitiu-se, também de maneira sistemática, que Battisti foi considerado refugiado político durante onze anos na França, um país maduro democraticamente e que tem um Estado de Direito respeitado em todo o mundo.&lt;br /&gt;Portanto, a decisão que foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal repõe três questões fundamentais. Em primeiro lugar, o elemento central da soberania do país para tomar decisões como esta. Em segundo, consagra a posição totalmente adequada à nossa Constituição, segundo a qual a última palavra sobre refúgio é do presidente da República. E, em terceiro, a mais importante delas, reconhece no Battisti uma pessoa que foi acusada de ser um criminoso político e não um criminoso comum. Assim, a decisão do Supremo merece ser respeitada e festejada. Isso não quer dizer que eu tenha qualquer reivindicação de saber jurídico para meu despacho (como ministro da Justiça) e nem que eu despreze os argumentos do ministro Pelluzzo e do ministro Gilmar Mendes, que tiveram uma posição diferente. Mas quer dizer sim que a maioria do Supremo esteve de acordo com o conteúdo do referido despacho e com a decisão do presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carta Maior: O governo italiano ameaçou remeter o caso para o Tribunal de Haia. Na sua avaliação, há alguma possibilidade dessa ameaça prosperar?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tarso Genro&lt;/b&gt;: Trata-se mais de uma manobra política de um governo decadente que já está sendo derrotado nas eleições de seu país e nos referendos que ocorreram neste final de semana. É um governo composto pela centro-direita e pela extrema-direita mais atrasada na cultura política italiana e que tenta, na verdade, provocar contradições fora do país para tentar compensar seu desgaste interno. Portanto, isso não tem nenhum sentido e nenhum apoio na sistemática do direito internacional e não terá o respeito de nenhum jurista seja daqui, seja de fora do país.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carta Maior: Houve uma coincidência entre a decisão do Supremo e as derrotas eleitorais do governo Berlusconi. O caso Battisti teve uma grande repercussão midiática na Itália e foi muito explorado politicamente pelo governo. Mas não parece ter ajudado muito Berlusconi. O que essas mudanças políticas que começam a emergir das urnas italianas sinalizam?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tarso Genro:&lt;/b&gt; O Battisti, na verdade, foi escolhido para ser um bode expiatório da extrema-direita italiana, da direita italiana não democrática e dos partidos da antiga esquerda italiana que não só, ficaram isolados politicamente durante o reinado de Berlusconi, como também capitularam em termos ideológicos em questões de fundo da democracia italiana. Battisti serviu de elo entre um conjunto de facções políticas na Itália, apelando de maneira reiterada para questões reais que a Itália viveu naquela época, ou seja, desencadeamento de ações terroristas, de ações que culminaram com o assassinato do presidente Aldo Moro, e que tiveram um grande respaldo de estruturas subversivas secretas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) naquela oportunidade. Essas forças não reagiram contra isso porque precisavam justificar-se perante a opinião pública e preferiram escolher uma pessoa para apresentar em sacrifício e tentar satisfazer uma merecida tensão, angústia e revolta de grande parte da sociedade italiana contra aqueles atos terroristas. &lt;br /&gt;Isso foi feito de maneira articulada. O antigo reformismo italiano, que hoje virou um partido centrista conivente com o governo Berlusconi, apoiou essa campanha e não teve coragem de fazer um enfrentamento ideológico. Battisti foi escolhido a dedo para isso. Com a mudança política que ocorreu na França (derrota dos socialistas), ele perdeu a condição de refugiado e começou a aparecer como um elo de satisfação para purgar a terrível memória daqueles anos onde vários setores da extrema esquerda e também da extrema direita cometeram atos bárbaros. Só que a síntese eles tentaram fazer, através do caso Battisti, foi uma síntese para abater e atacar exclusivamente a esquerda, para desmoralizar tudo que restava de pensamento transformador na democracia italiana. Portanto, o uso de Battisti foi conveniente para a antiga esquerda italiana, para a direita autoritária e para a extrema-direita. A grande síntese deste processo foi feita pelo ministro da Defesa da Itália que, olhando o Brasil como uma colônia, disse que nosso país era muito bom em bailarinas, mas não em juristas.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carta Maior: Considerando as derrotas recentes de Berlusconi e a desagregação da antiga esquerda, pode-se ver, no cenário político italiano o surgimento de novas forças políticas mais à esquerda?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tarso Genro:&lt;/b&gt; Houve uma mudança significativa na política italiana nos últimos sessenta dias. Primeiro, cabe destacar a vitória de uma esquerda alternativa em Nápoles e em Milão. Segundo, uma vitória da oposição contra Berlusconi em assuntos extremamente importantes que ele submeteu a referendo. O grande problema para a continuidade desse processo de reabertura política na Itália é a ausência de propostas. O Partido Democrático italiano foi para o centro, não fez nenhuma disputa ideológica com Berlusconi e tratou a questão da integração da Itália à União Europeia apenas a partir de um critério de mais liberalismo ou menos liberalismo. Não apresentou nenhuma alternativa à forma de organização da economia, à forma da integração da Itália na Europa e não apresentou nenhuma resposta aos movimentos sociais fragmentados que foram surgindo de maneira acelerada.&lt;br /&gt;Penso que precisaremos esperar ainda um pouco até que surja uma esquerda italiana que seja democrática, que não se submeta aos fetiches ideológicos promovidos pela grande mídia e pela extrema-direita e que tenha uma visão consistente de como integrar democraticamente a Itália na Europa. Acho que esse processo já começou, mas a oposição representada pelo Partido Democrático, que hoje é um partido centrista, não teve capacidade nem coragem política de apresentar uma proposta alternativa ao que significou o reinado de Berlusconi neste período.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carta Maior: Se, na Itália, a direita está sendo derrotada, na Espanha e em Portugal, os partidos de direita obtiveram recentemente vitórias expressivas. Na França, há a possibilidade de que a extrema-direita dispute o segundo turno das eleições presidenciais. Por outro lado, na Espanha, na Grécia e em outros países, vemos grandes mobilizações de rua, reunindo fundamentalmente jovens que não são ligados a nenhum partido. Na sua avaliação, para onde este cenário aponta do ponto de vista político?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tarso Genro&lt;/b&gt;: O processo de integração europeu é ambíguo. De uma parte, ele gerou condições para que os países se modernizassem em termos industriais e sociais, consolidando democracias estáveis. Essa foi a grande vantagem da integração europeia. Só que as negociações que levaram à essa integração não constituíram salvaguardas alternativas para estabelecer um verdadeiro equilíbrio entre a integração da Europa do capital e da Europa social. Hoje, a grande cobrança que é feita sobre esses países mais débeis economicamente é que eles se adequem ao processo de integração que é comandado pela Alemanha, pelo Banco Central europeu e agora pelo FMI. A integração europeia ainda é um processo em curso, que atravessará uma longa tormenta a partir de agora. E essa longa tormenta irá revelar a existência de movimentos sociais, de movimentos sindicais, de movimentos da intelectualidade que refletirão nos partidos democráticos formando alas de esquerda em suas fileiras, podendo, mais tarde, até dar origem a novas organizações. &lt;br /&gt;Não creio que os partidos socialistas atuais tenham elaborado suficientemente uma estratégia para sair dessa armadilha em que eles se meteram, a armadilha do déficit máximo de 3%. Eles estão atados a uma concepção economicista da União Europeia, onde o equilíbrio financeiro se superpõe ao equilíbrio social. Não há um pacto de transição de médio ou de longo curso para que esses países permaneçam integrados na União Europeia e capazes de manter as instituições básicas de um Estado de Bem Estar. O que ocorre na Grécia, na Espanha, em Portugal e na periferia de Paris indica que teremos um período de perturbações sociais graves. Se a Europa “economicista” ceder é possível que se reajuste o pacto europeu. Se não, ele pode se fragmentar a partir de sucessivas rebeliões dos “de baixo”. É bom lembrar que, nestes países, não estamos falando de populações miseráveis, mas de trabalhadores que já provaram condições de bem estar e que dificilmente renunciarão a elas apenas pelo convencimento.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carta Maior: Na sua opinião, esse receituário “economicista” dominante na Europa hoje pode desembarcar na América Latina e, em especial no Brasil, em caso de agravamento da crise econômica nos países do centro do capitalismo, especialmente nos Estados Unidos?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tarso Genro:&lt;/b&gt; Creio que o Brasil tem condições especiais para enfrentar esse processo por alguns fatores naturais, como a possibilidade de expansão da fronteira agrícola, o relacionamento equilibrado com a América Latina por meio de políticas que o governo Lula desenvolveu estabelecendo relações de igualdade com países desiguais economicamente, e um mercado interno em expansão. Além disso, nosso país tem a capacidade de combinar um desenvolvimento industrial e técnico tradicional, com utilização intensiva de mão de obra, com um desenvolvimento tecnológico de alto nível, com capacidade competitiva no mercado global.&lt;br /&gt;Estas condições retiram o Brasil da situação de um dilema trágico, de aderir ao neoliberalismo ou continuar crescendo com políticas sociais. Essa, na minha opinião, foi a grande conquista do governo Lula: fez uma transição sem ruptura, onde a ruptura era absolutamente impossível, colocando a questão do desenvolvimento como base para a criação de novos sujeitos sociais que não aceitam mais regredir, que querem mais, que pedirão mais para o Estado, mais escolas, mais educação, mais saúde. E isso só pode ser mantido com crescimento. Então, penso que o Brasil tem condições, sim, de sair desse impasse e, consequentemente, a América Latina também. Isso vai depender, obviamente, dos governos que tivermos daqui para frente. Se tivermos governos que sigam nesta trajetória iniciada pelo governo Lula e que está sendo prosseguida pela presidenta Dilma, acho que o Brasil não cai nesta armadilha e pode, em dez ou quinze anos, um país com muito mais influência que hoje no contexto mundial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-344219475415010711?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/344219475415010711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=344219475415010711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/344219475415010711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/344219475415010711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/06/battisti-foi-escolhido-para-ser-um-bode.html' title='Battisti foi escolhido para ser um bode expiatório, diz Tarso Genro à Carta Maior.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4a4O29Y-Dds/TfoIMnJow4I/AAAAAAAAsBA/QDvQ3MtdVrM/s72-c/Foto+Tarso-Carta+Maior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-6061075489308978309</id><published>2011-06-12T22:31:00.001-03:00</published><updated>2011-06-12T22:31:21.483-03:00</updated><title type='text'>Um tiro pela culatra</title><content type='html'>&lt;h5&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://app.todarede.com/sendbox/imagex2.0/?width=500&amp;amp;image=OFZirIOwEm3PPQeldigYUidmjSfMPHBaEGygSjPI&amp;amp;idc=S3D443K362K5J5K1Z90ED3I8U764T89OX9008238C" width="500" height="333"&gt; &lt;p&gt;por Rodolpho Motta Lima &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com"&gt;Direto da Redação&lt;/a&gt; &lt;p&gt;O processo político é, muitas vezes, surpreendente, no seu desenvolvimento, em face do dinamismo que lhe é característico. Não é incomum que certas estratégias no campo da política, urdidas para atingir determinados objetivos, acabem por gerar resultados diferentes dos previstos pelos estrategistas e até mesmo contrários aos seus objetivos. &lt;p&gt;Com o desfecho do “caso-Palocci”, desconfio muito que o tiro possa ter saído pela culatra. As oposições, que acabaram de perder as eleições presidenciais, mas que andam permanentemente buscando um terceiro turno e catam cirurgicamente episódios que desarticulem o governo, fizeram o carnaval de sempre. Alguns dirão que elas cumpriram seu papel. Em coluna anterior, antecipei minha posição de que o ex-Ministro deveria mesmo afastar-se do governo Dilma, porque, como ele próprio reconheceu, as verdades jurídicas nem sempre são aceitáveis no campo político. Mas isso não me impede de ver nesse metralhar constante dos setores oposicionistas uma tentativa de desestabilizar a Presidenta e inibir os seus projetos. É bem evidente a permanente campanha que, muitas vezes em tom de “fofoca”, tenta descobrir atritos e controvérsias no seio do governo e, o que é pior, parece justificar situações como “a insatisfação do PMDB por não ter sido consultado” e coisas do gênero. &lt;p&gt;A nomeação da Senadora &lt;em&gt;Gleisi Hoffmann&lt;/em&gt; para o lugar do demissionário Palocci pode vir a constituir, em futuro não muito remoto, um auspicioso fato político em meio ao que a mídia – destilando o veneno de sempre - acentuou como “crise”. A Senadora é sangue novo nas hostes do governo, pelo menos em termos de visibilidade e, a julgar pelo seu histórico anterior e pelo seu comportamento no Senado, pode vir a ser, por força de suas características de obstinação, determinação e eficiência em atividades de gestão, um reforço de grande valia no âmbito do Planalto. &lt;p&gt;Não tenho muita certeza dessa “perda significativa” ou desse “enfraquecimento do governo” que o partido midiático de oposição (aquele que faz política partidária sem assumir os riscos a isso inerentes) atribui à saída do Palocci. Pessoalmente, já o disse aqui muitas vezes, não creio que uma pessoa, qualquer que seja, se sobreponha a um projeto. De qualquer forma, se é verdade que Palocci é um bom articulador e tem idéias criativas, não se iludam os que pensam que essa articulação ou essa criatividade deixa de existir, por encanto, pela não ocupação de um cargo ministerial. &lt;p&gt;Os cronistas da política apontam a Senadora ora empossada como até mais identificada com o PT, partido da Presidenta, do que o próprio Palocci, que não gozava da unanimidade petista e, pelo contrário, era visto com reservas,&amp;nbsp; por certas teses que pareciam aproximá-lo da oposição. &lt;p&gt;Vez por outra, tive oportunidade de assistir, na TV Senado, a alguns debates entre os atuais componentes daquela casa congressual. Impressionou-me sempre o permanente tom categórico e incisivo com que a Senadora Gleisi não deixava passar qualquer análise crítica de seus opositores, “cobras criadas” da política, sempre rebatendo, ponto por ponto – com conhecimento de causa e argumentação consistente - , as sistemáticas, furiosas e apocalípticas teses dos tucanos e “democratas” (as aspas aqui são obrigatórias), alguns quase vitalícios naquela casa legislativa. &lt;p&gt;A mídia de oposição , mais do que fazer oposição, quer a derrocada dos programas do governo que acabou de ser eleito. A orquestração é toda nesse sentido e é uma tristeza constatar que jornalistas, maiores ou menores em expressividade, claramente, submetem-se à velha máxima do “manda quem pode e obedece quem precisa (ou quem tem juízo)”, repetindo, monocordiamente, comportamentos quase golpistas inspirados na linha ideológica dos seus patrões e desprezando qualquer compromisso com o futuro do país. A palavra de ordem parece ser no sentido de não dar um segundo de tranquilidade ao governo, não permitir de modo algum que os projetos populares ganhem dimensão, não dar espaço às conquistas do povo e, assim, desconsiderar&amp;nbsp; a recentíssima manifestação popular que colocou Dilma na Presidência da República. &lt;p&gt;Acho que, pelas virtudes pessoais da nova Ministra, a presença de Gleisi na Casa Civil, articulando as ligações entre os diversos níveis governamentais e tocando os projetos populares que Dilma afirma que não interromperá – o principal deles parece ser a erradicação da miséria entre nós - , pode , no final, acabar por trazer grandes dividendos para o Governo. Pode ser que venha a mostrar, no futuro, que toda a parafernália midiática que derrubou Palocci pré-julgando suas posturas, fez emergir na ambiência política do país mais uma mulher forte, capaz de, de forma republicana, propiciar as soluções reclamadas por vastas camadas do povo brasileiro, retirando-as do permanente processo de exclusão social e conferindo-lhes o status de cidadania que as elites tradicionais sempre temem. &lt;p&gt;Não por acaso, mas para exemplificar bem,&amp;nbsp; um bom contraponto de ideias de esquerda ou de direita sobre um mesmo tema, é também do Paraná o Senador Álvaro Dias, líder do PSDB (um daqueles que se beneficiou de aposentadoria esdrúxula por ter sido Governador), o qual, em emblemática declaração tucana, chama de preguiçosos os brasileiros contemplados pela bolsa-família, desconsiderando os índices de pobreza em nosso país, em boa hora alterados pelas práticas sociais implementadas no governo Lula e que, esperamos, tenham&amp;nbsp; continuidade agora, contando, inclusive, com a mão firme da nova Ministra. &lt;/h5&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-6061075489308978309?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/6061075489308978309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=6061075489308978309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/6061075489308978309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/6061075489308978309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/06/um-tiro-pela-culatra.html' title='Um tiro pela culatra'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1280628218801274524</id><published>2011-06-10T11:01:00.001-03:00</published><updated>2011-06-10T11:01:02.635-03:00</updated><title type='text'>Sai Palocci Entra Gleisi Hoffmann</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/06/2011/entra-gleisi-hoffmann/" name="1307383bb0b933db_1"&gt;Entra Gleisi Hoffmann&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/"&gt;Amálgama&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por André Egg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;img title="Gleisi Hoffmann" alt="" src="http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2011/06/Gleisi.jpg" width="350" height="194"&gt; &lt;p&gt;Antonio Palocci entregou seu pedido de demissão do cargo de Ministro Chefe da Casa Civil. A imprensa e a oposição foram os mais ativos em tentar fritá-lo, mas no fundo ele foi vítima de fogo amigo. Parece que as explicações que deu sobre seu crescimento patrimonial satisfizeram o Ministério Público, e ele tinha inclusive declarado tudo no Imposto de Renda. &lt;p&gt;O caso do enquecimento do ministro assusta não porque ilegal. Ele fez o que fizeram muitos, usando seu conhecimento privilegiado da máquina pública para amealhar dinheiro com consultorias. Afinal, que empresa não gostaria do conhecimento da máquina pública que tem a oferecer um “consultor” que já foi Ministro da Fazenda? Assusta que dentro do próprio PT ninguém tenha se mexido em sua defesa. O fato é que suas pretensões políticas (candidato a governador de São Paulo? a presidente?) o tornaram alvo fácil de denúncias. &lt;p&gt;Alçado a um posto importante no governo Lula, Palocci surgiu como possível contraponto a uma perigosa onipotência de José Dirceu como articulador político. Dirceu era o homem que conhecia o Congresso e que controlava o PT. Caído Dirceu, Palocci podia cair também – afinal, não interessava a Lula que Dirceu fosse um superpoderoso dentro da máquina federal, nem tampouco que Palocci gozasse do poder que teria sem Dirceu para enfrentá-lo. Essa a habilidosa engenharia política de Lula. &lt;p&gt;E, afinal, parece que Palocci desempenhou um papel importantíssimo em ser o homem a convencer Lula de que a estabilidade da moeda era uma questão prioritária. No governo Dilma, foi cuidadosamente mantido distante do núcleo da política econômica, onde Dilma vem fazendo mudanças significativas, sem o medo que Lula tinha, causado pela sua total ignorância no assunto. Já Dilma tem o medo e a ignorância inversos ao de Lula: é inábil no trato político com os aliados e, para cuidas dessas necessidades, tinha designado Palocci. &lt;p&gt;Palocci tinha acabado de ser inocentado pela arquivação do pedido de investigação por parte da Procuradoria da República, mas decidiu pedir demissão justamente porque sua situação no governo ficou insustentável. Ele já vinha sendo fritado quase que desde antes de assumir. &lt;p&gt;A indicação da senadora Gleisi Hoffmann para o cargo causa diversas surpresas. Mas devia ser previsível. &lt;p&gt;Primeiro, porque Dilma quer oportunidades de nomear mulheres em seu governo. E não eram muitas as possibilidades, um dos motivos que levou à atabalhoada nomeação de Ana de Holanda (outra que podia cair logo). Com a nomeação de Gleisi, Dilma atende essa necessidade. &lt;p&gt;Outra questão envolvida indiretamente é que, com a ida de Gleisi para o ministério, assume o Senado um &lt;a href="http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=1134612&amp;amp;tit=Advogado-de-Ivaipora-vai-substituir-Gleisi-no-Senado"&gt;indicado de Orlando Pessuti&lt;/a&gt; &lt;p&gt;, aquele governador do PMDB que desistiu da candidatura à reeleição no Paraná a pedido de Lula e para apoiar uma chapa de consenso.  &lt;p&gt;Se Gleisi será boa ministra? &lt;p&gt;Não sei. Parece que é uma boa gestora (Dilma a conheceu quando era ministra das Minas e Energia, Gleisi trabalhava na diretoria finceira de Itaipu – antes disso, já tinha sido secretária do governo de Zeca do PT no Mato Grosso do Sul), e tem articulação próxima com o núcleo duro do governo há tempos, por ser casada com o ministro Paulo Bernardo. &lt;p&gt;A nomeação de Gleisi tem efeitos contraditórios para o Paraná: por um lado, um aumento da influência política do estado no Governo Federal, que agora será maior do que talvez já tenha sido nos tempos de Ney Braga (além de Gleisi, Paulo Bernardo está nas Comunicações, onde tem Lygia Pupato na Secretaria de Inclusão Digital); por outro lado, a representação do Paraná no Senado fica ridícula – dois ex-governadores caquéticos e uma cara que nunca exerceu nenhuma atividade política significativa. &lt;p&gt;-- &lt;em&gt;Para saber mais sobre o(a) autor(a) do post, &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/06/2011/entra-gleisi-hoffmann/"&gt;acesse o Amálgama&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1280628218801274524?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1280628218801274524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1280628218801274524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1280628218801274524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1280628218801274524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/06/sai-palocci-entra-gleisi-hoffmann.html' title='Sai Palocci Entra Gleisi Hoffmann'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-2968403151794838345</id><published>2011-06-08T01:11:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T01:11:51.699-03:00</updated><title type='text'>O novo Código Florestal, visto de Marte</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por Marcio Miotto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br"&gt;Amálgama&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;img title="Jos&amp;eacute; Cl&amp;aacute;udio Ribeiro da Silva e Maria do Esp&amp;iacute;rito Santo da Silva" alt="" src="http://www.amalgama.blog.br/wp-content/uploads/2011/06/ZE-RIBEIRO.jpg" width="400" height="225"&gt; &lt;p&gt;-- José e Maria da Silva, assassinados no Pará -- &lt;p&gt;Durante as famosas “&lt;a href="http://blogdosakamoto.com.br/2011/05/26/ah-voce-votou-errado-agora-aguenta/"&gt;discussões e audiências públicas&lt;/a&gt; ” sobre o Código Florestal, saltou aos olhos um tema digno de seriado norte-americano: segundo diversos ruralistas, as ONG’s ambientalistas estrangeiras seriam na verdade instrumentos estratégicos para atravancar o desenvolvimento do Brasil. E mais: junto com essas ONG’s, a imprensa brasileira faria uma grande campanha contra o novo Código, redigido pelo corajoso Aldo Rebelo.  &lt;p&gt;Calculado ou não, para além das teses implícitas (por ex.: ligar desenvolvimento ao fatal desflorestamento), o papel retórico disso era preciso: blindar os defensores do “novo” Código contra as inevitáveis críticas vindas do exterior. &lt;p&gt;Para enxergar o plano inteiro do debate, vale lembrar o caso de Chico Mendes. Antes de ser assassinado, ele procurou diversos jornalistas brasileiros. A procura não rendeu maior atenção. Esta apenas veio com vigor depois do assassinato receber grande repercussão mundial (Marina Silva, companheira de então, &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3408925-EI11691,00-A%20dor%20da%20gente%20saiu%20no%20jornal.html"&gt;descreveu esses momentos&lt;/a&gt; ). Em boa parte, foram as críticas &lt;em&gt;externas&lt;/em&gt; as responsáveis pela criação de uma sensibilidade coletiva &lt;em&gt;interna&lt;/em&gt;, favorável aos extrativistas e contrária aos coronéis da madeira.  &lt;p&gt;Na linha da grande conspiração das ONG’s, certo pessoal ligado ao PCdoB chegou a publicar artigos curiosos, &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=154362&amp;amp;id_secao=1"&gt;como esse&lt;/a&gt; . Segundo ele, há uma grande conspiração “multiculturalista” (expressa no Brasil pelo dependentismo de FHC), levando a imprensa a apoiar ONG’s majoritariamente financiadas pelo Departamento de Estado dos EUA! Como se os maiores órgãos de imprensa &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; se posicionassem &lt;a href="http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000435676"&gt;flagrantemente&lt;/a&gt; do lado dos ruralistas e portanto de Aldo Rebelo, ou como se o ambientalismo em questão se reduzisse a interesses externos.  &lt;p&gt;E mais: no mesmo dia da aprovação do Código, no Pará &lt;a href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/05/30/sua-vida-pode-ser-melhor-mas-o-congresso-nao-deixa/comment-page-1/"&gt;assassinaram&lt;/a&gt; dois extrativistas com requintes de crueldade (um deles teve a orelha arrancada). Dia 27 &lt;a href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/05/mais-um-campones-e-assassinado-na-amazonia"&gt;assassinaram&lt;/a&gt; outro líder. E no dia 28, uma testemunha do assassinato do Pará também foi &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5155012-EI6578,00-Morta+testemunha+no+caso+de+assassinato+de+extrativistas.html"&gt;encontrada morta&lt;/a&gt; &lt;p&gt;. Nenhum grande órgão brasileiro de imprensa vinculou os assassinatos à luta contra o desflorestamento e essa luta à votação. Considerando os ruralistas do PCdoB, isso deve ter sido uma falha imensa da imprensa pró-ONG’s. De todo modo, os próprios partidários de Aldo Rebelo não viram maiores problemas em vincular – aí sim, deliberadamente – os históricos latifundiários brasileiros com as “&lt;a href="http://www.pcdob.org.br/texto.php?id_texto_fixo=7&amp;amp;id_secao=145"&gt;aspirações&lt;/a&gt; ” comunistas, os herdeiros de Carlos Augusto Taunay com os herdeiros (?) de Karl Marx. Mas fora do Brasil muitos fizeram aquelas &lt;a href="http://news.mongabay.com/2011/0528-amazon_murders.html?utm_campaign=General+news&amp;amp;utm_medium=Twitter&amp;amp;utm_source=SNS.analytics"&gt;vinculações&lt;/a&gt; . Sob o contexto acima, um blog do &lt;em&gt;Le Monde&lt;/em&gt; viu tudo de longe, de um modo especialmente irônico (se é possível ser verdadeiramente irônico nesse caso). Seu título: “&lt;a href="http://laterrevuedemars.blog.lemonde.fr/"&gt;La Terre vue de Mars&lt;/a&gt; “, a Terra vista de Marte.  &lt;p&gt;Em &lt;a href="http://laterrevuedemars.blog.lemonde.fr/2011/05/26/bresil-le-gardien-de-lamazonie-assassine-et-le-code-forestier-assoupli-le-meme-jour/"&gt;um de seus textos&lt;/a&gt; , Mars liga José Claudio Ribeiro da Silva à “herança” de Chico Mendes. Fato: José Claudio foi um dos mortos no mesmo dia da votação do Código. Como Chico Mendes, ele lutava contra a impunidade dos desmatadores ilegais e previa a possibilidade de sua tragédia. Curiosamente, o desfecho apenas apareceu redigido por um observador longínquo: “Assassinado como Chico Mendes, em 1988″.  &lt;p&gt;Visto de “Marte”, o desmatamento aumentou no Brasil várias vezes no último trimestre (&lt;a href="http://hypescience.com/desmatamento-aumenta-enquanto-brasil-debate-novo-codigo-florestal/"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/desmatamento-na-amazonia-aumenta-mais-de-5-vezes"&gt;2&lt;/a&gt;). Alguma ligação com a possibilidade de “flexibilizar” a fiscalização diante da anistia prevista? Em tese, apenas os desmatamentos até 2008 seriam anistiados, mas…  &lt;p&gt;O artigo “marciano” não ligou a &lt;a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/base-contraria-governo-e-aprova-emenda-polemica-do-codigo-florestal.html"&gt;emenda&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ptnacamara.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=7466:codigo-florestal-emenda-164-e-uma-tragedia-para-o-brasil-diz-macedo&amp;amp;catid=42:rokstories&amp;amp;Itemid=108"&gt;164&lt;/a&gt; (responsável por conceder boa parte da regulação da anistia e desflorestamento aos estados) à política local de muitos estados, mas o texto evoca o primado da soja e o liga ao desmatamento. O colega de “Marte” talvez não saiba por exemplo que a política de estados como o Mato Grosso é fortemente influenciada pelo cultivo extensivo da soja (seu ex-governador é o maior produtor do mundo). Mas colocou perguntas não enunciadas por aqui na TV.  &lt;p&gt;Tais correlações são discutíveis e certamente muito mais complexas. Por exemplo, o próprio texto de Aldo Rebelo deveria ser confrontado criticamente – nenhum comunista reprovaria a necessidade de uma crítica efetiva – com os diferentes contextos brasileiros, não apenas ambientais mas sobretudo políticos. O histórico recente da imprensa brasileira mostra incríveis casos de acontecimentos analisados “publicamente” até as minúcias. Quem não lembra do fiasco do Jornal Nacional, ao “comprovar” com um perito que um objeto “muito pesado” foi “realmente” atirado contra José Serra na campanha de 2010? Energia dispendida com igual ou menor afinco certamente seria melhor aplicada em uma discussão bem feita sobre o Código Florestal. Ainda mais tendo em conta a flagrante pressa dos políticos, recheada com &lt;a href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lider-diz-que-voltou-atras-no-codigo-florestal-apos-movimento-que-poderia-levar-a-derrota-do-governo-20110512.html"&gt;polêmicas&lt;/a&gt; sobre versões ou adendos de última hora e acusações acaloradas sob palavras de baixo calão.  &lt;p&gt;De acordo com o jornalista britânico Robert Fisk, &lt;strong&gt;às vezes a imprensa se comporta em nível público &lt;em&gt;como se&lt;/em&gt; o acontecimento ocorresse entre dois indivíduos privados. &lt;em&gt;Como se&lt;/em&gt; – no presente caso – a disputa pelo Código Florestal se assemelhasse à briga de vizinhos de bairro. &lt;em&gt;Como se&lt;/em&gt; ela implicasse apenas duas partes em litígio, não um país inteiro. &lt;em&gt;Como se&lt;/em&gt; isso permitisse à imprensa o uso de um olhar neutro, situado “entre” ou “fora” de unidades idiossincráticas chamadas “ruralistas” e “ambientalistas”. Finalmente, &lt;em&gt;como se&lt;/em&gt; os pareceres de políticos fazendeiros de rincões remotos, contrários e contrapostos com &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://noticias.ufsc.br/2011/05/24/conselho-do-centro-de-ciencias-biologicas-divulga-carta-aberta-sobre-o-%E2%80%9Cnovo%E2%80%9D-codigo-florestal/"&gt;cartas coletivas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;de diversos departamentos brasileiros de pesquisa, servissem apenas como material de opinião ou escolha,&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/05/2011/codigo-florestal/"&gt;não de debate e refutação&lt;/a&gt;.  &lt;p&gt;Diante dessas posturas, o &lt;em&gt;texto&lt;/em&gt; de Rebelo, suas implicações e consequências “na prática”, seus diversos propósitos estratégicos, tudo isso se descartou sob a aparência da cobertura neutra da briga de vizinhos. E se tal cobertura mostra a si mesma como “neutra”, em contrapartida seu funcionamento efetivo é bastante compromissado, conforme se vê por exemplo no &lt;a href="http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000435676"&gt;editorial&lt;/a&gt; da Rede Bandeirantes favorável aos ruralistas.  &lt;p&gt;Em tese, “Marte” é um lugar não previsto pelo “cuidado” dos conspiracionistas ruralistas do PCdoB. Bom seria a discussão brasileira chamada “pública” acolher perguntas semelhantes às acima (infelizmente enunciadas tão longe), ou mesmo desmistificá-las rigorosamente ou apontar seus erros. Como se percebe, nem os pesquisadores brasileiros foram suficientemente ouvidos, como se apenas o encaixe na&amp;nbsp; categoria “ambientalista” fizesse juz a suas análises. Mas uma coisa em todo caso é certa: ouvindo ou não locais ou estrangeiros, os efeitos do debate – ou de sua ausência – sempre se recolhem – o comunista ruralista não negará isso – na materialidade da História, ou pelo menos Terra adentro. &lt;p&gt;-- &lt;em&gt;Para saber mais sobre o(a) autor(a) do post, &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/06/2011/o-novo-codigo-florestal-visto-de-marte/"&gt;acesse o Amálgama&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-2968403151794838345?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/2968403151794838345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=2968403151794838345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2968403151794838345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2968403151794838345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/06/o-novo-codigo-florestal-visto-de-marte.html' title='O novo Código Florestal, visto de Marte'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-7521332714974355715</id><published>2011-06-01T21:49:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T21:59:25.555-03:00</updated><title type='text'>Brasileiros, mais um esforço se quiserdes ser livres.</title><content type='html'>&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/05/2011/brasileiros-mais-um-esforco-se-quiserdes-ser-livres/"&gt;Amálgama&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;por Raphael Douglas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Esse é um texto utópico – infelizmente)&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;A frase do presente texto é uma paródia de um &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5301&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=857480536x"&gt;escrito do Marquês de Sade&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;. Este deu tudo o que pôde intelectualmente para ajudar a derrubar o regime monárquico em seu país. Tendo visto e vivido o extremo sucesso do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Francesa"&gt;10 de agosto de 1792 &lt;/a&gt;, clamava prudentemente aos seus compatriotas que era necessário, ainda, um esforço para extirpar os vapores da monarquia que continuavam a infectar os ares franceses. A indecisão popular de como organizar a república, deu espaço para a retomada do poder central na figura de Napoleão em 1804.  &lt;br /&gt;O que isso tem a ver com o nosso país? Tudo. É hora de derrubarmos a nossa própria Bastilha. Temos ainda o recente exemplo das revoluções árabes que estão indubitavelmente mudando o mundo, derrubando os desmandos sufocantes de poderes centrais. A entrega vital daqueles povos deve servir para nós como um arquétipo de busca de liberdade (no sentido mais genuíno da palavra). Todos nós sabemos, e o célebre Sócrates já indicava isso, que a democracia talvez não seja o melhor dos governos. Calma. Não se trata de proposições ditatoriais e nem de uma proposta de algum império de poder central. Assim como o seu sucessor Platão, desejava ardentemente a presença de gente capacitada para gerir um regime de poder descentralizado. Qualquer um sabe que nosso pitoresco país nunca, eu disse &lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt;, foi governado por gente capacitada. Gente capacitada é uma espécie de raça superior? Não. Dizer que alguém é capacitado é dizer que é necessariamente letrado? De maneira alguma. Se assim fosse, o retórico e cretino Fernando Collor teria sido o melhor até então. O que ele fez? Se você for da minha idade (27 anos) basta perguntar ao seu pai ou avô quanto eles tinham na poupança quando o ilustre ex-presidente seqüestrou o dinheiro do Brasil.  &lt;br /&gt;É hora de pensar como as crianças. Logo, é hora de pensar como filósofos e indagar o óbvio. A luz da obviedade ofusca a compreensão mais profunda da realidade. É hora das questões simplórias. Que estas não sejam respondidas por especialistas em política e estatística. O império da ciência não é a salvação da totalidade do mundo. É hora de questionar os fundamentos! Quem é gente capacitada para governar? Gente capacitada é gente com olhar de progresso e alívio entre os desiguais socialmente. Gente capacitada é a que luta para que não paguemos impostos altos em qualquer bem de consumo, inclusive a água! Gente capacitada não desvia dinheiro de instituições públicas, não escraviza humanos em fazendas, não manda assassinar gente honesta, não desrespeita o meio ambiente, não enriquece com dinheiro público, não paga motéis de luxo para desfrutar de boas prostitutas com o dinheiro do contribuinte, não privilegia banqueiros, preocupa-se em minorar o sofrimento de comunidades carentes, não lava dinheiro em loterias, não utiliza a fé como fator de exploração financeira, não manipula a mídia, não se interessa que a população continue analfabeta. Gente capacitada enxerga a educação como panacéia de cura da burrice induzida. Os que são genuinamente capacitados a governar são aqueles que sofrem ao ver uma criança habitando as ruas e passado fome.  &lt;br /&gt;Um indivíduo capacitado a governar não é, sob hipótese alguma, acusado de sonegação fiscal, nunca é pego em falsidade ideológica, não nomeia laranjas para acumular riquezas ilícitas, nunca comete apropriação indébita, não se mancha com peculato, não é comparado a nenhum ser vivo parasitário como os sanguessugas, não comete improbidade administrativa, não sofre acusação de crime eleitoral, não compra voto com sacos de feijão e cimento, não declara imposto de renda falso, não comete crime contra a ordem tributária, não empreende crimes contra o consumidor e nunca precisa passar pela inquisição de uma CPI.  &lt;br /&gt;Essa lista de obscuridades comportamentais é infinita? A prática da corrupção no Brasil será eterna? Ficaremos eternamente passivos diante dessa realidade?  &lt;br /&gt;* * *  &lt;br /&gt;Nós não temos uma boa e saudável constituição social no Brasil. Estamos morrendo como indivíduos e apodrecendo enquanto coletividade. Os políticos corruptos são um despautério constante e permanecem rindo grotescamente em nossas caras. Nossa macropolítica é um equívoco. Mas está tudo &lt;i&gt;globeleza&lt;/i&gt;! E nós não fazemos nada! Eu me sinto um indivíduo apático. Apático é um indivíduo sem paixões (&lt;i&gt;apátheia&lt;/i&gt;). Mas há paixões que começam a amotinar o meu espírito (e sinto que de muitos ao meu redor). Tenho sonhado cada dia com o tempo em que marcharemos juntos nas ruas do Brasil tal qual fizeram muito recentemente seres humanos ávidos por liberdade no Egito e na Líbia. Sonho com o dia em que expulsaremos não um só ditador, mas centenas de pequenos coronéis que me fazem ter a infeliz vontade de sair desse lindo país que não se livra da metástase da corrupção. Por todos os deuses se eles existem! Que prazer incomensurável seria poder ver punido em praça pública um político acusado de escravidão ou outro que desvia dinheiro de merenda escolar. Que imagem de beleza incomparável o congresso nacional “incendiado” com todos os corruptos “enforcados” lado a lado. Mudaremos um dia?  &lt;br /&gt;* * *  &lt;br /&gt;A capital política do país é longe de tudo e de todos. Imagem mor do estado burocrático no qual agonizamos. Marchar até lá é de uma dificuldade sem precedentes. Mas por que não fazê-lo? Seria estúpido parar o país? Congelar a produção e decretar estado de crise? É hora de proporcionar um curto-circuito na identidade brasileira. Só uma crise nos fundamentos para abalar o edifício das mentiras que nos fazem engolir. É hora de esquecermos um pouco as individualidades egóicas e marchamos. Sim, marchar! Com que objetivo? “Assassinar” toda uma geração de frutos podres que cometem toda sorte de manobras pusilânimes com o &lt;i&gt;meu&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;seu&lt;/i&gt; dinheiro. Marchar até Brasília e levar o caos público e financeiro, sim. A pé, com carros, animais de tração, avião, seja lá como. É hora de cobrar salário zero aos políticos. É hora de arrancar do poder o vereador ladrão e no lugar dele nomear gente que serve sopa nas madrugadas do Brasil. Prefeito é aquele que ama a cidade em que nasceu e só! É hora de enxergar o óbvio.  &lt;br /&gt;É hora da percepção infantil. É hora de exigir uma porcentagem efetivamente grande do PIB nacional para que seja aplicado na moribunda e sucateada área educacional. Um professor do estado brasileiro, assinalou muito recentemente a professora &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IPdiRFSyxdg"&gt;Amanda Gurgel&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;, sofre como um burro de carga para tentar desesperadamente educar quem não recebe a mínima estrutura educacional. É hora de usar todo o potencial financeiro e natural desse famigerado país para tirar das ruas quem passa fome. Esse discurso não é o sentimento de um adolescente líder de uma banda &lt;i&gt;punk&lt;/i&gt;. É um desabafo espiritual de um cidadão que analisa friamente os fenômenos que o rodeia. É hora de educação política. É chegado o tempo da desalienação. É o momento de purificar os ares pútridos e fétidos da política que manda e desmanda nessa terra maravilhosa.  &lt;br /&gt;Quem daria a vida por uma prática política honesta? Quem seria, hoje em dia, capaz de morrer por seus iguais e por gente que ainda nem nasceu? Quando políticos ruralistas vaiam a morte de um ambientalista que deu a vida pela proteção dos nossos bens naturais, é porque estamos numa época de profunda e bizarra anomia. É hora de suspender a moral e mandar o jeitinho brasileiro para o espaço! Se esse texto é uma utopia pré-adolescente? Espero que sim. Ao menos não corro o risco de estar fora de intenções inocentes, que são as verdadeiramente genuínas.  &lt;br /&gt;-- &lt;i&gt;Para saber mais sobre o(a) autor(a) do post, &lt;a href="http://www.amalgama.blog.br/05/2011/brasileiros-mais-um-esforco-se-quiserdes-ser-livres/"&gt;acesse o Amálgama&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-7521332714974355715?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/7521332714974355715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=7521332714974355715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7521332714974355715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7521332714974355715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/06/brasileiros-mais-um-esforco-se.html' title='Brasileiros, mais um esforço se quiserdes ser livres.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-2074750616985015946</id><published>2011-05-29T23:02:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T23:02:38.027-03:00</updated><title type='text'>Dilma: “O desmatamento não pode ser anistiado”</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt; 26.05.2011 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A presidente Dilma concedeu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto e comentou temas polêmicos surgidos nas últimas semanas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abaixo, estão os principais trechos:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Código florestal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu quero reiterar, aqui, a minha posição a respeito dessa questão. Eu não concordo que o Brasil seja um país que não tenha condição de combinar a situação de grande potência agrícola que ele é com a grande potência ambiental que ele também é. Nós temos, sim, condições de fazer isso. Por isso, eu não sou a favor da consolidação dos desmatamentos, da anistia aos desmatamentos. Eu acho que no Brasil houve uma prática que a gente não pode deixar que se repita. Muitas vezes se anistiava, por exemplo, dívidas, e novamente se anistiava dívidas, e as dívidas eram novamente anistiadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desmatamento não pode ser anistiado, não por nenhuma vingança, mas porque as pessoas têm de perceber que o meio ambiente é algo muito valioso que nós temos de preservar, e que é possível preservar meio ambiente – extremamente possível –, produzir os nossos alimentos, sermos a maior… uma das maiores… Eu não vou dizer a maior porque podia parecer muita pretensão, mas nós estamos, sem sombra de dúvida, entre os maiores produtores de alimentos do mundo, e acho que seremos, nas próximas décadas, o maior produtor de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nós podemos fazer isso perfeitamente, preservando o meio ambiente, como temos feito sistematicamente um esforço nessa direção. Não sou a favor, não sou a favor da emenda, fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos aqueles que divergem de mim, continuarei firme, defendendo a mudança dessa emenda no Senado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vetos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu, primeiro, tentarei construir uma solução [para o Código Florestal] que não leve a essa situação de impasse que ocorreu na Câmara, lá no Senado. Agora, quero dizer a vocês que eu tenho compromisso com o Brasil. Eu não abrirei mão de compromisso com o Brasil. Nós temos obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos Poderes e temos de nos respeitar: Judiciário, Legislativo e Executivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu tenho a prerrogativa do veto. Se eu julgar que qualquer coisa prejudica o país, eu vetarei. A Câmara pode derrubar o veto, não é? Você tem ainda as instâncias judiciais. O que eu quero dizer é que eu sou a favor do caminho da compreensão e do entendimento, eu sou a favor deste caminho. O governo tem uma posição, espero que a base siga a posição do governo. Não tem dois governos, tem um governo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contra a homofobia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais. Nem de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas. Agora, o governo pode, sim, fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu não concordo com o kit [que traz vídeos e manuais contra a homofobia]. Porque eu não acho que faça a defesa de práticas não homofóbicas. Eu não assisti aos vídeos. Um pedaço que eu vi na televisão, passado por vocês, eu não concordo com ele. Agora, esta é uma questão que o governo vai revisar. Não haverá autorização para esse tipo de política, de defesa de A, B, C ou D. Agora, nós lutamos contra a homofobia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Politização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quero assegurar a vocês que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle, as explicações necessárias. Espero que esta seja uma questão que não seja politizada, como foi o caso do que aconteceu ontem, o caso lastimável, que é aquela questão da devolução dos impostos da empresa WTorre. A Fazenda demorou um determinado tempo, acima, se eu não me engano, em torno de dois anos, e a Justiça determinou à Fazenda o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata, de maneira alguma, de nenhuma manipulação. Lamento que um caso desse tipo esteja sendo politizado. Quero reiterar que o ministro Palocci dará todas as explicações para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público, que serão dadas nos próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-2074750616985015946?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/2074750616985015946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=2074750616985015946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2074750616985015946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2074750616985015946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/05/dilma-o-desmatamento-nao-pode-ser.html' title='Dilma: “O desmatamento não pode ser anistiado”'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-316401129733309267</id><published>2011-05-22T01:57:00.001-03:00</published><updated>2011-05-22T01:57:37.405-03:00</updated><title type='text'>Justiça Federal suspende efeitos de decisão da SDE contra os médicos.</title><content type='html'>&lt;p&gt;O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) obtiveram uma importante vitória na Justiça contra a Secretaria de Direito Econômico (SDE). Após analisar ação impetrada pelo CFM, o juiz Antonio Correia, da 9 ª Vara Federal, em Brasília, concedeu pedido de antecipação de tutela em detrimento de medidas preventivas determinadas pelo órgão do Ministério da Justiça que impedia os médicos - por meio de suas entidades representativas - de expressarem sua opinião e pleitos com relação aos planos de saúde. &lt;br&gt;Em sua decisão, o magistrado considerou o processo administrativo instaurado pela SDE "viciado pelo abuso de poder, dada a ausência de competência para interferir nas relações dos médicos com seus pacientes ou com os planos de saúde". O juiz argumenta ainda que com seus atos as operadoras pretendem "mediante contrato de adesão, fazer com que trabalhem para terceiros que solicitam os serviços de sua arte científica pelos valores que se propõe a pagar". &lt;br&gt;Essa é a mesma tese defendida pelas entidades médicas: de que as operadoras de planos de saúde têm agido de forma desequilibrada em sua relação com os médicos ao imporem os valores dos honorários de consultas e procedimentos sem fazer os reajustes devidos. &lt;br&gt;De acordo com levantamento realizado pelo CFM, pela Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), em sete anos (de 2003 a 2009), os planos médico-hospitalares tiveram 129% de incremento na movimentação financeira, passando de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões. O valor da consulta, no mesmo período, subiu apenas 44%. Isso em média apurada pela própria ANS. Em 2011, há operadoras que ainda pagam o absurdo de R$ 25,00 a consulta. &lt;br&gt;Empresa - Na sua decisão, juiz se refere à impropriedade dos argumentos apresentados pela SDE em sua ação contra os médicos e entidades que lutam por melhores condições de trabalho e de assistência pelos planos de saúde. Para ele, a Secretaria extrapolou: "a competência é a atribuição, por lei, de poderes para a produção do ato. Ausente esta, o ato estará viciado pelo abuso de poder e não terá validade e nem eficácia". &lt;br&gt;"Estou convencido de que as expressões mercado e empresa não se confundem e nem se aplicam à prática da atividade da medicina e suas relações com seus pacientes ou com as empresas que contratam com o público em geral o fornecimento de serviços, mediante adesão e pagamento de valor mensal, bem como o órgão de fiscalização da atividade criado por lei com competência específica, que não atua no mercado ou como empresa", cita em sua decisão. &lt;br&gt;O ato praticado pela SDE foi motivo de pesadas críticas pelo CFM. Em nota distribuída à sociedade, a entidade afirma que decisão da Secretaria "desrespeitou a Constituição e as leis que fundamentam a cidadania e as liberdades de organização e de expressão no Brasil, agindo como um instrumento digno dos piores regimes autoritários a serviço de interesses políticos ou privados". &lt;br&gt;O CFM e os CRMs afirmara, ainda em sua nota, que a SDE se revelou injusta ao tratar os médicos e empresários de forma desproporcional: de um lado, penaliza o movimento de profissionais da Medicina como um cartel, sujeitando-o a medidas adequadas às empresas; de outro, ignora a ação coordenada dos empresários, que acumulam lucros exorbitantes, e condena trabalhadores e pacientes a se sujeitar ao pouco oferecido sem direito a reação. &lt;br&gt;"Este processo abriu precedentes sombrios e soa um alerta para a sociedade: se hoje o alvo da SDE são os médicos, em breve a artilharia pode se voltar para advogados, arquitetos, engenheiros, jornalistas, professores, metalúrgicos ou qualquer outra categoria que OUSE lutar para que seus direitos e sua voz sejam ouvidos e respeitados", profetizaram o CFM e os CRMs em seu posicionamento público. &lt;br&gt;&lt;b&gt;NOTA DE ESCLARECIMENTO À IMPRENSA E À SOCIEDADE&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Em atenção à imprensa e à sociedade, em virtude de notícias veiculadas nesta sexta-feira (20), o Conselho Federal de Medicina (CFM) vem esclarecer que: &lt;br&gt;1) A decisão da Justiça Federal que suspendeu os efeitos de medidas preventivas adotadas pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) não autoriza os médicos a cobrarem valores adicionais de seus pacientes conveniados aos planos de saúde; &lt;br&gt;2) O CFM - amparado pelo Código de Ética Médica - proíbe este tipo de ação por parte de profissionais; &lt;br&gt;3) Deve ser ressaltado que a decisão da Justiça autoriza os médicos e suas entidades a retomarem no processo de negociação em curso com as operadoras o uso de valores referenciais para a definição dos honorários, balizados pela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que tem sido referendada pelo Poder Judiciário; &lt;br&gt;4) Para o CFM, os médicos insatisfeitos com os valores oferecidos pelas operadoras podem se descredenciar - seguindo os critérios previstos em contratos - e preservando a assistência médica; &lt;br&gt;5) A decisão da Justiça deixa claro que a SDE não tem competência sobre os médicos e suas entidades, pois não se tratam de empresas, mas, sim, de profissionais liberais e seus representantes. &lt;br&gt;O CFM considera a decisão uma vitória para os médicos e para a sociedade e espera, que do diálogo com os representantes das empresas da saúde suplementar, possam surgir as soluções para assegurar a devida assistência à população. &lt;br&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cremeb.org.br/cremeb.php?m=site.item&amp;amp;item=883&amp;amp;idioma=br"&gt;Portal Cremeb &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-316401129733309267?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/316401129733309267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=316401129733309267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/316401129733309267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/316401129733309267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/05/justica-federal-suspende-efeitos-de.html' title='Justiça Federal suspende efeitos de decisão da SDE contra os médicos.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-8949281701979252292</id><published>2011-05-07T00:06:00.001-03:00</published><updated>2011-05-07T00:06:06.304-03:00</updated><title type='text'>A distribuição de renda no Brasil após a derrota das políticas neoliberais.</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;font size="5"&gt;Para continuar a distribuir renda&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Fonte: Artigo transcrito de &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/para-continuar-a-distribuir-renda"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;Autor: Emiliano José&lt;/em&gt; &lt;em&gt;6 de maio de 2011 às 16:15h&lt;/em&gt; &lt;p&gt;A vitória de um projeto político, o da revolução democrática, que segue seu curso desde o início de 2003, quando Lula tomou posse, leva à necessidade de uma compreensão do papel da política para o desenvolvimento. Ou dito de outra forma, o desenvolvimento econômico pode ser de variada natureza, e depende essencialmente das variáveis políticas. Não fosse a vitória de Lula em 2002, e o Brasil seria outro, e muito pior. Ao menos para o povo brasileiro. &lt;p&gt;Tenho dito com insistência que nós ainda não dominamos, como é natural, o intenso processo de mudanças que o Brasil está experimentando. É muito mais profundo do que a nossa vista pode alcançar. Até porque é muito difícil apreender as coisas em sua perspectiva histórica com os olhos do presente. Mas, tenho insistido na importância de procurarmos os dados que nos deem algumas pistas do que verdadeiramente está ocorrendo como decorrência das políticas de governo. É o esforço desse texto. &lt;p&gt;A renda per capita média brasileira subiu quase 24% em termos reais entre 2001 e 2009, claro que em decorrência, sobretudo, da nova fase de desenvolvimento experimentada sob os dois mandatos do presidente Lula. Renda média, no entanto, tem que ser decifrada. Quem ganhou mais nessa fase? É uma pergunta feita pelo economista-chefe do Centro de Políticas Sociais e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri. &lt;p&gt;Em artigo publicado em A Tarde (10/4/2011), Neri informa que a renda dos 10% mais pobres subiu mais de 69% no período. Isso é que explica a explosão positiva do consumo dos pobres, evidencia o surgimento de uma nova classe média, a superlotação dos aeroportos, a aglomeração dos shoppings, a expansão do comércio em todas as frentes. Esse ganho cai, e eis um dado extremamente positivo, quando a renda aumenta. E digo positivo porque significa que está havendo alguma distribuição de renda. &lt;p&gt;Assim, o ganho dos 10% mais ricos foi de 12,8%, bem abaixo do ganho dos mais pobres e mais próximo da média. Agora, é importante procurar elementos que nos confrontem com a desigualdade profunda que nos atormenta, e o professor Neri também trabalha com esses dados. Se considerarmos gênero, a renda das mulheres subiu quase 38%. A dos homens, pouco mais de 16%. Ponto para elas, que antes sempre viam a renda deles subir mais. E olhemos para os classificados como pretos e pardos: a renda dos primeiros sobe em torno de 43% e a dos segundos, mais de 48%. &lt;p&gt;Não por acaso o título do artigo do professor é “O Brasil começa a se libertar da herança escravagista”. Começa. Quanto à escolaridade, a renda das pessoas sem nenhuma escolaridade sobe nada menos que mais de 53%. A renda das pessoas com pelo menos o nível superior incompleto cai 9% – ainda aqui outra evidência de distribuição de renda. Numa análise regionalizada, e é importante para perceber as razões das mudanças nordestinas, no Nordeste, a região mais pobre do País, a renda subiu quase 42% contra quase 16% no Sudeste, a mais rica. &lt;p&gt;E se quisermos chegar aos Estados, para exemplificar, a renda no Maranhão sobe quase 47%, antes o Estado mais pobre, contra um crescimento de pouco mais de 7% de São Paulo, o Estado mais rico. Em Sergipe, aqui tão perto de nós, a renda sobe 58%. Andando pelas capitais, outro exemplo: Teresina, no Piauí, experimentou a maior taxa de crescimento, mais de 56%. Nas periferias, o crescimento mais elevado se deu em Fortaleza, com um aumento de renda da ordem de 52%. A capital paulista e sua grande periferia cresceram, respectivamente, 2,3% e 13,1%. &lt;p&gt;Anotemos que o padrão de um maior crescimento da periferia em relação às capitais se deu em sete das nove grandes metrópoles brasileiras, como acentua o professor Neri. Podemos ir agora à relação campo/cidade. A renda nas áreas pobres rurais cresceu mais de 49% contra 16% das metrópoles e quase 27% das demais cidades. Outro dado de distribuição de renda. &lt;p&gt;Tudo isso evidencia, que nesse início de século XXI, diz o professor Neri, houve crescimento da renda dos mais pobres, daqueles tradicionalmente excluídos, como analfabetos, negros, nordestinos, populações periféricas, dos campos e construções. Tal tendência não se observou nos países desenvolvidos e nos demais Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), onde a desigualdade cresce. &lt;p&gt;Isso tudo deve nos levar a refletir. Primeiro que não há espontaneidade nessa distribuição. Houve uma política deliberada do governo Lula, em oposição à trajetória anterior do governo FHC, de distribuir renda para os mais pobres. Segundo: há uma longa caminhada pela frente. A nossa desigualdade social ainda é muito grande. Com Dilma, a luta continua. Tem que continuar. &lt;p&gt;E a presidenta tem dado demonstrações evidentes de que não mudará esse curso. Ao contrário, pretende aprofundá-lo. Nos próximos dias, deve anunciar com detalhes o programa de erradicação da miséria no Brasil, seguindo as conquistas do governo Lula. Será um conjunto de medidas destinadas a fazer do Brasil um País de todos. Será a continuidade de uma política, a política de continuar crescendo, mas fazendo isso com a obstinação de sempre prosseguir distribuindo renda. &lt;p&gt;As políticas neoliberais foram derrotadas no Brasil. Elas têm um foco: o mercado. E não só isso, um mercado restrito, que foi a maneira como Fernando Henrique governou durante oito anos. O mercado de massas, que a esquerda sempre defendeu para o Brasil, foi constituído por Lula e será ampliado com Dilma, para o bem do povo brasileiro, especialmente dos mais pobres. Esse projeto político conquistou o povo brasileiro. Deu duas vitórias a Lula. Deu vitória a Dilma. Quer continuar a mudar o Brasil. Para melhor. &lt;p&gt;*Jornalista, escritor, deputado federal (PT/Ba) &lt;p&gt;&lt;a href="mailto:emiljose@uol.com.br"&gt;emiljose@uol.com.br&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.emilianojose.com.br/"&gt;www.emilianojose.com.br&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;img alt="" src="http://1.gravatar.com/avatar/f0ece6464b58605374963afad7290c5c?s=50&amp;amp;d=http%3A%2F%2F1.gravatar.com%2Favatar%2Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%3Fs%3D50&amp;amp;r=G" width="50" height="50"&gt; &lt;h6&gt;Emiliano José&lt;/h6&gt; &lt;p&gt;Emiliano José é jornalista, escritor, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. www.emilianojose.com.br   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-8949281701979252292?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/8949281701979252292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=8949281701979252292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8949281701979252292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8949281701979252292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/05/distribuicao-de-renda-no-brasil-apos.html' title='A distribuição de renda no Brasil após a derrota das políticas neoliberais.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-3218206907226225943</id><published>2011-05-04T23:25:00.001-03:00</published><updated>2011-05-04T23:25:50.335-03:00</updated><title type='text'>O Assassinato de Osama Bin Laden</title><content type='html'>&lt;h5&gt; &lt;h1&gt;Demasiadamente desumano&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;Autor : Mair Pena Neto&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Publicado em : &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/noticia/demasiadamente-desumano"&gt;Direto da Redação&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_wxVqGISuQ8w/TcIKqsG8kLI/AAAAAAAArZ0/vjtPbRvArYo/s1600-h/Osama%20Bin%20Laden%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Osama Bin Laden" border="0" alt="Osama Bin Laden" src="http://lh3.ggpht.com/_wxVqGISuQ8w/TcIKrRMLwHI/AAAAAAAArZ4/AD9oqqpbeRU/Osama%20Bin%20Laden_thumb.jpg?imgmax=800" width="244" height="163"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A morte de Osama Bin Laden foi um circo dos horrores com todos os elementos que atestam a precariedade de nossa condição humana. Um homem, por pior que ele seja, foi executado, seu corpo jogado ao mar e as pessoas sairam às ruas para comemorar em júbilo, como se estivessem no coliseu vibrando com cristãos jogados às feras. Desumano, demasiadamente desumano. &lt;p&gt;Compreende-se toda a revolta dos americanos e não americanos que perderam pessoas queridas no atentado de 11 de setembro de 2001. Nada justifica tamanha atrocidade, mas a reação não pode ser proporcional em termos de irracionalidade e nem ser considerada natural, como se fossemos todos selvagens. A humanidade evoluiu ao longo dos séculos. Conquistamos direitos e desenvolvemos valores que devem ser respeitados. Execução sumária é crime e não pode ser estimulada. Seja a de Bin Laden ou do chefe do tráfico de um morro carioca. &lt;p&gt;A operação teve requintes de sadismo. Obama pode acompanhá-la ao vivo por meio de imagens geradas por câmaras montadas nos capacetes dos fuzileiros navais que invadiram a fortaleza do líder da Al Qaeda, no Paquistão, e depois disse que a justiça foi feita. Que tipo de justiça? A vingança, o olho por olho dente por dente? &lt;p&gt;Bin Laden estava desarmado e segundo o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, teria resistido. Como? Será que pulou no pescoço de um marine armado até os dentes? Se estava desarmado, por que não foi detido e levado a interrogatório e julgamento. Será que a captura do principal líder da maior organização terrorista não teria sido útil para obter mais informações e desmantelá-la definitivamente? Ou Bin Laden se tornaria um prisioneiro incômodo, cujas revelações poderiam constranger e comprometer muita gente na inteligência e no governo americanos? &lt;p&gt;A versão inicial foi a de que Bin Laden teria sido morto numa troca de tiros. O que provocou a mudança na história? O porta-voz da Casa Branca disse que foi a necessidade de dar detalhes imediatos de uma complexa operação militar. Não convenceu. Se ela foi acompanhada ao vivo por Obama e seus auxiliares, como foi transmitida para o público de maneira diferente da que foi testemunhada? &lt;p&gt;A raiva das ruas não teria se transferido para os bem preparados marines sem ordens superiores. A execução que se revela a cada dia teria destroçado o líder da Al Qaeda. Essa é uma das razões porque sua imagem não pode ser exibida. Bin Laden estaria dilacerado e desfigurado pela execução por armas de alto impacto. Pelos relatos divulgados até agora, uma das mulheres de Bin Laden ficou ferida. Onde ela se encontra? Seria importante saber sua versão do ataque. &lt;p&gt;A falta de uma imagem de Osama morto alimenta teorias conspiratórias. O mundo tem que acreditar no que o governo dos Estados Unidos afirma. Que o líder terrorista foi morto nessa operação, que exames de DNA comprovam que era ele mesmo e que seu corpo foi jogado ao mar. Quando Che Guevara foi executado na selva da Bolívia, seu corpo foi fotografado e suas mãos cortadas para identificação posterior que não deixasse dúvidas de que o guerrilheiro que assombrava os EUA tinha sido morto. O requinte macabro não impediu a criação do mito e a inspiração que exerceu sobre gerações. &lt;p&gt;Seria pouco provável que os EUA blefassem com a morte de Bin Laden, já que o governo poderia ser desmoralizado por uma futura aparição do líder da Al Qaeda em algum vídeo enviado a Al Jazeera, fora a derrota de Obama na próxima eleição. Mas os EUA estão condenados a provar o fato, o que deve causar constrangimento e novas cenas de barbárie. O porta-voz da Casa Branca afirma que a imagem macabra pode ferir sensibilidades, mas o diretor da CIA, Leon Panetta, acha que em algum momento elas terão que vir a público. &lt;p&gt;Discussão repugnante, que assim como a morte de Bin Laden não representa o fim do terrorismo. As transformações democráticas em curso no Oriente Médio prometiam reduzir o espaço para a Al Qaeda e similares. A fúria irracional pode renascer agora.&lt;/h5&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-3218206907226225943?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/3218206907226225943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=3218206907226225943&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3218206907226225943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3218206907226225943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/05/o-assassinato-de-osama-bin-laden.html' title='O Assassinato de Osama Bin Laden'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_wxVqGISuQ8w/TcIKrRMLwHI/AAAAAAAArZ4/AD9oqqpbeRU/s72-c/Osama%20Bin%20Laden_thumb.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-8225110692861692899</id><published>2011-05-04T01:05:00.001-03:00</published><updated>2011-05-04T01:05:24.238-03:00</updated><title type='text'>A luta de classes política nos Estados Unidos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17290&amp;amp;alterarHomeAtual=1"&gt;Carta Maior&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza. O artigo é de Jeffrey Sachs. &lt;p&gt;Jeffrey Sachs - SinPermiso &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 05/01/2011&lt;/a&gt; &lt;p&gt;Os Estados Unidos estão em rota de colisão consigo mesmo. O acordo firmado em dezembro entre o presidente Barack Obama e os republicanos no Congresso para manter os cortes de impostos iniciados há uma década pelo presidente George W. Bush está sendo saudado como o começo de um novo consenso bipartidário. Creio, ao contrário, que é uma falsa trégua naquilo que será uma batalha campal pela alma da política estadunidense.&lt;br&gt;Do mesmo modo que ocorre em muitos países, os conflitos sobre a moral pública e a estratégia nacional se reduzem a questões envolvendo dinheiro. Nos Estados Unidos, isso é mais certo do que nunca. O país tem um déficit orçamentário anual ao redor de US$ 1 trilhão, que pode aumentar ainda mais como resultado de um novo acordo tributário. Esse nível de endividamento anual é demasiadamente alto. É preciso reduzi-lo, mas como?&lt;br&gt;O problema é a política corrupta e a perda de moral cívica dos EUA. Um partido político, o Republicano, aposta em pouco mais do que reduzir os impostos, objetivo que coloca acima de qualquer outro. Os democratas têm um leque mais amplo de interesses, como o apoio ao serviço de saúde, a educação, a formação e a infraestrutura. Mas, como os republicanos, também estão interessados em presentear com profusão cortes de impostos para seus grandes contribuintes de campanha, entre os quais predominam os estadunidenses ricos.&lt;br&gt;O resultado é um paradoxo perigoso. O déficit orçamentário dos EUA é enorme e insustentável. Os pobres são espremidos pelos cortes nos programas sociais e um mercado de trabalho fraco. Um em cada oito estadunidenses depende de cartões de alimentação para comer. No entanto, apesar deste quadro, um partido político quer acabar com as receitas tributárias por completo, e o outro se vê arrastado facilmente, contra seus melhores instintos, na tentativa de manter contentes seus contribuintes ricos.&lt;br&gt;Este frenesi de cortes de impostos vem, incrivelmente, depois de três décadas de um regime tributário de elite nos EUA, que favoreceu os ricos e poderosos. Desde que Ronald Reagan assumiu a presidência em 1981, o sistema orçamentário dos Estados Unidos se orientou para apoiar a acumulação de uma imensa riqueza no topo da pirâmide da distribuição de renda. Surpreendentemente, o 1% mais rico dos lares estadunidenses tem agora um valor mais alto que o dos 90% que estão abaixo. A receita anual dos 12 mil lares mais ricos é maior que o dos 24 milhões de lares mais pobres.&lt;br&gt;O verdadeiro jogo do Partido Republicano é tratar de fixar em seu lugar essa vantagem de receitas e riquezas. Temem, corretamente, que cedo ou tarde todo o mundo comece a exigir que o déficit orçamentário seja atacado, em parte, elevando os impostos para os ricos. Depois de tudo o que ocorreu, os ricos vivem melhor do que nunca, enquanto que o resto da sociedade estadunidense está sofrendo. Tem todo sentido aplicar mais impostos aos mais ricos.&lt;br&gt;Os republicanos se propõem a evitar isso a qualquer custo. Até aqui tiveram êxito. Mas querem fazer com que sua vitória tática – que propõe o reestabelecimento das taxas tributárias anteriores a Bush por dois anos – seja seguida por uma vitória de longo prazo na próxima primavera. Seus líderes no Congresso já estão dizendo que vão cortar o gasto público a fim de começar a reduzir o déficit.&lt;br&gt;Ironicamente, há um âmbito onde certamente se justifica fazer grandes cortes orçamentários: as forças armadas. Mas esse é o tema que a maioria dos republicanos não vai tocar. Querem cortar o orçamento não mediante o fim da inútil guerra no Afeganistão e a eliminação dos sistemas de armas desnecessários, mas sim cortando recursos da educação, da saúde e de outros benefícios da classe pobre e trabalhadora.&lt;br&gt;Ao final, não creio que o consigam. No momento, a maioria dos estadunidenses parece estar de acordo com os argumentos republicanos de que é melhor diminuir o déficit orçamentário mediante cortes de gastos ao invés de aumento de impostos. No entanto, quando chegar a hora de fazer propostas orçamentárias reais, haverá uma reação cada vez maior. &lt;br&gt;Prevejo que, empurrados contra a parede, os estadunidenses pobres e da classe trabalhadora começarão a se manifestar por justiça social.&lt;br&gt;Isso pode levar tempo. O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza.&lt;br&gt;Mas não nos equivoquemos: ambos partidos estão implicados. Já se fala que Obama vai arrecadar US$ 1 bilhão ou mais para sua campanha de reeleição. Esta soma não virá dos pobres.&lt;br&gt;O problema para os ricos é que, tirando os gastos militares, não há mais espaço para cortar o orçamento do que em áreas de apoio básico para a classe pobre e trabalhadora. Os EUA realmente vão cortar os auxílios de saúde e as aposentadorias? O orçamento será equilibrado reduzindo-se o gasto em educação, no momento que os estudantes dos EUA já estão sendo superados por seus colegas da Ásia? Os EUA vão, de fato, permitir que sua infraestrutura pública siga se deteriorando? Os ricos tratarão de impulsionar esse programa, mas ao final fracassarão.&lt;br&gt;Obama chegou a poder com a promessa de mudança. Até agora não fez nenhuma. Seu governo está cheio de banqueiros de Wall Street. Seus altos funcionários acabam indo se unir aos bancos, como fez recentemente seu diretor de orçamento, Peter Orszag. Está sempre disposto a atender os interesses dos ricos e poderosos, sem traçar uma linha na areia, sem limites ao “toma lá, dá cá”.&lt;br&gt;Se isso seguir assim, surgirá um terceiro partido, comprometido com a limpeza da política estadunidense e a restauração de uma medida de decência e justiça. Isso também levará um tempo. O sistema político está profundamente ligado aos dois partidos no poder. No entanto, o tempo da mudança virá. Os republicanos acreditam que têm a vantagem e podem seguir pervertendo o sistema para favorecer os ricos. Creio que os acontecimentos futuros demonstrarão o quanto estão equivocados.&lt;br&gt;&lt;i&gt;(*) Jeffrey Sachs é professor de Economia e Diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia. Também é assessor especial do secretário geral das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio.&lt;br&gt;Traduzido do inglês para www.project-syndicate.org por David Meléndes Tormen.&lt;br&gt;Tradução para Carta Maior: Katarina Peixoto&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-8225110692861692899?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/8225110692861692899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=8225110692861692899&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8225110692861692899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8225110692861692899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/05/luta-de-classes-politica-nos-estados.html' title='A luta de classes política nos Estados Unidos'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-5863530461586517413</id><published>2011-05-04T00:53:00.001-03:00</published><updated>2011-05-04T00:53:56.222-03:00</updated><title type='text'>Duas sugestões de leitura para pensar o pós-11 de setembro</title><content type='html'>&lt;p&gt;Transcrito de &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17750"&gt;Carta Maior - Editoria Política&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;Retorno de dois títulos da Boitempo Editorial às livrarias enriquece a reflexão sobre o cerne de alguns dos principais impasses políticos que marcam este início do século XXI. "Bem vindo ao deserto do Real", do filósofo esloveno Slavoj Zizek, e "Estado de Exceção", do filósofo italiano Giorgio Agamben, tratam de temas centrais do nosso tempo: autoritarismo, terrorismo, fundamentalismo, império, as relações do cinema com o poder, a guerra e os conflitos globais.  &lt;p&gt;Redação  &lt;p&gt;&lt;a&gt;Data: 02/05/2011&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;Em meio ao anúncio da morte de Osama Bin Laden e ao marco de uma década desde os atentados ao World Trade Center, a Boitempo Editorial reimprime duas das principais leituras críticas sobre o mundo globalizado pós-11 de setembro. &lt;i&gt;Bem-vindo ao deserto do Real!&lt;/i&gt; (2003), do filósofo esloveno Slavoj Žižek, e &lt;i&gt;Estado de exceção&lt;/i&gt; (2004) do filósofo italiano Giorgio Agamben, são dois polêmicos títulos da Coleção Estado de Sítio, coordenada por Paulo Arantes, que trata de temas centrais do nosso tempo: o crescente autoritarismo do Estado, o terrorismo, o fundamentalismo, o império, as relações da televisão e do cinema com o poder, a guerra e os conflitos globais.&lt;br&gt;Em &lt;i&gt;Bem-vindo ao deserto do Real!&lt;/i&gt;,Žižek usa a provocativa frase "Com essa esquerda, quem precisa de direita?" para comentar a atuação da esquerda no período posterior aos atentados de 2001. Atuação essa que permitiu que a ideologia hegemônica se apropriasse da tragédia e impusesse sua mensagem de que é preciso escolher um lado na "guerra contra o terrorismo". &lt;br&gt;Para o autor, a tentação de escolher um dos lados deve ser evitada. Segundo Žižek, quando as escolhas parecem muito claras, a ideologia se encontra em seu estado mais puro, obscurecendo as verdadeiras opções. A "democracia liberal" não é a alternativa ao "fundamentalismo" muçulmano, coloca. O filósofo esloveno vem ao Brasil no fim de maio para apresentar conferência em São Paulo e no Rio de Janeiro. &lt;br&gt;O filósofo italiano Giorgio Agamben estuda em &lt;i&gt;Estado de Exceção&lt;/i&gt; a contraditória figura dos momentos antes "extraordinários" - de emergência, sítio, guerras - onde o Estado usa de dispositivos legais justamente para suprimir os limites da sua atuação, a própria legalidade e os direitos dos cidadãos. Segundo o autor, "o estado de exceção apresenta-se como a forma legal daquilo que não pode ter forma legal". Um poder além de regulamentações e controle, que, para Agamben, hoje não é mais excepcional, mas o padrão de atuação dos Estados. &lt;br&gt;Obra fundamental para entender o Estado e a política contemporânea, o livro expõe as áreas mais obscuras do direito e da democracia. Justamente as que legitimam a violência, a arbitrariedade e a suspensão dos direitos, em nome da segurança, a serviço da concentração de poder. &lt;br&gt;Com o retorno dos títulos às livrarias, a reflexão sobre os acontecimentos do início do século XXI se enriquece: com a reafirmação do medo pelos Estados frente à "possibilidade de retaliações terroristas" e a glorificação cinematográfica do poder norte-americano por parte da mídia, faz-se necessário ultrapassar a análise circunstancial do fato para buscar o cerne dos impasses de nosso tempo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-5863530461586517413?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/5863530461586517413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=5863530461586517413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5863530461586517413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5863530461586517413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/05/duas-sugestoes-de-leitura-para-pensar-o.html' title='Duas sugestões de leitura para pensar o pós-11 de setembro'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1434705737784626947</id><published>2011-04-16T19:30:00.004-03:00</published><updated>2011-04-16T19:49:04.238-03:00</updated><title type='text'>José Comblin o homem que plantou a libertação.</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oOwIGwwOoGE/TaocewGYtUI/AAAAAAAAmw0/7Jnc7s5pT9s/s1600/Comblin+e+D.Helder.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-oOwIGwwOoGE/TaocewGYtUI/AAAAAAAAmw0/7Jnc7s5pT9s/s1600/Comblin+e+D.Helder.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Comblin e Dom Helder&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_wxVqGISuQ8w/TaoYgyTAB7I/AAAAAAAAmwk/q7Q9suQL74Q/s1600-h/Comblin%5B2%5D.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="Comblin" border="0" height="184" src="http://lh4.ggpht.com/_wxVqGISuQ8w/TaoYh5-2PYI/AAAAAAAAmwo/de4qdgokf9o/Comblin_thumb.jpg?imgmax=800" style="background-image: none; border-color: -moz-use-text-color; border-style: none; border-width: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="Comblin" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Comblin&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Obrigado, Padre José Comblin&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;“&lt;i&gt;&lt;b&gt;Obrigado, Padre José Comblin, por não se deixar vencer pela força opressiva, dos “donos da verdade”, dos rostos carregado de hipocrisia, daqueles que pensam que a Igreja é uma instituição na qual somente os ‘santos’ podem participar&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;”, &lt;span style="color: blue;"&gt;escreve Daniel Andrés Baéz Brizueña, padre da diocese de União da Vitoria – Paraná.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4f81bd;"&gt;Daniel Andrés Baéz Brizueña é licenciado em Teologia e Ciências das Religiões pela Universidade Santo Tomás de Aquino de Buenos Aires e licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Paraná - Campus União da Vitoria (UEPR).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Eis o artigo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O teólogo Padre José Comblin, 88 anos, morreu na manhã de domingo, 27 de março, no interior da Bahia, onde ministrava um curso para comunidades de base.&lt;br /&gt;Quando conheci o Padre Comblin, alguns anos atrás, ainda cursava teologia em Buenos Aires. Ele já estava com o rosto cansado, mas com o espírito jovem. Suas palavras não só cativavam a platéia, mas também inquietavam, pois, surgiam da experiência viva do evangelho.&lt;br /&gt;Para muitos pode ser um herói, para outros, não deixa de ser um marxista incômodo no seio da Santa mãe Igreja, Católica, Apostólica e Romana. A notícia de sua morte, morte que para ele não significava o fim, mas a continuação de seu testemunho de sua generosa entrega em prol de uma igreja libertária e libertadora.&lt;br /&gt;Nascido em Bruxelas, na Bélgica, em 1923, Comblin foi ordenado padre em 1947. Fez doutorado em teologia pela Universidade Católica de Louvaina e chegou ao Brasil em 1958. Em Recife, a convite de Dom Helder Câmara, foi professor no Instituto de Teologia daquela cidade.&lt;br /&gt;Expulso do Brasil em 1971 pelo regime militar, Padre Comblin exilou-se no Chile durante oito anos, de onde também foi expulso em 1980, pelo general Pinochet. Voltando ao Brasil, foi morar na Paraíba, em Serra Redonda. Estudioso da Igreja da América Latina, escreveu obras como a “&lt;b&gt;Teologia da Enxada&lt;/b&gt;”, uma corrente teológica surgida em 1969 na Igreja Católica do Nordeste do Brasil que tem como base a reflexão a partir da vivência cristã e teológica nas comunidades pobres.&lt;br /&gt;Para os mais pessimistas e conservadores, o Padre Comblin representava uma voz inquieta, um defensor dos pobres e um Padre que dizia a verdade a ser dita sem muitas voltas. Nas últimas eleições gerais do ano passado, você, caro leitor, deverá se lembrar, quando um grupo de Bispos da ala conservadora da Igreja Católica, queria instrumentalizar, politicamente a Igreja em favor de um candidato conservador da linha do “&lt;b&gt;Opus Dei&lt;/b&gt;”, que defendia “&lt;b&gt;a moralidade e a família&lt;/b&gt;”. Os bispos dessa ala conservadora queriam manipular de forma ingênua o povo usando a ideologia da direita conservadora e autoritária. Ousadamente lançaram panfletos tentando impedir a conscientização das “&lt;b&gt;ovelhas&lt;/b&gt;”. É sempre melhor ter “&lt;b&gt;ovelhas bem obedientes e bem arrebanhados&lt;/b&gt;”, mas, o Padre Comblin, fiel a sua consciência de profeta dos “&lt;b&gt;sem vez e do sem voz&lt;/b&gt;” da nossa sociedade Brasileira, denunciou com coragem e sem medo de “&lt;b&gt;represálias&lt;/b&gt;” a falta de caráter e de criticidade desses bispos, que em vez de formar a consciência critica do povo, queriam a alienação e a “&lt;b&gt;obediência cega&lt;/b&gt;” do rebanho.&lt;br /&gt;Por outro lado, para os otimistas, ou para os assim chamados “&lt;b&gt;progressistas&lt;/b&gt;” de forma pejorativa na “&lt;b&gt;Igreja Católica&lt;/b&gt;”, os que sonham com uma Igreja em constante “&lt;b&gt;renovação&lt;/b&gt;”, uma igreja mais viva e “&lt;b&gt;samaritana&lt;/b&gt;”, servidora da humanidade com voz profética de justiça e libertação, o Padre Comblin, fiel ao seu mestre de turno o saudoso Dom Hellder Câmara, do qual herdou a coragem e a ousadia de ser cristão de consciência crítica sem jamais ter medo da verdade, neste sentido, dom Elder Câmara, com sua simplicidade e alegria foi sempre o seu grande inspirador. O senhor, Padre Comblin, é digno de ser chamado de herói.&lt;br /&gt;Obrigado, Padre José Comblin, pelo seu testemunho de fé, pela sua simplicidade em nos lembrar em cada obra literária (dos muitos livros que o senhor escreveu) o rosto de um Jesus humano, divino, amante dos pobres e um lutador pela justiça e libertação das opressões dos poderosos deste mundo.&lt;br /&gt;Obrigado, Padre José Comblin, por não se deixar vencer pela força opressiva, dos “&lt;b&gt;donos da verdade&lt;/b&gt;”, dos rostos carregado de hipocrisia, daqueles que pensam, que a Igreja é uma instituição na qual somente os “&lt;b&gt;santos&lt;/b&gt;” podem participar. Principalmente, admirava no senhor sua coragem de assinar seus pronunciamentos e seus vários livros com as seguintes palavras: “&lt;b&gt;José Comblin, padre e pecador&lt;/b&gt;”.&lt;br /&gt;Obrigado, Padre José Comblin, por nos lembrar que “&lt;b&gt;o Deus da esperança, da libertação e da alegria&lt;/b&gt;” encontramos todos os dias no rosto dos explorados e esquecidos da nossa sociedade brasileira.&lt;br /&gt;Naquele fugaz encontro que tive na Universidade de Buenos Aires, com este Teólogo singular, ao qual me referi no começo deste artigo, ainda, guardo anotações de sua palestra; em uma passagem, o Padre Comblin dizia: “&lt;i&gt;&lt;b&gt;Deus torna-se fraco porque ama. Quem mais ama é sempre mais fraco. Não será essa a grande característica das mulheres? Quase sempre amam mais, e, por isso, sofrem mais. Porém, nessa fraqueza consentida não estará a maior liberdade? Nessa fraqueza a pessoa vence todo o egoísmo, todo o desejo de prevalecer, toda a preguiça de aceitar maiores desafios. Exige mais de si própria, vai mais longe, além das suas forças. ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos’ (Jo 15.13). Aí está também a expressão suprema da liberdade&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;” e continuo-o: “&lt;b&gt;Deus bate na porta e aguarda. Se não é atendido, afasta-se e continua o caminho. Somente entra se é convidado. Depende do convite da pessoa. Deus torna-se pedinte, suplicante&lt;/b&gt;”.&lt;br /&gt;Obrigado, Padre José Comblin, por ser um “&lt;b&gt;homem de Deus&lt;/b&gt;” autêntico, que com simplicidade, alegria e coragem, jamais deixou de gritar em favor de uma Igreja mais humana e autêntica, na qual, “&lt;b&gt;bem-aventurados são os pobres em espírito, porque deles é o reino, anunciado e proclamado por Jesus, com gestos e palavras concretos&lt;/b&gt;”. E que você testemunhou com coragem sem medida até a sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/"&gt;http://www.ihu.unisinos.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Anastácio pede que Assembléia Legislativa da Paraíba aprove voto de pesar&amp;nbsp; pela morte de Comblin&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;b&gt;Assessoria do deputado Frei Anastácio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O deputado Estadual Frei Anastácio (PT) apresentou requerimento na Assembléia Legislativa solicitando voto de pesar pelo falecimento do Padre José Comblin, ocorrido sábado 27, em Simões Filho, região metropolitana de Salvador (BA). José Comblin tinha 88 anos e era um dos mais importantes e polêmicos expoentes da Teologia da Libertação, na América Latina. O sepultamento está marcado para esta terça-feira (29), no santuário do Padre Ibiapina, em Arara, atendendo ao pedido que o escritor fez em vida.&lt;br /&gt;Durante quase três décadas, Comblin viveu na Paraíba, na Casa de Retiro São José, em Bayeux. Sua postura em defesa dos Direitos Humanos, o tornou especial perante a América Latina e a Paraíba. Em 2003, em reconhecimento aos seus trabalhos e pensamento em defesa de uma sociedade justa e humanizada, a Assembléia Legislativa da Paraíba conferiu-lhe o Título de Cidadão Paraibano, uma propositura de Frei Anastácio. &lt;br /&gt;Ele também é autor de vários livros, entre os quais A Teologia da Enxada, sobre a vivência cristã e teológica nas comunidades rurais. Padre Comblin estava em tratamento médico na capital baiana. Foi encontrado morto, sentado, em seu quarto, quando era esperado para a oração da manhã e não apareceu na capela. Ele tinha problemas cardíacos e usava marca passo. Apesar da doença, parecia bem disposto e estava trabalhando.&lt;br /&gt;Origem de Comblin&lt;br /&gt;Nascido em Bruxelas, em 22 de março de 1923, padre Comblin veio para o Brasil em 30 de junho de 1958, atendendo a apelo do papa Pio XII, que no documento Fidei donum (O Dom da Fé) pedia missionários voluntários para regiões com falta de sacerdotes. Depois de trabalhar em Campinas e, em seguida, passar uma temporada no Chile, veio para Pernambuco, em 1964, quando D. Helder Câmara foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife. Perseguido pelo regime militar, foi detido e deportado, em 1972, ao desembarcar no aeroporto de volta de uma viagem à Europa.&lt;br /&gt;De volta ao Chile, onde tinha muitos amigos e havia atuado durante quatro anos, estabeleceu-se em Tolca, de 1972 a 1980. Ali, fundou o Seminário Rural, desenvolvendo experiências de formação ao sacerdote de jovem do meio rural. m 1980 é expulso do Chile e retorna ao Brasil, com visto de turista, o que o obrigava a sair do País a cada três meses, durante seis anos. Em 986 é anistiado e recebe o visto de permanência no Brasil.&lt;br /&gt;Na Paraíba, a partir de 1981, com Dom José Maria Pires, criou a Teologia da Enxada uma corrente teológica surgida em 1969 na Igreja Católica do Nordeste do Brasil e que tem como base a reflexão a partir da realidade dos agricultores e famílias camponesas.&lt;br /&gt;Fundou, no Avarzeado, em Serra Redonda (PB), Pilar (PB) o seminário Rural, denominado posteriormente Centro de Formação Missionária, cujo objetivo era de formar sacerdotes e missionários populares para a evangelização da população rural. Também, fundou o Programa da Árvore voltado pra a formação de animadores de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), na Arquidiocese da Paraíba e o Instituto de Formação Pastoral, em Juazeiro(Ba), com núcleos em Mogeiro(PB) e populares no Nordeste do Brasil.&lt;br /&gt;É autor de inúmeros livros, dentre eles “A ideologia da segurança nacional: o poder militar na América Latina (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978)”. O Instituto Humanitas Unisinos (instituição ligada à Universidade do Vale dos Sinos, de Santa Catarina) acaba de publicar o Cadernos Teologia Pública nº 36, intitulado Conferência Episcopal de Medellín: 40 anos depois, com a conferência que o religioso belga proferiu em evento ali realizado.&lt;br /&gt;Durante quase três décadas, Comblin viveu na Paraíba, mais precisamente na Casa de Retiro São José, em Bayeux. Sua postura em defesa dos Direitos Humanos, o tornou especial perante a América Latina e este Estado. Em 2003, em reconhecimento aos seus trabalhos e pensamento em defesa de uma sociedade justa e humanizada, a Assembléia Legislativa da Paraíba conferiu-lhe o Título de Cidadão Paraibano. Agora, a Paraíba que o acolheu em seu trabalho missionário, agora o acolhe, conforme seus desejos, no Santuário Padre Ibiapina, em Arara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leia mais sobre o Pe José Comblin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5016&amp;amp;boletim_id=888&amp;amp;componente_id=14449"&gt;Um desafio à intelligentzia acadêmica por Leonardo Boff&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1434705737784626947?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/04/jose-comblin-o-homem-que-plantou.html' title='José Comblin o homem que plantou a libertação.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1434705737784626947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1434705737784626947&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1434705737784626947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1434705737784626947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/04/jose-comblin-o-homem-que-plantou.html' title='José Comblin o homem que plantou a libertação.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oOwIGwwOoGE/TaocewGYtUI/AAAAAAAAmw0/7Jnc7s5pT9s/s72-c/Comblin+e+D.Helder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1196746159006253651</id><published>2011-04-06T13:27:00.000-03:00</published><updated>2011-04-06T13:27:01.417-03:00</updated><title type='text'>Duas visões de mundo sobre o meio ambiente - desigualdade social e produção de riqueza</title><content type='html'>&lt;h1&gt;Duas visões de mundo se confrontam em Copenhague&lt;/h1&gt;Artigo de &lt;i&gt;Leonardo Boff .&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16291&amp;amp;editoria_id=3"&gt;Carta Maior &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="textoChamadasLateral" href=""&gt;em 19-12-2009&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="texto-print"&gt;                    &lt;div class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto"&gt;Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de  redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de  mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia,  vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela,  representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes de  conseqüências, significando,  no seu termo, a garantia ou a destruição  de um futuro comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que estão dentro, fundamentalmente,  reafirmam o sistema atual de produção e de consumo mesmo sabendo que  implica sacrificação da natureza e criação de desigualdades sociais.  Crêem que com algumas regulações e controles a máquina pode continuar  produzindo crescimento material e ganhos como ocorria antes da crise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  importa denunciar que exatamente este sistema se constitui no principal  causador do aquecimento global emitindo 40 bilhões de toneladas anuais  de gases poluentes. Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da  natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades,  vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na  contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta  mesmo é o lucro e um PIB positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que estas  externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o  sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e  expondo em grave risco o futuro da espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passa pela  cabeça dos representantes dos povos que a alternativa é a troca de modo  de produção que implica uma relação de sinergia com a natureza. Reduzir  apenas as emissões de carbono mas mantendo a mesma vontade de pilhagem  dos recursos é como se colocássemos um pé no pescoço de alguém e lhe  dissésemos: quero sua liberdade mas à condição de continuar com o meu pé  em seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos impugnar a filosofia subjacente a  esta cosmovisão. Ela desconhece os limites da Terra, afirma que o ser  humano é essencialmente egoista e que por isso não pode ser mudado e que  pode dispor da natureza como quiser, que a competição é natural e que  pela seleção natural os fracos são engolidos pelos mais fortes e que o  mercado é o regulador de toda a vida econômica e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  contraposição reafirmamos que o ser humano é essencialmente cooperativo  porque é um ser social. Mas faz-se egoísta quando rompe com sua própria  essência. Dando centralidade ao egoísmo, como o faz o sistema do  capital, torna impossível uma sociedade de rosto humano. Um fato recente  o mostra: em 50 anos os pobres receberam de ajuda dois trilhões de  dólares enquanto os bancos em um ano receberam 18 trilhões. Não é a  competição que constitui a dinâmica central do universo e da vida mas a  cooperação de todos com todos. Depois que se descobriram os genes, as  bactérias e os vírus, como principais fatores da evolução, não se pode  mais sustentar a seleção natural como se fazia antes. Esta serviu de  base para o darwinismo social. O mercado entregue à sua lógica interna,  opõe todos contra todos e assim dilacera o tecido social. Postulamos uma  sociedade com mercado mas não de  mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra visão dos  representantes da sociedade civil mundial sustenta: a situação da Terra e  da humanidade é tão grave que somente o princípio de cooperação e uma  nova relação de sinergia e de respeito para com a natureza nos poderão  salvar. Sem isso vamos para o abismo que cavamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa  cooperação não é uma virtude qualquer. É aquela que outrora nos permitiu  deixar para trás o mundo animal e inaugurar o mundo humano. Somos  essencialmente seres cooperativos e solidários sem o que nos  entredevoramos. Por isso a economia deve dar lugar à ecologia. Ou  fazemos esta virada ou Gaia poderá continuar sem nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma  mais imediata de nos salvar é voltar à ética do cuidado, buscando o  trabalho sem exploração, a produção sem contaminação, a competência sem  arrogância e a solidariedade a partir dos mais fracos. Este é o grande  salto que se impõe neste momento. A partir dele Terra e Humanidade podem  entrar num acordo que salvará a ambos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Leonardo Boff é teólogo e escritor.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1196746159006253651?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1196746159006253651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1196746159006253651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1196746159006253651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1196746159006253651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/04/duas-visoes-de-mundo-sobre-o-meio.html' title='Duas visões de mundo sobre o meio ambiente - desigualdade social e produção de riqueza'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1917850268833856825</id><published>2011-03-30T02:41:00.001-03:00</published><updated>2011-03-30T02:41:57.843-03:00</updated><title type='text'>Morre o ex-vice-presidente José Alencar deixando o rastro da dignidade para o povo brasileiro.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Após 13 anos de luta contra o câncer, morre o ex-vice-presidente do Brasil José Alencar, às 14h45m da terça-feira, 29 de março de 201, aos 79 anos de idade. Emprestou ao&amp;nbsp; país&amp;nbsp; um inesquecível serviço e exemplo, mercê dos quais abriram-se os caminhos para uma nova era de autoconfiança, redução da miséria e desenvolvimento. Tornou-se vice-presidente na chapa do metalúrgico, operário e combativo líder sindical de origem humilde, Luiz Inácio Lula da Silva. Contribuiu para que o rolo compressor da mídia a serviço da &lt;i&gt;tucanagem&lt;/i&gt; direitista pudesse ser enfrentado. A dupla Lula e Zé Alencar, cumpriu dois mandatos e calçou a eleição da atual presidente Dilma Rousseff. Um gesto simples e digno tomado por um empresário de sucesso, dono do maior complexo têxtil do país, a Coteminas, posicionou o preconceito no lugar do preconceito e a falácia das hostes tucanas à luz do dia.&amp;nbsp; Certamente é impossível aquilatar o quanto de per se, esta atitude ecoou nos vários segmentos que aderiram à candidatura Lula. Como também&amp;nbsp; não é possível dimensionar as diversas modalidades de repercussão que causou, a parcelas do eleitorado da classe média, classe alta e setores do empresariado nacional.&amp;nbsp; A verdade é que Alencar contribuiu para que fosse superável o crasso, preconceituoso e alienante expediente difamatório da direita, especialmente o representado pela grande imprensa escrita falada e televisiva. Ele foi o contra veneno nos momentos em que o antídoto da dignidade era cabível. Tornou-se a unidade e a largueza monolítica, com o seu sorriso, sua voz serena, pausada e suas análises sem mistificação, nos momentos de &lt;em&gt;inferno astral&lt;/em&gt; por que passou o governo Lula, frente à sede golpista orquestrada pelos adversários. Talvez seja possível a história confirmar que foi um avalista importante da estabilidade política daquele tempo recente, onde destroçar, desmontar e subestimar o papel do presidente eleito, era mais importante do que servir e construir a nação. Anoto aqui o quanto a qualidade moral que infunde respeito, a qual denominamos de dignidade, é estruturante em qualquer circunstância da vida de um homem ou de um povo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1917850268833856825?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1917850268833856825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1917850268833856825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1917850268833856825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1917850268833856825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/03/morre-o-ex-vice-presidente-jose-alencar.html' title='Morre o ex-vice-presidente José Alencar deixando o rastro da dignidade para o povo brasileiro.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-3411393152915302250</id><published>2011-03-29T23:52:00.001-03:00</published><updated>2011-03-29T23:52:20.848-03:00</updated><title type='text'>1964: data incômoda para a direita</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;alterarHomeAtual=1"&gt;Blog do Emir Sader&lt;/a&gt;| Copyleft &lt;img src="http://www.cartamaior.com.br/templates/imagens/interface/icon_mail.gif"&gt;  &lt;p&gt;Blog do Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP - Universidade de São Paulo.  &lt;p&gt;29/03/2011  &lt;h3&gt;1964: data incômoda para a direita&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;A cada ano, quando nos aproximamos da data do golpe de 1964, uma sensação incômoda se apossa da direita – dos partidos, políticos e dos seus meios de comunicação. O que fazer? Que atitude tomar? Fingir que não acontece nada, abordar de maneira “objetiva”, como se eles não tivessem estado comprometidos com a brutal ruptura da democracia no momento mais negativo da história brasileira ou abordar como se tivessem sido vítimas do regime que ajudaram a criar?&lt;br&gt;Difícil e incômoda a situação, porque a imprensa participou ativamente, como militância politica, da preparação do golpe, ajudando a criar um falso clima tanto de que o Brasil estivesse sob risco iminente de uma ruptura da democracia por parte da esquerda, como do falso isolamento do governo Jango. Pregaram o golpe, mobilizaram para as Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade, convocadas pela Igreja, tentaram passar a ideia de que se tratava de um movimento democrático contra riscos de ditadura e promoveram a maior ruptura da democracia que o Brasil conheceu e a chegada ao poder da pior ditadura que conhecemos.&lt;br&gt;Na guerra fria, a imprensa brasileira esteve plenamente alinhada com a politica norteamericana da luta contra a “subversão” contra o “comunismo”, isto é, com o radicalismo de direita, com as posições obscurantistas e contrárias à democracia, estabelecida com grande esforço no Brasil. Estiveram em todas as tentativas de golpe contra Getúlio e contra JK. Em suma, a posição golpista da imprensa brasileira em 1964 não foi um erro ocasional, um acidente de percurso, mas a decorrência natural do alinhamento na guerra fria com as forças pró-EUA e que se opuseram com todo empenho ao processo de democratização que o Brasil viveu na década de 1950.&lt;br&gt;Deve prevalecer um misto de atitude envergonhada de não dar muito destaque ao tema, com matérias que pretendam renovar a ideia equivocada de que a imprensa foi vitima da ditadura – quando foi algoz, aliado, fator no desencadeamento do golpe e da ditadura. (O livro de Beatriz Kushnir, &lt;i&gt;Cães de guarda&lt;/i&gt;, da Boitempo, continua a ser leitura indispensável para uma visão real do papel da mídia no golpe e na ditadura.) Promoveu o golpe, saudou a instalação da ditadura e a ruptura da democracia, tratou de acobertar isso como se tivesse sido um movimento democrático, encobriu a repressão fazendo circular as versões falsas da ditadura, elogiou os ditadores, escondeu a resistência democrática, classificou as ações desta resistência como terroristas – em suma, foi instrumento do regime de terror contra a democracia.&lt;br&gt;Por isso a data é incômoda para a direita, mas especialmente para a imprensa, que quer passar por arauto da democracia, por ombudsman das liberdades politicas. Quem são os Mesquitas, os Frias, os Marinhos, os Civitas, para falar em nome da democracia?&lt;br&gt;Por isso escondem, envergonhados, seu passado, buscam a falta de memória do povo, para que não saibam seu papel a favor da ditadura e contra a democracia, no momento mais importante da história brasileira. Por isso tem que ressoar sempre nos ouvidos de todos a pergunta: Onde você estava no golpe de 1964?  &lt;p&gt;Postado por Emir Sader em : &lt;a title="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=687" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=687"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=687&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-3411393152915302250?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/3411393152915302250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=3411393152915302250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3411393152915302250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3411393152915302250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/03/1964-data-incomoda-para-direita.html' title='1964: data incômoda para a direita'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-370678688934158895</id><published>2011-02-14T12:10:00.000-03:00</published><updated>2011-02-14T12:10:36.115-03:00</updated><title type='text'>Ateísmo em si, causa desfocada</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:DocumentProperties&gt;   &lt;o:Version&gt;12.00&lt;/o:Version&gt;  &lt;/o:DocumentProperties&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;    &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;    &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;    &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;    &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;    &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;    &lt;w:CachedColBalance/&gt;    &lt;w:UseFELayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;   &lt;m:mathPr&gt;    &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;    &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;    &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;    &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;    &lt;m:dispDef/&gt;    &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;    &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;    &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;    &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"  LatentStyleCount="267"&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--k-7-ZZ4izA/TVlFeaJlOWI/AAAAAAAAmSQ/NBSYsp1nP5A/s1600/Bruno+Cava.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/--k-7-ZZ4izA/TVlFeaJlOWI/AAAAAAAAmSQ/NBSYsp1nP5A/s1600/Bruno+Cava.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 24pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;por Bruno Cava&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;http://www.amalgama.blog.br/02/2011/ateismo-em-si-causa-desfocada/&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O leitor considere esta uma crítica interna. Sou ateu hormonal. Tem gente que nasce gay. Eu nasci ateu. Nunca sequer cogitei a possibilidade de Deus existir. Nem imagino com que artimanha a fé se instale e funcione na cabeça dos teístas. Quando menino, as tentativas de converter-me no máximo tiravam risinhos e olhares de galhofa. O ateísmo púbere me levava a contestar colegas, familiares, professores. Arrogante, adorava me exibir com as razões &lt;i&gt;prêt-à-porter&lt;/i&gt; contra a existência de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O &lt;i&gt;Velho Testamento&lt;/i&gt; li com fervor. Despertava-me impulsos sádicos o protagonista fascínora e suas suculentas histórias de destruição, poligamia e assassinato em massa. Se um dia Quentin Tarantino adaptá-lo para o cinema, sugiro desde já Jack Nicholson para Deus. É o único ator capaz de fazer a gente gostar de um vilão tão depravado. E, se o &lt;i&gt;Novo Testamento&lt;/i&gt; pinga menos sangue, vibrei na versão de Mateus, quando o messias anuncia que não veio trazer a paz e a harmonia, mas a espada e o conflito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Com o tempo, aprendi a controlar os impulsos. Ainda assim, de tempos em tempos, algo lá no fundo borbulha e sofro de surtos ateístas. Desenvolvi uma estratégia. Aproveito-os chafurdando na ontologia. Com ela, aprendi a desenterrar a transcendência de seus inúmeros esconderijos — profundos ou prosaicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Portanto, sou ateu e muito ateu. Provavelmente sou mais ateu que todos vocês juntos. Mas não compro a causa do ateísmo, em si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O ateísmo lembra a ecologia. Amiúde se apresenta como movimento político, mas não diz muita coisa na prática. Pode ser de direita ou de esquerda, conservador ou libertário, racista ou pró-minorias, cientificista ou espiritualista. Como o discurso verde, os gumes podem ser usados para libertar ou para oprimir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Como se, na urgência das lutas, houvesse tempo e paciência infinitos para debater a metafísica do divino. Imagine se, pra começo de conversa, em cada tema tivermos de dissuadi-las de sua fé, em vez de partir para o que interessa: aborto, casamento livre, direito penal, exploração do trabalho, drogas, racismo etc. Conquistar direitos importa mais, do ponto de vista político, do que tentar livrar as pessoas do que lhes é tão íntimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Não critico o ateísmo militante por ser militante, mas por ser ateísmo. Como militância, funciona ao menos para deslanchar a pessoa na dialética pública, na advocacia política, nas técnicas de organização. Só a luta ensina. Afinal, numa geração de zumbis, como não incentivar o ativismo enquanto tal? tem gente que se inicia no ateísmo, outros no grêmio do ensino médio, outros no PSOL. É válido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tampouco sou daqueles chatos a clamar pelo “ateísmo saudável”. Ramerrame da moderação. Assim pretendem apagar o brilho luciferiano dos olhos ateus, calar o seu ódio, podar a sua revolta. O caso não é apaziguar o ateu, mas potencializar esse elã de modo eficaz. Trabalhar o excesso ao invés de negá-lo. Pois não se represam hormônios para zerá-los, mas sim para liberá-los no momento certo, na ocasião certa, com as pessoas certas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Intrigante, por outro lado, a aparição de grupos de defesa dos direitos do ateu. Como se os ateus fossem uma minoria perseguida. Sim, tem gente que não confia em ateus. Mas, pelo fato de ser ateu, alguém: a) foi espancado ao passear pela Avenida Paulista?, b) teve a porta de seu dormitório estudantil queimada?, c) foi barrado de entrar em shopping?, d) apanhou em casa do cônjuge embriagado?, e) foi “confundido” pela polícia? por acaso, alguma vez alguém &lt;i&gt;olhou feio&lt;/i&gt; pra você na rua, por ser ateu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Chega a ser insulto, no Brasil, os ateus nos acharmos oprimidos. O máximo que vai acontecer é não ser votado. Será mesmo? Dos últimos três presidentes (contando a atual), dois são ateus. Claro, tem que ter malandragem na campanha. Se não tem, então por que se candidatou em primeiro lugar? Iria perder de qualquer forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ademais, a militância atéia se mostra enviesada quando se depara com as polêmicas da vida real. Quando se discutem direitos, o ateu reacionário adora chamar os outros à ordem. Conclamar pela unidade do movimento, supostamente ameaçado de divisão por questões esotéricas. Lembrar do verdadeiro motivo da militância: a luta contra a ignorância do mundo. Pinta aquela palavra sectária: “divisionismo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Nesse sentido, recentemente um site mantido por “céticos” chegou a tripudiar de um outro por “vir se tornando um blog GLS” (!). Nome aos bois: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bulevoador.haaan.com/2010/12/25/somos-um-blog-de-todas-as-letras-boicote-a-central-ceticismo/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;a Central Ceticismo falando do Bule Voador&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;. Justamente do melhor site do gênero. Em vez de ateísmo desbundado, o Bule Voador foca questões concretas, defende pautas de esquerda e se articula como movimento político. Basta conferir lá artigos de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bulevoador.haaan.com/category/3-bule-escreve/eli-vieira/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Eli Vieira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bulevoador.haaan.com/category/3-bule-escreve/rayssa-gon/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Rayssa Gon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt; ou Eduardo Patriota, um contraexemplo ao que escrevi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Então qual é o ponto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Meus hormônios podem não concordar, mas a ideia de Deus não é incompatível com a democracia e a liberdade. No fundo, o problema não é a fé, mas a apropriação política do medo e da esperança. Menos a religião do que as pretensões políticas de salvadores, profetas e igrejas. O problema não é a relação pessoal com a divindade, mas a inscrição dela em regimes dogmáticos de autoridade e obediência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A militância atéia enfrenta um falso problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;Bruno Cava&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt; &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Engenheiro aeronáutico e bacharel em direito, mas gosta mesmo é de literatura e cinema. Autor de &lt;i&gt;A vida dos direitos: Ensaio sobre violência e modernidade&lt;/i&gt; (Lumen Iuris, 2008). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-370678688934158895?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' title='Ateísmo em si, causa desfocada'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/370678688934158895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=370678688934158895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/370678688934158895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/370678688934158895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/02/ateismo-em-si-causa-desfocada.html' title='Ateísmo em si, causa desfocada'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--k-7-ZZ4izA/TVlFeaJlOWI/AAAAAAAAmSQ/NBSYsp1nP5A/s72-c/Bruno+Cava.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1448664604714885967</id><published>2011-02-04T22:30:00.000-03:00</published><updated>2011-02-04T22:30:56.530-03:00</updated><title type='text'>África, o continente de todos</title><content type='html'>&lt;div id="post-texto"&gt;            &lt;div class="data"&gt;03/02/2011 por Emir Sader&lt;/div&gt;&lt;div class="data"&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=660"&gt;Blog do Emir&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="corpo"&gt;Grande parte da humanidade olha para a África  como quem oha pela janela (de um hotel de 5 estrelas) e não como quem  olha para o espelho. No entanto, toda a história mundial tem seu espelho  na Africa. Todos os outros continentes - América, Ásia - foram  espoliados para que a Europa pudesse trilhar as chamadas revoluções  comercial e industrial, no processo de acumulação primitiva. Mas nenhum  continente sofreu, além da dilapidação dos seus recursos naturais, da  opressão das suas culturas e dos seus povos, a escravidão nas proporções  de genocídio que ela assumiu na Africa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente toda a  população adulta da Africa foi submetida à degradante situação de serem  levados como gado para trabalhar como escravos, como seres inferiores,  para produzir riquezas para a elite branca europeia. O destino da África  ficou comprometido pelo colonialismo, pela escravidão e pelas diversas  formas de imperialismo. Foi também vítima privilegiada do racismo, da  discriminação contra os negros, disseminada pela elite branca por todo o  mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África do Sul, o país economicamente mais desenvolvido  do continente, até pouco tempo ainda sofria o apartheid. Mas as elites  brancas do mundo consideram a África um caso de continente vítima de si  mesma: do tribalismo, do atraso, dos conflitos étnicos, dos massacres,  das epidemias, das catástrofes. Tentam fazer a África vítima da natureza  e não vítima da história - da colonização, da escravidão, do  imperialismo. Um caso perdido, para as potências imperiais. Um caso de  opressão, exploração, discriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a África tornou-se  abastecedor de matérias primas para as potências da globalização, que  continuam a extrair os recursos naturais por meio de grandes corporações  ou diretamente de governos. As mesmas potências que, na Conferência de  1890 concluíram a repartição do continente entre eles, fatiando-o com  regra e compasso, hoje disputam entre si os recursos que alimentam seus  processos de industrialização e de consumismo exacerbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  colonizadores e os imperialistas não consideram que sejam devedores da  África, que devam contemplar como continente privilegiado no apoio dos  outros, por tudo ao que submeteram os países e os povos africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos  julgar a política externa de cada governo e a visão de cada povo do  mundo pela atitude que têm com a África. Ao invés de continente  marginal, deveria ocupar o lugar central nas relações internacionais  contemporâneas. Toda politica externa que não privilegia a Africa, está  errada.&lt;/div&gt;&lt;div class="autor"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1448664604714885967?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1448664604714885967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1448664604714885967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1448664604714885967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1448664604714885967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/02/africa-o-continente-de-todos.html' title='África, o continente de todos'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-4695723340622329417</id><published>2011-02-04T22:09:00.000-03:00</published><updated>2011-02-04T22:09:43.389-03:00</updated><title type='text'>Gasto social com educação é o que mais eleva o PIB</title><content type='html'>&lt;div id="titulo-print"&gt;              &lt;div class="titulo"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17361&amp;amp;boletim_id=820&amp;amp;componente_id=13466"&gt;Carta maior&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="titulo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="linhafina"&gt;Segundo estudo do IPEA, que usou como base  dados de 2006, cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o  PIB, e o mesmo valor investido na saúde gera R$ 1,70. Foram considerados  os gastos públicos assumidos pela União, pelos estados e municípios.  Quando se calcula o tipo de gasto social que tem o maior efeito  multiplicador na renda das famílias, em primeiro lugar aparece o Bolsa  Família. Para cada R$ 1 incluído no programa, a renda das famílias se  eleva 2,25%. Gastos sociais fizeram o PIB brasileiro crescer 7% entre  2004 e 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="headline-link"&gt;IPEA&lt;/div&gt;&lt;a class="textoChamadasLateral" href=""&gt;Data: 04/02/2011&lt;/a&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div id="texto-print"&gt;                    &lt;div class="texto"&gt;Em seu &lt;a href="http://http//www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110203_comunicadoipea75.pdf" target="_blank"&gt;Comunicado nº 75&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://http//www.ipea.gov.br" target="_blank"&gt;Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada&lt;/a&gt;  (Ipea) revela a importância que os gastos sociais adquiriram no Brasil  para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a redução das  desigualdades. Segundo o estudo, que usou como base dados de 2006, cada  R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB, e o mesmo valor  investido na saúde gera R$ 1,70. Foram considerados os gastos públicos  assumidos pela União, pelos estados e municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chamados  gastos sociais fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer  7% entre os anos de 2004 e 2008, segundo o estudo "Gasto com a Política  Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda" produzido  pelo Ipea e divulgado quinta-feira. Durante o período, o PIB do País  teve avanço real de 27%, segundo o instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao comparar tipos  diferentes de gasto social, o Comunicado concluiu que aquele destinado à  educação é o que mais contribui para o crescimento do PIB, haja vista a  quantidade de atores envolvidos nesse setor e os efeitos da educação  sobre setores-chave da economia. “O gasto na educação não gera apenas  conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores  aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários,  lucros, juros”, explicou o diretor de Estudos e Políticas Sociais do  Ipea, Jorge Abrahão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrahão apresentou o estudo ao lado de Joana  Mostafa, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea. Por sua vez,  quando se calcula o tipo de gasto social que tem o maior efeito  multiplicador na renda das famílias, em primeiro lugar aparece o  Programa Bolsa Família (PBF). Para cada R$ 1 incluído no programa, a  renda das famílias se eleva 2,25%. “A título de comparação, o gasto de  R$ 1 com juros sobre a dívida pública gerará apenas R$ 0,71 de PIB e  1,34% de acréscimo na renda das famílias”, acrescenta o Comunicado,  intitulado Gastos com política social: alavanca para o crescimento com  distribuição de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto afirma ainda que 56% dos gastos  sociais retornam ao Tesouro na forma de tributos. “O gasto social não é  neutro. Ele propicia crescimento com distribuição de renda. Ele foi  muito importante para o Brasil superar a crise de 2008. Esse gasto tem  uma grande importância como alavanca do desenvolvimento econômico e,  logicamente, do bem-estar social”, concluiu Abrahão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110203_comunicadoipea75.pdf" target="_blank"&gt;A íntegra do Comunicado n° 75&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-4695723340622329417?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/4695723340622329417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=4695723340622329417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4695723340622329417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4695723340622329417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/02/gasto-social-com-educacao-e-o-que-mais.html' title='Gasto social com educação é o que mais eleva o PIB'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-8105865486816809628</id><published>2011-01-15T00:35:00.001-03:00</published><updated>2011-01-15T00:37:27.858-03:00</updated><title type='text'>Já é um começo de golpe por</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Publicado em 08/01/2011 no &lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/noticia/ja-e-um-comeco-de-golpe"&gt;Direto da Redação &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Autor: Rui Martins - &lt;i&gt;Jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura, é  líder emigrante, ex-membro eleito no primeiro conselho de emigrantes  junto ao Itamaraty. Criou os movimentos Brasileirinhos Apátridas e  Estado dos Emigrantes, vive em Berna, na Suíça. Escreve para o Expresso,  de Lisboa, Correio do Brasil e agência BrPress.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique  alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um  golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se&amp;nbsp;esse  governo&amp;nbsp;começou com 62% de aprovação popular.&lt;br /&gt;Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis  com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não  se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos  arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente  Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída  do poder de decisão.&lt;br /&gt;O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no  passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente  trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante  italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à  prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.&lt;br /&gt;Quem leu as revelações do Wikileaks quanto as opiniões dos EUA sobre  Lula, considerado suspeito, e Celso Amorim, considerado antiamericano, e  que acompanhou a campanha contra a eleição de Dilma, sabe muito bem  haver interesses de grupos internacionais em provocar uma crise  institucional no Brasil.&lt;br /&gt;Será também a maneira de grupos econômicos estrangeiros impedirem a  atual emergência do país como potência mundial. A Itália neofascista de  Berlusconi com seu desejo de recuperar um antigo militante esquerdista é  apenas uma providencial pretexto para os grupos políticos e econômicos  internacionais incomodados com o Brasil líder do G-20 e vitorioso contra  os EUA na OMC.&lt;br /&gt;O que se quer agora, com o caso Battisti, é subverter as instituições  brasileiras, mergulhar-se o país numa confusão entre o poder do  Executivo e o poder do Judiciário, anular-se uma decisão do  ex-presidente Lula para se abrir o caminho a que&amp;nbsp; governança&amp;nbsp;do Brasil  seja sujeita à aprovação do STF. Para isso conta-se, como em 1964, com  os vendilhões da nossa soberania e com os golpistas da grande imprensa.&lt;br /&gt;Simples e prático, para se evitar que a presidente Dilma governe, vai  se tentar lhe por um cabresto e toda decisão sua que desagrade grupos  internacionais deverá ser anulada pelo STF. Por exemplo, a questão da  exploração petrolífera do pré-sal poderá ser uma das próximas ações  confiadas ao STF.&lt;br /&gt;Se Dilma quiser renacionalizar as comunicações, já que a telefonia é  questão estratégica, o STF poderá dizer Não e também optar pela  privatização da Petrobras. Delírio ? Não, os neoliberais inimigos de  Lula e da política nacionalista, derrotados nas eleições, poderão  subrepticiamente retirar, pouco a pouco, os poderes da presidenta e do  Legislativo, para que fique apenas com o STF o governo ou o desgoverno  do Brasil.&lt;br /&gt;O próprio advogado de Cesare Battisti, acostumado com leis e  recursos, nunca viu uma decisão presidencial ser posta em dúvida por um  ministro do STF, e por isso falou em «&amp;nbsp;golpe&amp;nbsp;» tal como havíamos  alertado.&lt;br /&gt;Por sua vez, o atual governador do Rio Grande do Sul, que aceitou o  pedido de refúgio de Battisti quando ministro da Justiça, não aguentou a  decisão do ministro Cezar Peluso do STF de colocar em, questão a  validade da decisão do presidente Lula e declarou como «&amp;nbsp;ilegal&amp;nbsp;» e  «&amp;nbsp;ditatorial&amp;nbsp;» o ato do ministro Peluso, do qual decorre um «&amp;nbsp;prejuízo  institucional grave&amp;nbsp;» para o país e um «&amp;nbsp;abalo à soberania nacional&amp;nbsp;».&lt;br /&gt;Faz dois anos, Tarso Genro concedeu refúgio a Battisti, que deveria  estar em liberdade desde essa época. Mas o ato liberatório foi sustado  pelo ministro Gilmar Mendes, que submeteu a questão ao STF, o que já  consistia um ato arbitrario. Embora os ministros tenham decidido por 5 a  4 pela extradição, competia ao presidente a decisão final, o que foi  reconhecido, depois de uma tentativa de reabertura do julgamento.&lt;br /&gt;O presidente Lula justificando seu ato, dentro do permitido pelo  Tratado mútuo de Extradição entre Brasil e Itália, com base num  documento da Advocacía Geral da União, negou a extradição e a própria  Itália entendeu o ato como definitivo. Ora, a decisão do ministro Cezar  Peluso de pôr em dúvida a decisão do presidente Lula e reabrir a questão  vai além de sua competência e fere uma decisão soberana.&lt;br /&gt;É tentativa ou já é golpe, no entender do advogado Luiz Roberto  Barroso, é ilegal e ditatorial segundo o ex-ministro da Justiça Tarso  Genro, opiniões que vão no mesmo sentido de Dalmo Dallari e de outros  juristas.&lt;br /&gt;O que iremos viver, quando o ministro Gilmar Mendes se dignar a  colocar na agenda do STF o «&amp;nbsp;julgamento da decisão do presidente Lula&amp;nbsp;»,  se a maioria, por um voto que seja, decidir anular a decisão de Lula ?  Será que a presidenta Dilma aceitará essa intromissão do STF no poder do  Executivo ? Em todo caso, será o caos.&lt;br /&gt;É hora de reagir, antes que seja tarde demais.&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-8105865486816809628?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/01/ja-e-um-comeco-de-golpe-por.html' title='Já é um começo de golpe por'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/8105865486816809628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=8105865486816809628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8105865486816809628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8105865486816809628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2011/01/ja-e-um-comeco-de-golpe-por.html' title='Já é um começo de golpe por'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1747180283673094245</id><published>2010-12-25T22:26:00.001-03:00</published><updated>2010-12-25T22:26:58.107-03:00</updated><title type='text'>Bia e Bela - Natal em nós.</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Eu sei &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;era noite de lua&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;um céu de verão &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;andava repleto de estrelas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;o vento morno, acolhedor,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;tangia a pele em carícias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;O Dezembro,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;afeito ao congraçamento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;entre as pessoas, prosseguia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;mesmo para aquelas esquecidas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;de tomar goles da afeição&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;às gentes de outras tribos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Eu sei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;do sabor de família&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;invasor do meu peito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;exacerbando a melancolia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;nos dezembros,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;onde nunca vi os desconhecidos,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;os humildes,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;tratados verdadeiramente por irmãos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Eu sei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;da cidade iluminada,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;da árvore de natal, da ceia, do champanhe,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;do alvoroço das ruas, das mensagens&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;e das crianças maltrapilhas &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;soltas nas campinas de asfalto quente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;e noites frias&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;mendigando espórtulas &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;nos semáforos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Sei do formigueiro humano,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;dos casebres que não vejo,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;nem sinto o odor de urina,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;da inhaca das roupas puídas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;da coçadura das lêndeas e piolhos,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;do vácuo do estômago&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;e do desejo, da cobiça&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;saltando das vitrines submersas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Eu sei&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;não se esmaecerá em mim,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;nem cirurgicamente, nem com entorpecentes,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;a dor desse sentir,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;detonadora &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;dos ideais de modificar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;a dura realidade humana;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;bem conheço o peso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;dos ideais sobre mim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;da longeva sensibilidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;aprendida e, burilada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;pelo cinzel das horas &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;que cedo me rasgaram&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;a inocência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Deste dezembro em chamas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;deste dezembro em verde de esperança,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;ganhei mais uma netinha, &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;e eis que me invade a alma,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Isabela,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;no vigésimo primeiro dia,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;num doce dezembro &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;que já se fizera particular,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;desde o abril de Bia, no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Há um ano e oito meses&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;se me estabeleceu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;uma nova infância,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;no dom do avô sensível,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;agora redobrado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Amadas, acolhidas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;por Paulo, meu filho e Juliana sua mulher, há pouco,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;a recém-nata e doce, Bela;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;por Pedro, meu filho e Deanny sua mulher, há mais de um ano,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;a saltitante e meiga Bia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;E assim, bem sei,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;tivesse eu de morrer agora &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;e, sei que tão cedo morro,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;sentiria a falta de não vislumbrar o dia,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;do renascimento dito Natal,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;por onde todas as crianças,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;usufruíssem a humana prerrogativa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;feita costume comezinho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;do amor de Bia e de Bela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#403152; font-size:14pt'&gt;Waldir Pedrosa, 24 de dezembro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1747180283673094245?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1747180283673094245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1747180283673094245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1747180283673094245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1747180283673094245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/12/bia-e-bela-natal-em-nos.html' title='Bia e Bela - Natal em nós.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-9117776078508105309</id><published>2010-12-04T10:27:00.000-03:00</published><updated>2010-12-04T10:27:10.145-03:00</updated><title type='text'>Naufrágios. A história submersa de cada ser humano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wxVqGISuQ8w/TPo-d7aYznI/AAAAAAAAkhY/zz2t3JQ54cs/s1600/Quico_foto-colagem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_wxVqGISuQ8w/TPo-d7aYznI/AAAAAAAAkhY/zz2t3JQ54cs/s320/Quico_foto-colagem.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cineasta Mario Henrique Duques Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Poucos podem contar histórias a partir de naufrágios, porque muito poucos são aqueles que conseguem compensar a distorção entre a frequência do seu corpo e mente, equilibrando-o com a voz do vento e com a brandura agradável da água do mar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Poucos podem receber a fiança do oceano, das escarpas dos rochedos, do sopro de vento construtor de palavras, segredos, assobios, cantigas fonadas por marinheiros, ou, inventadas no chacoalhar dos mastros das embarcações à vela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Na vida leva-se quase uma eternidade para que se consiga dizer o que realmente nos encanta, envolve, e, faríamos com tanto ardor, que o esforço tornar-se-ia grande prazer dos sentidos e sensações. Aquilo que nos move dessa forma, sempre se encontra na razão direta das pérolas que legamos aos outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Há pessoas que se perdem no tempo, como se calculassem o saldo do que lhes resta para se certificarem de que lhes valha a oportunidade fazer valer o seu ponto de mutação. Asseguraria, se alguma coisa eu pudesse assegurar, que não escreve histórias a partir de naufrágios, aqueles que vacilam no instante do mergulho. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Gostaria de resumir a história de um amigo muito grande, tem a idade próxima a um dos meus filhos, e é meu sobrinho; por ser médico, acompanhei o seu nascimento na maternidade do hospital Albert Sabin, em Recife. Devo dizer da bela e doce criança que era e da qual a &lt;i&gt;adultez&lt;/i&gt; não subtraiu os dons. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Psicólogo de formação atuou como tal até bem recentemente, em Recife e por certa parte do seu tempo no Rio de Janeiro, especialmente com crianças e adolescentes. Profissionalmente ético, competente, e humano, da sua profissão extraia o seu sustento, o que de algum modo conferia-lhe a ligação indissolúvel com o que abraçara. Recordo do seu desconsolo quando ainda criança, ao falecer a pessoa que se dedicara a si e às suas duas irmãs. Advieram o falecimento da avó paterna, do avô materno, da avó materna, do avô paterno e tempos após, da sua mãe, ainda jovem, por uma morte súbita. Aos trinta anos de idade um câncer de cólon o conduz a uma batalha na qual supera todas as expectativas médicas. No semblante uma calma, uma esperança e um sorriso sempre presente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Entre uma quimioterapia e outra que o derrubava, retornava ao equilíbrio e fazia valer seu plano B, profissional; queria trabalhar com arte, especialmente com cinematografia subaquática, fotografia e desejava dirigir um filme cujo roteiro tinha na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Encontramo-nos nas vezes em que fomos visitá-lo, e, em uma dessas marcamos encontro na praia do Bessa, nossa casa em João Pessoa. Veio passar conosco a semana Santa deste ano, juntamente com sua namorada Valéria. Trouxe consigo os equipamentos de mergulho e vários outros acessórios relacionados à documentação subaquática. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não esboçava desesperança e tratava seus planos com firmeza e clareza. Foi uma Semana Santa aprazível e cheia de encantamentos para mim e Fátima, minha mulher - irmã da sua mãe. Conversamos muito, rimos, brincamos com nossa neta Beatriz, fomos à praia, e fizemos uma incursão pela cidade onde fotografamos, filmamos, visitamos a Estação Ciência, projeto de Oscar Niemeyer. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Deixamo-nos flutuar na correnteza e na brisa que nos permitiram soldar nossos vínculos e emitir nosso carinho e querer bem. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Além de haver aprendido muitas coisas consigo acerca do mar, dos naufrágios e dos mergulhos; li o seu projeto Náufragos e Naufrágios - A História Submersa de Pernambuco, cuja consistência me impressionou. Faltava sair do papel e ter a aprovação de um órgão público ou privado para financiá-lo. O valor do projeto e sua consistência era tal, que foi aprovado pela FUNDARTE depois de defesa pública e publicado no Diário Oficial da União. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Este iniciou as filmagens e  tão logo recebeu parte dos recursos investiu em mais equipamentos. Recaiu com um quadro de pneumonia, tendo que ser novamente internado. Antes disso havia ido a Fernando de Noronha e tentara retornar em um barco grande de um amigo, ocasião em que faria mais tomadas náuticas do seu filme. Passou mal já na saída de Noronha, obrigando a tripulação a retornar. Daí manteve-se internado e posteriormente obteve alta hospitalar, convalescendo em casa de sua irmã. Fomos vê-lo e julgava que essa seria a última visita. Magérrimo, pele sobre ossos e sorriso sobre ambos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Conversamos, mostrou-nos no notebook parte das filmagens e uma entrevista; mais uma vez acenou com a possibilidade de tão logo se restabelecesse retomar o trabalho. Mãos longas me explicavam do ponto de vista de um diretor de cinema o que seria enquadrado dentro da tela. Algum tempo após nos despedimos, beijamo-nos as mãos, afaguei-lhe a cabeça sem cabelos e prometi voltar na mesma semana. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Nesse momento que escrevo, sei que está internado apenas sob administração de morfina, que apresentou um estado confusional em que falou da sua mãe, que se encontra hipotenso, hipotérmico e sereno. Quando esta noite passar irei ao seu encalço e mais especificamente unir-me às queridas Aninha, Lilice e Maria Luíza, suas duas irmãs, sua sobrinha e ao seu pai Henry. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mãos carregadas de tantos tesouros quanto os dos baús dos mais ricos naufrágios da história; sabendo que um rico bioma alimentará a pulsante vida submersa, e esta reverenciará um diretor de cinema fantástico e inolvidável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje pela manhã, recebo o telefonema de Aninha, comunicando-nos que Quico, como aprendemos a chamá-lo com carinho, dera o seu&amp;nbsp; mergulho mais profundo a um mar que prescindirá de luzes e flashes. Tal jovem e tal oceano presenteiam a nós mortais, um lúmem encantado, um rastro de um cometa doce e terno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-9117776078508105309?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/9117776078508105309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=9117776078508105309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/9117776078508105309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/9117776078508105309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/12/naufragios-historia-submersa-de-cada.html' title='Naufrágios. A história submersa de cada ser humano'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wxVqGISuQ8w/TPo-d7aYznI/AAAAAAAAkhY/zz2t3JQ54cs/s72-c/Quico_foto-colagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-2589951484677507417</id><published>2010-11-29T10:06:00.001-03:00</published><updated>2010-11-29T10:06:19.552-03:00</updated><title type='text'>I SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DA PARAIBA</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;20 A 28 DE NOVEMBRO DE 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;ESPAÇO CULTURAL JOSÉ LINS DO REGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;JOÃO PESSOA/PB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;ABERTURA OFICIAL&lt;/strong&gt; - palestra com José Castilho – &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Cine Bangüê&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dia: 20/11 – SÁBADO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Hora: 10h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;SALÃO  INTERNACIONAL DO LIVRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Praça do Povo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 10 às 21 horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Período: 20 a 28 de novembro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;EXPOSIÇÕES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Mezanino 4&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;1)      EXPOSIÇÃO INTERATIVA (PAREDES POÉTICAS  SESC PB)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;2)      EXPOSIÇÃO MEMÓRIA E INFORMAÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;FÓRUM PARAIBANO DO LIVRO, LEITURA E BIBLIOTECAS. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro Paulo Pontes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9 às 17 horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Período: 22 e 23 de novembro &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Presença de Fabiano dos Santos – PNLL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;SEMINÁRIO DE ACESSIBILIDADE DA PARAIBA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro Paulo Pontes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9 às 17 horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Período: 24 e 25 de novembro &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;ENCONTRO DE CORDELISTAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro de Arena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: 15 horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Período: 20 e 27 de novembro &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;SARAU PARAIBANO / LANÇAMENTO DE LIVROS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: 10horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro de Arena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Apresentação: Linaldo Guedes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:23 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:      Balila Palmeira "Os Teatros da Paraíba" &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt; Joacil de Brito "O livro na história"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:24 de novembro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante: Severino Celestino da Silva "O Evangelho e o Cristianismo Primitivo"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:25 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Neide Medeiros Lançamento: "Memória de Leitura na Infância" &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Lilian Paschoalin Histórias de "mulherzinha"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:26 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Hildeberto Barbosa Filho Lançamento: "Livros sobre livros"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Sergio Castro Pinto "Humor e Ironia em Mario Quintana"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:28 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Maria das Graças &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt; Águia Mendes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;FIQUE LIGADO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: 15horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro de Arena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Apresentação: Agda Aquino&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:21 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Ferréz "O Hip Hop e a literatura na periferia"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:23 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Tania Zagury "Bullying"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:23 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:Jairo Rangel "Raquel de Queiroz"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:25 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Andre Vianco "Entre o Bem e o Mal"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:26 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Pasquale Cipro Neto "Nossa Lígua" &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;POÉTICA DA PALAVRA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: 17horas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro de Arena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Apresentação: Linaldo Guedes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:21 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Fabrício Carpinejar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:23 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Arnaldo Antunes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:24 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Marina Colasanti&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:26 de novembro&lt;/strong&gt; Ferreira Gular&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Bráulio Tavares&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;CAFÉ COM LETRAS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: 19h30&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Teatro de Arena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Apresentação: Linaldo Guedes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:20 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante: Silvério Pessoa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:21 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Mario Prata&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:23 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:&lt;strong&gt;     &lt;/strong&gt;Nélia Piñon&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:24 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:&lt;strong&gt;     &lt;/strong&gt;Galeno Amorim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:25 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:     Affonso Romano de Sant'Anna&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia:26 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Palestrante:&lt;strong&gt;     &lt;/strong&gt;Ignácio de Loyola&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;OFICINAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;1. Contação de História – Fundação Bradesco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 21 – 22 -23 - 27&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 4 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;2. Contação de História – Poesia Infantil: uma nova maneira de ver o mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Prof. Dra. Neide Medeiros Santos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 21 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 4 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;3. Contação de História – Entre fadas, príncipes e duendes: a arte de ler, ouvir e contar histórias &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Alba Diniz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 22 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 4 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;4. Contação de História – Na teia tênue do texto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Prof. Dra.Ivone Tavares de Lucena – PPGL/UFPB&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 24  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 4 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;5.Despertar para o Libras &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 21 – 22 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 5 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;6.Criação e Produção Literária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 22 -23 - 24&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 6 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;strong&gt;Despertar para o Braille&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 22 -23 - 24&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 6 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;8.Competência em Informação - Interação no mundo virtual - navegando em uma nova realidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 24 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 5 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;9.Competência em Informação - wikipédia - construindo a maior enciclopédia do mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 25 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 5 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;10.Competência em Informação - Fotos na web - criando seu álbum virtual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 26&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 5 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;11.Competência em Informação - Blogs - ferramentas para disseminação da informação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 27&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 5 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;12.Oficina - configuração de equipamento e utilização linha index – laratec&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 14h as 17 h &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 23 – 24 – 25 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 5 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;13.Oficina de Cordel - Fundação Bradesco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 25 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 4 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;14.Origami - Fundação Bradesco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 26 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 6 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;15.Desenho e Pintura - Fundação Bradesco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Dias: 26 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Local: Sala 4 – Mezanino 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;APRESENTAÇÃO CULTURAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Horário: 21h30&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Local: Teatro de Arena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 20: Silvério Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 21: Adeildo Vieira Homenagem a Lúcio Lins&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 23: Urso amigo Batucada + Cabruêra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 24: Nação Maracahyba + Kenedy Costa Homenagem a Jackson do Pandeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 25: Aruenda da Saudade + Patrícia Moreira show francés cole café&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 26: Paraiba Dixieland + Toninho Borbo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 27: Beto Brito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Dia 28: Tarancón&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-2589951484677507417?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/2589951484677507417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=2589951484677507417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2589951484677507417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/2589951484677507417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/i-salao-internacional-do-livro-da.html' title='I SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DA PARAIBA'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-8560158391031157867</id><published>2010-11-25T00:24:00.001-03:00</published><updated>2010-11-25T00:26:18.907-03:00</updated><title type='text'>Assista: Lula é entrevistado por blogueir@s em Brasília - OndaVermelha - #dilmanarede</title><content type='html'>&lt;a href="http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/noticias/assista-lula-e-entrevistado-por-blogueirs-em-brasilia"&gt;Assista: Lula é entrevistado por blogueir@s em Brasília - OndaVermelha - #dilmanarede&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-8560158391031157867?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/noticias/assista-lula-e-entrevistado-por-blogueirs-em-brasilia' title='Assista: Lula é entrevistado por blogueir@s em Brasília - OndaVermelha - #dilmanarede'/><link rel='enclosure' type='BlogdoWaldirPedrosa' href='http://www.blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/8560158391031157867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=8560158391031157867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8560158391031157867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8560158391031157867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/assista-lula-e-entrevistado-por.html' title='Assista: Lula é entrevistado por blogueir@s em Brasília - OndaVermelha - #dilmanarede'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-8879483798528140439</id><published>2010-11-22T22:34:00.002-03:00</published><updated>2010-11-22T22:39:45.418-03:00</updated><title type='text'>A torturante construção de uma verdade torturada</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wxVqGISuQ8w/TOsa5GY4QQI/AAAAAAAAke4/cAspeLRAvGs/s1600/Roberto+Efrem+Filho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_wxVqGISuQ8w/TOsa5GY4QQI/AAAAAAAAke4/cAspeLRAvGs/s1600/Roberto+Efrem+Filho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;Parte das verdades que os meios de comunicação pretensamente descortinarão nos próximos dias foram construídas segundo crudelíssimos estratagemas de tortura. Outra parte, se não obtida na atitude imediata da mão torturadora, constitui-se de argumentos criados para respaldar a tortura posterior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&lt;b&gt;Roberto Efrem Filho&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;No último setembro, às vésperas das eleições presidenciais, a Folha de S.Paulo engatinhou até as barras das fardas e togas do Superior Tribunal Militar, sob o intuito de revelar o mistério sangrento que ela julga existir no passado de Dilma Vana Rousseff. A partir da revelação midiática de verdades presentes nos processos militares, a Folha intentava, naquele momento, solapar a candidatura da petista, incrustando definitivamente em Dilma o estigma de terrorista. Nesta quarta-feira, dia 17 de novembro, o jornal em questão anunciou, em matéria de capa, sua aparente vitória: o STM decide pela abertura pública do processo sobre a presidente eleita. Em alguns dias, os meios de comunicação divulgarão seus recortes das informações constantes naqueles documentos empoeirados. O que revelarão? A torturante construção de uma verdade torturada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault definiu a tortura como um mecanismo de produção de verdades. Nela haveria algo de inquérito, na medida em que através da violência se investiga ou se cria um acontecimento, mas também persistiria algo de duelo, de modo que o torturado digladia com o torturador, resiste à dor, silencia ou rejeita acusações, desafiando a força absoluta que contra ele se impõe. A tortura constrói verdades ao tempo em que o torturado é levado à exaustão da confissão oficialesca ou à incapacidade profunda de afastar de si incriminações ou fatos, ainda que se negue a confessar. O torturador entra no jogo vencendo e sai dele auto-proclamadamente vencedor. O torturado, mesmo resistindo, resta destroçado, julgado e condenado do início ao fim do processo, perdedor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte das verdades que os meios de comunicação pretensamente descortinarão nos próximos dias foram construídas segundo crudelíssimos estratagemas de tortura. Outra parte, se não obtida na atitude imediata da mão torturadora, constitui-se de argumentos criados para respaldar a tortura posterior. Emergirão, assim, das letras de oficiais torturadores e da edição dos meios de comunicação, fatos esculpidos a sangue pelo próprio aparelho repressor. Dilma Rousseff foi torturada durante anos sobre os cadafalsos internos e opacos da ditadura – a qual a Folha designou, noutro momento, como "ditabranda". Duelou, contundente, com um Regime que a obrigou a mentir para proteger as vidas de novos possíveis torturáveis, como ela própria atestou no memorável discurso de resposta ao senador Agripino Maia (DEM - RN), quem, àquela ocasião, numa reunião de uma comissão parlamentar, levantava suspeitas acerca da honestidade da então ministra. Dilma, contudo, nada guarda de perdedora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, acredito, encontram-se vestígios do que movimenta a Folha de S.Paulo e os interesses a ela associados. Porque apesar de matérias de capa e decisões judiciais, alguns setores sociais historicamente vencedores – ou "dominantes", para utilizar a expressão da melhor tradição marxista – não andam vencendo o bastante neste país. Esses setores se valem da manipulação retórica das bandeiras políticas de movimentos democráticos, como a da abertura dos arquivos da ditadura, convertendo-as em alavancas para o ataque à opção popular. Basta relembrar a oposição desses mesmos setores às propostas do PNDH 3 a esse respeito e o mencionado oportunismo virá, constrangido, à tona. A abertura dos arquivos, afinal, trata-se originariamente de uma investida democrática contra os segredos de déspotas e não de um afã punitivo sobre pessoas que se levantaram contra o autoritarismo, as quais, a despeito de terminologias seletivas e conservadoras, nada têm de "terroristas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Militares e militantes, é verdade, estavam em lados opostos de um mesmo conflito. Entre eles, no entanto, faz-se impossível comparar responsabilizações. Não se encontravam numa "guerra justa" – se é que isso já existiu! – porém em meio a um processo categoricamente assimétrico, em que um Estado, aí sim, terrorista, mobilizava suas truculentas estruturas por cima de agrupamentos de homens e mulheres, todos em sua maioria jovens, como era o caso de Dilma Rousseff, contestadores daquela ordem arbitrária. Se alguns desses grupos e pessoas praticaram, como alguns alarmam, assaltos a bancos ou seqüestros – e não se tem, até hoje, comprovação de que Dilma é uma dessas pessoas – e se desses atos resultaram, por exemplo, mortes acidentais, a quem caberia, enfim, a culpabilização? A realidade daqueles anos, torturada tal qual a verdade extorquida e recriada nos porões, muitas vezes exigiu mais daqueles militantes do que é humanamente exigível de qualquer um dos filhos da minha geração estudantil. Seria deles então a culpa? Poderia ser Dilma Rousseff chamada de assassina? Não. Do contrário, estaríamos nós convergindo para mais uma confissão oficialesca, uma verdade dolorosamente produzida, uma ficção estruturada sobre um passado que querem brando e solenemente esquecido. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;Roberto Efrem Filho é mestre em direito pela UFPE e docente do Departamento de Ciências Jurídicas da UFPB.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4879&amp;amp;boletim_id=793&amp;amp;componente_id=13178&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-8879483798528140439?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' title='A torturante construção de uma verdade torturada'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/8879483798528140439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=8879483798528140439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8879483798528140439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/8879483798528140439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/torturante-construcao-de-uma-verdade.html' title='A torturante construção de uma verdade torturada'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wxVqGISuQ8w/TOsa5GY4QQI/AAAAAAAAke4/cAspeLRAvGs/s72-c/Roberto+Efrem+Filho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-5848150384296204312</id><published>2010-11-09T04:48:00.002-03:00</published><updated>2010-11-10T00:08:45.359-03:00</updated><title type='text'>FIQUE CLARO QUE NOSSOS MÁRTIRES, HERÓIS E COMBATENTES, SEMPRE MERECERAM O NOSSO ORGULHO E RECONHECIMENTO.</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt;"&gt;CUMPRE-SE UM CICLO APÓS A DEPOSIÇÃO DO GOVERNO JANGO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A sensação que tenho, é que o tempo tem passado pela janela, como na música Carolina, do nosso grande Chico Buarque. Necessitamos atualizar nossos relógios, para estarmos presentes na hora de capitalizarmos nossas conquistas. Essas foram urdidas há muitos sóis, e, com bastante sacrifício. Admito que cause arrepios certas alianças, que, se fizeram necessárias no curso da viabilização de conquistas, tais como; um poder executivo assentado em princípios democráticos, e, pactuados com a força viva da sociedade, que é o povo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Em decorrência das políticas sociais do gov. Lula, introduziu-se uma nova moeda no meio dos excluídos; mais oportunidade, e, a consequente percepção de si próprios, como seres humanos cidadãos. A inclusão social, além de responsabilidade do estado e da comunidade, é mudancista, é metamorfoseadora, pois remete cada vez mais, a degraus de necessidades de aprimoramento humano e social. É, ao mesmo tempo, adicionadora de práticas sociais mais elevadas e progressistas, com direta influência não apenas no consumo interno, mas, especialmente pela subtração da marginalidade e adição de recursos humanos a disputar espaços positivos nas frentes de trabalho, nas escolas, universidades, enfim construindo modos de ampliar a ciência e a tecnologia endereçadas ao homem.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não se eleva um país, sem que se elevem os seus filhos. Neste particular, cada indivíduo ou família que se resgata, soergue o seu país, o mundo, e, interferirá diretamente no processo de construção ética de uma nova sociedade.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Somos um regime político em que a chefia do governo é prerrogativa do presidente da República, que escolhe seus ministros, e conta com a independência dos três poderes (executivo legislativo e judiciário). Não tenho dúvidas sobre a qualidade da mulher que elegemos para conduzir o país. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O legislativo, de todo modo, mudou para melhor. Expurgamos através da democracia, inúmeros entes envolvidos direta ou indiretamente em falcatruas, presentes em todas as facções partidárias, e, dentro da administração pública. Muitos certamente sobrevivem se ocultam e podem ser acobertados por poderosos interesses, até mesmo religiosos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Porém uma coisa é certa, à medida que o processo democrático, de inclusão social e educacional avança, os entes individualistas e toda uma corte de malfeitores ligados com o tráfico de drogas, de pessoas, de armas e assim por diante, irão perdendo espaço. E isso são transformações que urgem, não apenas em setores do PMDB, hoje aliado ao governo central; mas a todos os partidos, ao legislativo, como um todo, e, especialmente a um judiciário pomposo, arbitrário e que não sofre os influxos da escolha popular. Grandes facilitações, grandes omissões e negociatas podem passar por esse poder, sem que se consiga sequer julgá-las. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É repetitivo reafirmar que esse país mudou bastante, mas é necessário tomarmos consciência que uma geração de jovens imberbes, meninas desengonçadas, mães e pais aflitos, muitos órfãos dos filhos, maridos, esposas e pais; lá atrás, pelos idos de 1964, 1968, se rebelaram como souberam, se arriscaram, apanharam de cassetetes, foram pisoteados por cavalos, ficaram presos, sofreram torturas as mais desumanas e requintadas, quando não foram assassinados friamente, foram desaparecidos, eufemismo utilizado para explicar o extermínio ilegal de jovens concidadãos, que aspiravam pelo mesmo aprimoramento social que desejamos hoje para todos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Chama-me atenção nesta etapa da nossa história, que tenhamos elegido por dois mandatos, um extraordinário operário, militante sindical, ativista na luta contra a ditadura de 64, e, subsequentemente uma economista, destacada ministra desse mesmo governo, militante política pela democracia e contra a ditadura, segundo consta, corajosa, determinada, coerente e havendo brutalmente sofrido tortura, pelo regime militar acumpliciado por civis de ultra direita deste país àquela época. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Como o seu predecessor, por quem foi antecipadamente eleita à sucessão, passou por um crivo ainda mais pesado e desleal, pasmem, pelo mesmo ajuntamento civil de ultra-direita de 64, à exceção de alguns neo-golpistas; dentre esses, raquíticas figuras, que já militaram no antigo Partidão (PCB), como o Sr. Roberto Freire e alguns ditos intelectuais de esquerda. Esses tão logo se inebriaram com o sobejo da burguesia, abandonaram a ideologia do povo, pelo incenso; e, a poesia pela decoração de ambientes. Em realidade, as letras nunca lhes dariam&amp;nbsp; a almejada pecúnia, nem abririam as portas dos aquinhoados, em seu frisson consumista por ostentar obras de arte. Certos ditos intelectuais, incapazes de enfrentar a vergonha pública de ferir sua imagem&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; nas especulações financeiras, se escondem mercando ou palpitando sobre as artes plásticas.  Entre nós, consumo dos poderosos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;As orgias da alma imunda, implicadas em transmutar um homem de esquerda, no pior dos direitistas, certamente já é suficientemente conhecida na história das traições às causas do povo. Brota da &lt;i&gt;auto-bastança&lt;/i&gt; daqueles que apenas reconhecem os ecos das próprias vozes e o olhar sobre seus umbigos. Colecionam papéis e currículos desguarnecidos da atualidade do aqui e do agora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Emblemática, a nossa história recente se encarregou de destampar os odores das ditaduras, da Inquisição e do preconceito até mesmo regional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp; Sabemos que partido político algum, é um ajuntamento homogêneo, e, que o Partido dos Trabalhadores,&amp;nbsp; fantasiado como se tal fosse,&amp;nbsp; por sua prática e exercício crítico , promovera uma imensa decepção, focada em alguns dos seus membros, que&amp;nbsp; tornaram-se suspeitos de cometerem atos desonestos no exercício de suas funções públicas. Conhecemos o quanto houve uma urdidura da direita e da sua mídia, em generalizar e repercutir esses fatos de forma distorcida, dando por condenado o que sequer havia sido investigado ou julgado. Os anos do governo Lula, foram intensamente marcados pela omissão da imprensa em divulgar seus acertos e avanços, como também de promover uma sórdida e desrespeitosa campanha desqualificadora e contrária ao primeiro mandatário da nação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;A despeito dessa realidade, há um presidente com mais de oitenta por cento de aprovação popular do seu governo, quase&amp;nbsp; ao término do seu mandato. Que caminho seguir? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Odores de retrocesso pelo ar, encabeçado por um farsante inescrupuloso colecionador de muitos ex, ex-intelectual de esquerda, ex-militante da UNE, ex-prefeito e governador de São Paulo, ex-amigo do ex-rival que fora presidente, e especialmente ávido por ostentar, um dia, o título de ex-presidente. Exagerou na dose de ranço direitista e de subestimar a inteligência popular com promessas vãs. O seu fogo sádico contra a candidata Dilma e o seu aparato midiático conseguiram, até certo ponto, impedir que desabrochasse o preparo e a competência da sua contendora, que a despeito de tudo foi se colocando na reta final. Seu primeiro discurso quando já eleita, seguindo-se a eleição, é demonstração cabal do seu preparo, imensamente além do que aquele do seu adversário e sinalizando os pontos fulcrais dos anseios nacionais. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Contudo, um fator importante, eu direi até que construtivo, foi gerado; as esquerdas brasileiras, incluindo amplos setores da intelectualidade, o meio artístico, a juventude, as alas progressistas das religiões, dentre outras; hoje não tão estigmatizadas como dantes, porém mediante a hiperreflexia, que, faz um gato escaldado, sentir medo de água fria, adotaram a coesão de todos os meios possíveis em favor de Dilma e contra o retrocesso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Geralmente aguardamos que uma história longínqua e bem além do nosso tempo de existência, traga pelas mãos dos historiadores e analistas as reais dimensões de um dado fato histórico. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Impaciência ou &lt;i&gt;feeling &lt;/i&gt;me permite aqui, demarcar e comemorar um fato histórico e um dado para reflexão. O fato histórico é um conjunto semiótico que leva em conta na nossa democracia o percurso da mulher brasileira até chegar a se plasmar a sua candidatura ao poder maior da nação. Neste particular, tivemos o ensejo de duas candidatas mulheres já no primeiro turno, sendo que uma delas partindo para uma disputa polarizada com um homem. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não me ocuparei da candidata Heloisa Helena, do PSOL, que foi a primeira mulher a candidatar-se, uma vez que essa apresentava desde o inicio um perfil de anticandidata e sem a perspectiva de concorrer para lograr êxito. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Em segundo lugar destaco que as duas candidatas, Dilma e Marina, demarcaram o espaço da mulher com altivez e propriedade. Em terceiro lugar, ressaltar que ambas advieram, como ministras, de um governo significativamente mais inclusivo com relação às minorias e à mulher em particular. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Abre-se portanto, não mais o espaço virtual e retórico para a mulher, como é observado durante o governo FHC,  em que a própria socióloga Rute Cardoso, esposa do presidente, mesmo assim não deflagra ideologicamente nem convincentemente este processo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Por fim uma observação que encaro como sumamente importante. Creio que se pudéssemos abstrair o torpe papel a que se prestou o candidato José Serra, mesmo assim, nesta eleição ficou demonstrável cabalmente, que, o pensamento das forças de direita se conduz para a resolução das contradições político-ideológicas que têm com a esquerda. Isso nos fala do fortalecimento da direita e de sua organização, a fim de tentar desestabilizar as forças progressistas que assumem a continuidade do poder com Dilma Rousseff. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O outro pólo dessa contradição diz respeito às forças progressistas e de esquerda, aos rumos do PT, à favorável composição do parlamento e dos governos estaduais, à convivência com o PMDB e os outros partidos da coligação, destacando-se nesse particular, que o PCdoB, passa a ser estrutural e ideologicamente aquele que mais assume as prerrogativas da esquerda, sendo seguido pelo PT, como também pelo PSB. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Deve ser realçado que as nomeações para os ministérios, a serem feitas pela presidente, serão tanto melhores quanto mais for adotado o critério técnico e meritocrático para a indicação desses atores. Entendo que o espaço de errar neste particular deverá ser reduzido ao mínimo. Dentro desse contexto, há um relevante papel a ser encetado pelo ocupante do cuidado com as relações exteriores; sendo ao nosso encarar, essa uma área que poderá trabalhar também com as alternativas de fortalecimento e continuidade da projeção do presidente Lula, no rumo de permitir-lhe galgar um status de negociador político da paz entre os povos e um obreiro da integração social, política e econômica da América Latina entre si e com as outras nações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A derradeira análise faz parte de uma sinalização histórica de que, remontando as origens do movimento civil e militar que depôs o governo João Goulart e, chegando aos dias atuais, veremos que o acme das contradições entre a direita e a esquerda, ou entre conservadores e democratas, em nosso país, se dá com a eleição de Lula. Esta tenta inviabilizá-lo desde os primeiros momentos e durante todo o período em que governa, para assumir maiores proporções quando o povo elege Dilma e com ela um perfil anti-direita e anti-ditadura. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;De modo factual ,o povo e com ele os setores de esquerda, elegeram um ícone do seu histórico libertário. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Idealmente será desejável, que, aqueles que possuem meios de se manifestar para o coletivo, longe de se assombrarem com os palavras dos que tentam descredenciar o digno e corajoso percurso da nossa  história de lutas democráticas,  desdemonizem e refutem o conceito perpetuado, entre outros, pela direita, assumindo alto e em bom som, o orgulho público e indisfarçável pelos seus mártires, seus heróis e pelos que resistiram e prosseguem na perspectiva de uma nação cujo desenvolvimento caminhe a par e passo com a justiça social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sob essa legítima ótica é fácil constatar, o grau de conquista do povo brasileiro e o grau de responsabilidade que doravante deve ser atribuído aos que podem e devem colaborar com o fortalecimento desse governo e suas instituições, na figura da sua presidente.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Waldir Pedrosa Amorim, 02 de novembro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;waldirpedrosa@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-5848150384296204312?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/5848150384296204312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=5848150384296204312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5848150384296204312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/5848150384296204312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/fique-claro-que-nossos-martires-herois.html' title='FIQUE CLARO QUE NOSSOS MÁRTIRES, HERÓIS E COMBATENTES, SEMPRE MERECERAM O NOSSO ORGULHO E RECONHECIMENTO.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-1630907536965330539</id><published>2010-11-08T03:01:00.001-03:00</published><updated>2010-11-08T03:01:39.539-03:00</updated><title type='text'>Morre o psicanalista Luís Martinho Maia</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;A terra dos homens fica sempre mais empobrecida quando ao cumprir o inexorável momento da validade orgânica, alguém retorna ao pó. Nesse instante, a terra, que não mais necessita ser dos homens, engolfa em suas entranhas os componentes do que é corpo sem vida. Mais modernamente, o ato crematório, encurta o caminho lento da decomposição através da terra, e, volatiliza o que fora casca, habitáculo da vida, ou, segundo alguns, o templo da alma. Resta-nos cinzas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Imaginem o homem plantado como estacas na superfície da terra. Estacas equidistantes de outras tantas, sem a necessidade de possuir o sustentáculo de raízes; apenas fincadas, sem que qualquer delas interferisse na existência de cada outra. Estacas estáticas, embora olhantes, escutantes e pensantes, até onde a visão não se revelasse míope, para perscrutar o mais além. Estaria assim, o homem-estaca, inabilitado a procriar, bem como a ter intercessão, toque, ou atitude relacional com os seus semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;O poeta Vinícius de Morais, em um dos seus versos que virou canção, pergunta a Deus: &lt;em&gt;Escute amigo. Se foi para desfazer, por que é que fez?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Trilhando o caminho da sua inquietação irreverente, imaginei o homem-estaca, com o propósito de livrar-lhe da dor da vida de relação.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Luís Maia, ou apenas Maia para alguns, dedicou-se como ninguém, ao estudo, à pesquisa, à transmissão do conhecimento e ao cuidado deste homem já nascido com a perspectiva da morte, e, dado a viver sob os efeitos das suas relações mais primitivas com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Esse mister, muito mais do que o de várias profissões dedicadas ao cuidado e à promoção humana, longe das glórias cirúrgicas, e das poções químicas, que, em sua maior parte, logo fazem aflorar os efeitos, é silencioso, discreto, constante e em grande parte subterrâneo. Contudo, produz não só um efeito terapêutico para a alma humana; leva consigo a possibilidade de melhor viver em um sentido amplo e permanente. &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Fui por longos anos cliente e analisando de Maia. Isso data da época em que decidi-me a tal, por orientação do meu mestre e amigo, o professor Dr. José Fernandes Pontes, que me introduzira na medicina psicossomática, e que, incentivara a nos valermos da ferramenta do autoconhecimento, representada pela psicanálise. Essa realidade me propiciou exercer uma medicina mais resolutiva, mais consonante com a feição humana e com o próprio imbricamento bio-psico-social, inerente aos modos de viver e de adoecer.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Neste momento da sua morte, revelo o enlutamento pessoal causado pela sua ausência. Do mesmo modo que o processo psicanalítico transcende na maioria das ocasiões ao cenário analítico, se perpetuando; creio que, &lt;em&gt;mutatis mutandi&lt;/em&gt;, a presença de Maia se eternizará entre nós.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Expresso nessas linhas dirigidas à sua memória, o meu apreço à grandiosidade da sua companheira, a psicanalista Henriqueta, e aos seus queridos filhos. Minha gratidão e a consciência de que, &lt;em&gt;quem sente saudades, nunca está sozinho, tem o carinho da recordação.&lt;/em&gt; Todos vocês e nós, guardaremos a lembrança de um homem competente, digno e bom.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-1630907536965330539?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/1630907536965330539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=1630907536965330539&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1630907536965330539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/1630907536965330539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/morre-o-psicanalista-luis-martinho-maia.html' title='Morre o psicanalista Luís Martinho Maia'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-903256802030342633</id><published>2010-11-05T20:49:00.002-03:00</published><updated>2010-11-05T20:57:45.268-03:00</updated><title type='text'>CARTA DE REPÚDIO - ESCRITA POR UMA NORDESTINA</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&lt;b&gt;Por Andrea Grace&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sou uma pessoa que costuma envolver-se em polêmicas ou declarar seus posicionamentos de forma ferrenha, pois acredito na palavra "Democracia" em toda a sua extensão e profundidade. Entretanto, diante de alguns – para não dizer centenas - de comentários que li via twitter, decidi escrever essa carta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No último dia 31/10, dia em que o Brasil votou e elegeu a sua primeira presidente mulher – um avanço para o nosso país- os nordestinos foram extremamente desrespeitados e discriminados por terem sido os protagonistas do resultado eleitoral nacional. Comentários como "pessoas sem esclarecimento", "sem acesso a informação", "alienadas" foram difundidas, em pleno século XXI, apregoando uma idéia ridícula de segregação do norte e nordeste, em relação ao resto do país.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para surpresa de alguns desinformados que twitaram tais absurdos, nós nordestinos conseguimos ler, fato que alguns julgaram impossível, pois acreditavam que no nordeste "ninguém sabia nem o que era twitter". Engraçado é que muitos nordestinos acessam o twitter, o orkut, o facebook e os seus blogs, a partir de notebooks, netbooks, Iphones e Smartphones que, pasmem, nós sabemos o que é cada ferramenta dessa e trabalhamos a ponto de ter acesso a comprá-los, inclusive através dos websites do sudeste. É... os correios também atendem à região nordeste...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além disso, escrevo de uma cidade do interior paraibano – Campina Grande- situada entre as nove cidades tecnológicas do mundo, segundo a revista NewsWeek (vide: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=7202)., exportando tecnologia da informação para países, como Espanha, EUA e China.&amp;nbsp; Ademais, somos a primeira cidade do Brasil a dominar a tecnologia do plantio de algodão colorido ecologicamente correto. Vivemos num estado, assim como todos, com uma indiscutível má distribuição de renda, fato que não impede que campi de universidades particulares e públicas ofereçam oportunidades de acesso ao ensino superior a todas as classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;Dentro dessa desigualdade social, ferida aberta em todos os grandes centros urbanos, vemos shoppings (é... nós temos shoppings no nordeste) oferecendo produtos que apenas uma parte da população pode ter acesso, contrastando com casas paupérrimas . &amp;nbsp;Vemos as simples bicicletas, meio de transporte ultimamente eleito como o melhor para o meio ambiente, disputarem espaço com grandes carros de empresas estrangeiras, a exemplo da Hyundai, Honda, Kya, bem como com carros mais populares, produzidos pela Fiat, Chevrolet, e Volkswagen. É... aqui já faz algum tempo que a carroça deixou de ser o principal meio de transporte. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que mais me assusta é que, diante de pessoas que se declaram tão superiores e esclarecidas, nós nordestinos demonstramos mais poder de decisão e escolha, pois não nos guiamos pelas opiniões alienantes e oligárquicas difundidas pelos principais meios de comunicação nacional. &amp;nbsp;Fato que também deve estarrecer os mais desinformados, pois nós aqui temos televisão, inclusive de plasma, LCD e de LED, e recebemos os sinais das principais redes de televisões do Brasil, sem falar que nos mantemos informados também através de TVs à cabo – mais de uma empresa? – pois é... isso pode ser um tanto quanto impactante para alguns habitantes da parte inferior do nosso mapa brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que observamos é que o Brasil, nesses últimos quatro anos, assistiu a uma expansão do ensino superior, a uma diminuição da miserabilidade do país, a uma estabilidade econômica e a uma descentralização da distribuição de recursos federais, e isso foi determinante, acredito eu, para a escolha verificada com tanta revolta por alguns. A demagogia, o autoritarismo, os sorrisos forçados, a imagem da oligarquia não satisfaz mais a um povo que já sofreu muito com a falta de um olhar de credibilidade para a nossa região. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E para aqueles que não acompanharam muito de perto os resultados eleitorais por região, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, localizados na região Sudeste, também elegeram a candidata petista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;Apesar da grande votação da candidata petista na região nordeste, essa decisão não foi tão unânime como todos pensam, pois em Campina Grande, repito, na Paraíba, o candidato José Serra teve mais de 60% dos votos.&amp;nbsp; O que prova que democracia é uma palavra que, além de exigir respeito, é imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por tudo isso, venho com todo o meu sentimento de pesar, pelos comentários lidos, não defender um candidato ou outro, mas defender o povo nordestino que possui o direito de votar, bem como todas as demais regiões possui, e esclarecer, àqueles que acreditam em sua superioridade de reflexão e tomada de decisões, que os nordestinos não são a escória do Brasil, mas que contribuímos economicamente com o nosso país e merecemos receber em troca investimento e respeito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aconselho também, a tais pessoas e às que pensam como elas, a conhecer o Brasil como um todo, antes de denegrir as pessoas, baseados em informações frágeis e opiniões preconceituosas. Quem não conhece o nordeste, não acredite em tudo que é veiculado pela televisão: venha aqui e se encante!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;Andrea Grace&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;Nordestina, paraibana e mestranda em letras &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"&gt;pela Universidade&amp;nbsp; Federal de Campina Grande&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-903256802030342633?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' title='CARTA DE REPÚDIO - ESCRITA POR UMA NORDESTINA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/903256802030342633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=903256802030342633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/903256802030342633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/903256802030342633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/carta-de-repudio-escrita-por-uma.html' title='CARTA DE REPÚDIO - ESCRITA POR UMA NORDESTINA'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-4420399422965397150</id><published>2010-11-04T16:53:00.002-03:00</published><updated>2010-11-04T17:11:13.499-03:00</updated><title type='text'>O CAVALO MANCO E O PURO SANGUE POR ANTONIO ERMÍRIO DE MORAES</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:DocumentProperties&gt;   &lt;o:Version&gt;12.00&lt;/o:Version&gt;  &lt;/o:DocumentProperties&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;    &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;    &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;    &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;    &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;    &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;    &lt;w:CachedColBalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathPr&gt;    &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;    &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;    &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;    &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;    &lt;m:dispDef/&gt;    &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;    &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;    &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;    &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;    &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"  LatentStyleCount="267"&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cd0000; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 13pt;"&gt;POR ANTONIO ERMÍRIO DE MORAES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Os trabalhadores tem muito a aprender, mas não podemos negar que apontaram a seta do governo na direção de deixar de ser colônia extrativista. Isto já surtiu efeito no enfrentamento da última crise mundial, se o país estivesse com o modelo econômico anterior teria quebrado, isto foi dito por todos os segmentos da mídia (fora do contexto partidário) antes do processo da campanha política. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Se o governo não tivesse aberto agressivamente novos mercados com economias emergentes os efeitos seriam devastadores, isto é sério, e só aconteceu porque a direção foi mudada, as bases econômicas do governo FHC foram aproveitadas até um certo ponto, mas se não mudasse a estratégia, o Brasil teria quebrado como ocorreu nas outras crises.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;A aposta no mercado exterior emergente e no mercado interno, via inclusão social, é reconhecido no mundo inteiro como uma grande sacada deste governo que salvou o país de um grande desastre. O interessante é que foi apenas uma questão de auto estima, por incrível que pareça, o governo Lula adotou a estratégia nacionalista dos governos militares e deu certo. O que aflige o pessoal que governou nas décadas passadas é que o novo posicionamento foi ideológico, deu certo, o país se protegeu e cresceu. A fome, a miséria, as desigualdades não seriam resolvidos em oito anos, basta um pouquinho de bom senso pra enxergar isto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;A priorização no resgate dos pobres via programas de renda mínima e estímulo ao micro-crédito, o aumento em "dólar" de mais de 300% no salário mínimo, entre outras medidas, foram fundamentais para reduzir as desigualdades, irrigar de forma bem pulverizada a economia com dinheiro que gera emprego e germinou o ciclo virtuoso da economia. Com o aproveitamento e o aperfeiçoamento das bases econômicas bastou a decisão política de acreditar que podemos sonhar em deixar de ser colônia extrativista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Ainda estamos longe, não temos estradas, portos, aeroportos, escolaridade, sistema de saúde, centros de pesquisa, universidades qualificadas, mas para que possamos ter um dia todas estas coisas é preciso que tomemos a decisão política de apostar no Brasil, no trabalhador do Brasil, no empreendedor brasileiro, na distribuição de renda via salários dignos, no ciclo virtuoso do bom capitalismo, e esta decisão foi tomada neste governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Nesta decisão de política nacionalista, deflagrou-se um programa de investimento maciço em infraestrutura de longo prazo, que só vai repercutir em oito ou dez anos, visando viabilizar o desenvolvimento do país (reindustrialização nacional, agrobusiness, infraestrutura, geração de energia, etc.), o programa de aceleração do crescimento, PAC, representando mais uma vez a aposta no Brasil, deu certo, o iluminado Lula novamente pontuou onde os tucanos falharam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Quando a crise do primeiro mundo chegou o ciclo virtuoso se tornara auto-sustentável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;O capital produtivo já havia apostado no Brasil e o país já se mostrava como uma decisão acertada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Em todas estas frentes estratégicas, o governo anterior apostou que as multinacionais tomariam nossas frentes produtivas sem interferência do estado, via privatização, etc, e gerariam novos empregos porque os trabalhadores venderiam sua mão-de-obra barato e os recursos naturais estariam a sua mercê para extrair e produzir fartos lucros. Ledo engano, as multis são fiéis às suas origens, seu compromisso é de envio dos fartos lucros para as matrizes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Esta decisão estratégica errada estava transformando o país em quintal extrativista do mundo, deixando os industriais locais à margem do processo, com a maioria da população condenada ao sub desenvolvimento enquanto uma minoria fazia compras nos shoppings de New York e Londres. O mundo desenvolvido antes de ser o que é passou por decisões estratégicas de governo, as coisas não acontecem sozinhas. Esta foi a direção errada do governo anterior, acreditar que o lobo seria o melhor guardião do galinheiro e não apostar na capacidade do empreendedor e do trabalhador brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Os trabalhadores tem muito a aprender e isto ficou evidente nos poucos anos de poder, mas os neocapitalistas de visão curta estiveram no poder a vida inteira e já mostraram muito bem o modelo de sociedade que desejam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Prefiro levar meu cavalo manco para a fonte do que seguir de puro-sangue pro deserto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Antonio Ermírio de Moraes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;http://www.aldeianago.com.br/content/view/4045/3/&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-4420399422965397150?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/4420399422965397150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=4420399422965397150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4420399422965397150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/4420399422965397150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/o-cavalo-manco-e-o-puro-sangue-por.html' title='O CAVALO MANCO E O PURO SANGUE POR ANTONIO ERMÍRIO DE MORAES'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-7906121791654210634</id><published>2010-11-01T00:38:00.001-03:00</published><updated>2010-11-01T00:38:15.614-03:00</updated><title type='text'>Desafios para a Presidenta Dilma Rousseff</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;div&gt;&lt;table border='0' style='border-collapse:collapse'&gt;&lt;colgroup&gt;&lt;col style='width:507px'/&gt;&lt;col style='width:2px'/&gt;&lt;/colgroup&gt;&lt;tbody valign='top'&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;31.10.10 - &lt;strong&gt;BRASIL &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;br/&gt;Leonardo Boff *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;br/&gt;Adital – http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=52051&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nivel indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, sairam desmoralizados. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituida. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Familia entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Não obtante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Agora se coloca a questão: a Presidenta aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidenta compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.&lt;br/&gt;Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias("mensalão").&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será dificil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidenta deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidenta irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-7906121791654210634?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/7906121791654210634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=7906121791654210634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7906121791654210634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/7906121791654210634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/11/desafios-para-presidenta-dilma-rousseff.html' title='Desafios para a Presidenta Dilma Rousseff'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-804569301395593361</id><published>2010-10-30T16:42:00.000-03:00</published><updated>2010-10-30T16:42:13.719-03:00</updated><title type='text'>Dilma Rousseff e José Serra no debate Rede Globo 2º Turno 29/10/2010 (3/7)</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i2.ytimg.com/vi/qZnPMfumDA0/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qZnPMfumDA0?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qZnPMfumDA0?fs=1&amp;amp;hl=en_US" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-804569301395593361?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/804569301395593361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=804569301395593361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/804569301395593361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/804569301395593361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/10/dilma-rousseff-e-jose-serra-no-debate.html' title='Dilma Rousseff e José Serra no debate Rede Globo 2º Turno 29/10/2010 (3/7)'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-3192268625179459527</id><published>2010-10-28T10:58:00.000-03:00</published><updated>2010-10-28T10:58:38.040-03:00</updated><title type='text'>DAS MANOBRAS DA IMPRENSA GOLPISTA</title><content type='html'>&lt;h1 class="tit-arial padding-bottom" style="color: #666666; margin-top: 20px;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;STF não deve avaliar hoje pedido de abertura do processo de Dilma durante a ditadura&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="post-author arial-normal " style="display: block;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Redação Carta Capital&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/stf-nao-deve-avaliar-hoje-pedido-de-abertura-do-processo-de-dilma-durante-a-ditadura"&gt;Leia mais&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;&lt;cite class="fn"&gt;Luiz Carlos Novaes&lt;/cite&gt; &lt;span class="says"&gt;disse:&lt;/span&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;div class="comment-meta commentmetadata"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/stf-nao-deve-avaliar-hoje-pedido-de-abertura-do-processo-de-dilma-durante-a-ditadura/comment-page-1#comment-28445"&gt;27 de outubro de 2010 às 13:01&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="comment-meta commentmetadata"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Anistia ainda não para todos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Preocupa sobremaneira o fato de vermos que a Anistia Política não chegou  para todos. Há pouco tempo se discutia se a sociedade deveria tomar  conhecimento dos torturadores da época da Ditadura Militar no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Argumentos de todos os lados defendiam suas posições, sobrepondo-se a  eles o de que devemos olhar para o futuro e deixar nossos mortos e  fantasmas no passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não é meu objetivo detalhar a discussão, nem tomar partido agora, neste texto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que me preocupa, até me assusta, é que um grande jornal de São Paulo  entrou na Justiça Militar, agora durante as eleições, com ação para que  se abra o processo em que se acusou, julgou e condenou a candidata Dilma  Roussef.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todos sabem que ela atuou na resistência à Ditadura, assim com tantos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Muitos foram presos, torturados, alguns soltos depois, outros  simplesmente desapareceram e outros tantos, sabe-se, que tiveram fim  mortal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Entre esses resistentes estavam professores, cientistas, jornalistas,  sacerdotes, políticos, artistas de todas as artes, escritores e  estudantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Muitos desses estão ainda vivos e poderiam também contar suas histórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os mortos e os “desaparecidos” infelizmente nunca mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É claro que pela ótica dos governantes daquela época todos os  resistentes foram criminosos, em algum nível. Afinal estavam contrários e  querendo subverter o regime e as leis vigentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Passados muitos anos vemos, neste período de eleições para presidente,  grupos de pessoas e da mídia considerada mais importante querendo  acessar somente o processo da Dilma Roussef. A desculpa é que seria  necessário para se conhecer o seu passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pergunto, porém, passado em que ótica? Da resistência ao regime  ditatorial e torturador ou do próprio regime, portanto com a chancela de  criminosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Isso, para o público menos informado dos fatos históricos, ou com a  memória já apagada pelo tempo e para os de má fé poderia ser uma bomba  sobre a pessoa, a candidata e tudo o que ela pode representar para o  futuro, dependendo de como se usasse essas informações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Folha de São Paulo estará com esse processo VALIDANDO o regime da  ditadura se fizer uso disso com a interpretação de que ela foi  criminosa, o que já se vê há muito tempo pela internet e em alguns meios  de comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É como se se dissesse que a ditadura estivesse certa na sua avaliação do que é ser criminoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A noção de criminoso político iria para o espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A partir daí não mais teríamos mais garantia de que a democracia está em vigor nesse país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Poder-se-ia pedir a abertura de qualquer processo contra qualquer  resistente daquela época.  Inclusive poderíamos pedir explicações para  catorze anos de exílio do Sr. José Serra. Poderia ser perguntado o que  fez de tão criminoso que não podia retornar a seu país por tanto tempo.  Seria legítimo também que se pedisse para abrir os documentos sobre as  torturas e seus autores e mandantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Onde estão os senhores Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aluisio  Nunes, Roberto Freire, Fernando Gabeira, só prá citar alguns dos  resistentes, que permitem que isso aconteça?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez estejam esfregando as mãos, ou lambendo os beiços, esperando os  benefícios eleitorais que receberão dos efeitos disto num público  desinformado sobre o que foi a ditadura e sua oposição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acredito que não calcularam o custo político dessa atitude de se  esconder neste momento da percepção de um grande golpe que se quer dar  contra uma candidata. O custo eleitoral é um, mas o custo político para o  país seria muito mais alto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O Sr. Fernando Gabeira foi companheiro de Dilma Roussef no mesmo grupo e  nas mesmas ações de resistência. No entanto, aninhando-se na  candidatura de José Serra, o que é seu legítimo direito, assiste, sem  corar, a esse massacre diuturno contra a Dilma. Já se não se criticam  mais suas posições políticas atuais, nem mesmo suas ações e programas do  governo do qual participou, mas em cima de posições que tomou no  passado – repito, condenadas pela ótica da ditadura- e por questões que,  definitivamente não fazem parte de programa de governo, mas sim de  partido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os entendidos sabem que há uma diferença entre programa de partido, com  suas crenças e proposições políticas, e programa de governo, que sempre é  executado a muitas mãos, até pela composição plural que tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A ameaça da ditadura passa a existir, sim, quando um grande veículo de  comunicação procura validar o comportamento da Ditadura Militar e é  acompanhada por grandes grupos políticos que vêem benefício eleitoral  nisso. Jamais pelo grupo que ora governa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ditadura hoje ou amanhã do governo Lula? Nunca vimos ou lemos, durante  tanto tempo, com tanta liberdade o que qualquer pessoa ou imprensa  quisesse expressar. Até matérias extremamente adjetivas, mais que  informativas, quase sempre opinativas, tentando interferir no modo de  pensar das pessoas. Afinal são formadores de opinião. Isso sem contar o  que circula pela internet sem censura alguma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não vale dizer que descontentamento pelas notícias, tendenciosas ou  verdadeiras, é censura. Quem critica tem que aceitar o contraditório  também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nunca se viu tantos miseráveis passando à condição de pobres, pobres  virando classe média, parte da classe média ficando rica, ricos  enriquecendo ainda mais, empresas auferindo mais lucro, bancos batendo  recordes de lucros e empresas capitalistas do exterior confiando em  investir no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se alguém enxerga condições ou desejo de mudar isso e implantar o comunismo precisa acordar ou deixar de ter má fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há risco de ditadura sim, mas ela viria da direita reacionária e mais  conservadora, que, felizmente, ainda não é a maioria neste país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Luiz Carlos D. Novaes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-3192268625179459527?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' title='DAS MANOBRAS DA IMPRENSA GOLPISTA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/3192268625179459527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=3192268625179459527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3192268625179459527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/3192268625179459527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/10/das-manobras-da-imprensa-golpista.html' title='DAS MANOBRAS DA IMPRENSA GOLPISTA'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-6265870205381902920</id><published>2010-10-27T14:42:00.001-03:00</published><updated>2010-10-27T14:57:46.081-03:00</updated><title type='text'>Depoimento: O que é administrar neste país antes e pós-Lula.</title><content type='html'>por: &lt;span style="color: #888888;"&gt;Babyne Neiva de Gouvêa Ribeiro -&amp;nbsp; Bibliotecária da UFPB&lt;/span&gt; (Universidade Federal da Paraíba)&lt;br /&gt;Diretora do Sistema de Bibliotecas  da Universidade Federal da Paraíba, na era PSDB/DEM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;/span&gt;Confesso que hesitei em escrever para vocês sobre  o que irei expor em seguida, mas confesso ainda que por ser cidadã  brasileira, com certa visão política, não partidária evidentemente, devo  dar nesse momento pré-eleitoral - quando estamos discutindo o destino  do nosso país - o meu testemunho sobre o que é administrar nesse Brasil  antes e pós-Lula.&lt;/div&gt;Como é do conhecimento de alguns fui diretora do Sistema de Bibliotecas  da Universidade Federal da Paraíba, na era PSDB/DEM e, portanto, sei o  que é gerir um órgão público enfrentando as mais diversas dificuldades  financeiras, precisando recorrer muitas vezes às parcerias com outras  instituições, "mendigando" doações, quanto aos livros que compõem o  acervo bibliográfico. Decerto que existiu um curto período, precisamente  três anos, dentre os oito anos de governo tucano, em que foi aberto um  programa para aquisições de livros nacionais, de apoio aos cursos de  graduação; usei a expressão "aberto" propositadamente, pois em seguida  esse programa foi extinto e ficamos atônitos, indagando como faríamos  para atender não só à graduação, mas, e sobretudo aos cursos de  pós-graduação, que até então não dispunham de recursos para aquisição de  livros estrangeiros.&lt;/div&gt;As dificuldades enfrentadas não se resumiram aos livros, se estendiam  também aos equipamentos utilizados para operacionalizar as informações  bibliográficas; refiro-me aos computadores e periféricos utilizados no  processo de automação e recuperação da informação, por meio da internet.  O número de computadores adquiridos foi ínfimo, se considerarmos o  volume de serviços demandados pela comunidade universitária; portanto, a  qualidade dos serviços oferecidos ficou muito aquém daquela almejada  por nossa administração.  &lt;br /&gt;Hoje, posso fazer essa avaliação sem receio de cometer equívocos, pois  tenho como cotejar com o que vejo e tenho conhecimento do que está sendo  adquirido, construído, reformado&amp;nbsp; e, - o mais importante -, contratação  de professores e técnicos efetivos, através de concursos. Durante o  governo passado, os professores não passavam de substitutos, com tempo  pré-determinado de serviço.&lt;br /&gt;Atualmente, temos um acervo bibliográfico ampliado e atualizado, com  recursos em abundância para atender às necessidades didáticas; temos  infraestrutura decente para automatizar as informações e  disponibilizá-las para o público interessado; fazemos periodicamente  concurso para a entrada de novos bibliotecários, preenchendo as lacunas  outrora existentes desses técnicos nas bibliotecas da UFPB. Ainda, as  bibliotecas que constituem o Sistema sendo construídas, reformadas e  modernamente equipadas, dispondo de suporte logístico para oferecer um  serviço digno de uma instituição de ensino. &lt;br /&gt;Não irei mais além, com receio de me tornar cansativa e não ser lida;  material para expor não falta para constar nesse depoimento. Quero  deixar claro que houve esforços em demasia por parte não só do reitor,  como de toda a administração da UFPB, na tentativa de driblar e superar  as dificuldades impostas às IFES, por parte do governo federal FHC;  apenas, as universidades federais não faziam parte das prioridades da  política tucana.&lt;br /&gt;Não gostaria ,como qualquer pessoa lúcida, que as IFES sofressem  regressão. Confesso que tenho receio, caso o PSDB/DEM volte ao comando  do nosso país.&lt;br /&gt;Saudações a todos que se preocupam seriamente com o nosso BRASIL!&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt; &lt;br /&gt;Babyne Neiva de Gouvêa Ribeiro&lt;br /&gt;Bibliotecária da UFPB&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4374091921556573112-6265870205381902920?l=blogdowaldirpedrosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/feeds/6265870205381902920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4374091921556573112&amp;postID=6265870205381902920&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/6265870205381902920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4374091921556573112/posts/default/6265870205381902920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowaldirpedrosa.blogspot.com/2010/10/depoimento-o-que-e-administrar-neste.html' title='Depoimento: O que é administrar neste país antes e pós-Lula.'/><author><name>Waldir Pedrosa Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15228837349769277903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4374091921556573112.post-4123753723927015795</id><published>2010-10-27T12:19:00.000-03:00</published><updated>2010-10-27T12:19:55.119-03:00</updated><title type='text'>Para você, eleitor indeciso.</title><content type='html'>&lt;span id="head"&gt;terça-feira, 19 de outubro 2010&lt;/span&gt;                  &lt;span id="titpost"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="titpost"&gt;por Ricardo Lins Horta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="body"&gt;                &lt;em&gt;&lt;a href="http://twitter.com/Ricardohorta"&gt;Ricardo Lins Horta&lt;/a&gt;  escreveu este texto, recheado de fontes. Ele é dirigido aos leitores  indecisos. Fique à vontade para repassá-lo mas, por favor, preserve os  links. Eles são a f
